Pois é, o xaxim está proibido. E não é frescura do governo não. Tanto sua extração como comercialização estão proibidos por que essa espécie está quase em extinção.

E por que é que ele está ameaçado de extinção?

O xaxim é extraído do tronco de uma planta da família das samambaias, chamada Dicksonia sellowiana, que é um arbusto semi-lenhoso, de tronco ereto, fibroso, espesso e nativo das matas do Brasil. Cultivado em meia-sombra ou na sombra, em terra fértil e sempre úmida. É muito resistente ao frio. Ela lembra uma palmeira, mas é uma samambaia! É uma das nossas maiores samambaias, tanto que também é conhecida por samambaiaçu, que quer dizer samambaia muito grande (o sufixo açu vem do tupi wa’su).

O problema é que o xaxim tem o crescimento muito lento (ele cresce de 5 a 8cm por ano). Então são necessários uns 50 anos para se obter um vaso de 40 a 50cm de diâmetro!

Ao comprar, usar ou vender vasos, placas, “palitos” e “pó″ feitos de xaxim, estimula-se um sério dano ambiental, além de se cometer um ato ilegal*.

A alternativa é usar a fibra de coco. Sabia que o coco tem uma capacidade de germinação excepcional? Imagine um coco que cai do coqueiro e rola em direção ao mar e sai boiando. Dentro dele há um embrião germinando enquanto suas raízes estão enraizadas na parte interna da casca do coco. E o coco vai flutuando pelos oceanos até chegar numa praia e germinar. A casca, fibrosa, funciona como um órgão de flutuação e proteção, um verdadeiro berçário para o embrião do coco na fase de germinação e desenvolvimento inicial. As fibras e os grânulos que compõem a casca, protegem o embrião do efeito corrosivo e salino da água do mar, ao mesmo tempo em que oferecem um meio de crescimento (substrato) poroso, que retém umidade, sem contudo ressecar ao sol ou encharcar enquanto flutua sobre a água. Uma verdadeira “célula de sobrevivência” criada pela natureza!

Além de ser usada como substrato, a fibra de coco serve também para a confecção de vasos, que devem ficar imersos em água antes de serem utilizados para que retenham melhor a umidade, e até para a confecção de solados de calçados, encostos e bancos de carros. E agora descobriram que a “carne” do corpo é capaz de remover da água quantidades significativas de poluentes como fármacos, pesticidas, corantes e, até, metais. Legal, né? É a natureza nos mostrando as soluções para os problemas que nós criamos… Viva a natureza!

*Para proteger essa espécie ameaçada de extinção, o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), criou a resolução n. 278 em 24/05/2011, que determina em seu Artigo 1 a proibição do corte e exploração da Dicksonia sellowiana , popularmente conhecida como Xaxim.

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Sites consultados:

http://www.cnpat.embrapa.br/home/portfolio/tecnologia.php?id=10

http://www.jardimdeflores.com.br/ECOLOGIA/A20xaxim.htm

http://www.amafibra.com.br/preservacao/

http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/artigos/meio-ambiente/a-salvacao-do-xaxim-o-coxim-344.asp

http://www.revistaanalytica.com.br/ed_anteriores/15/art04.pdf

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/coco-pode-ser-usado-para-despoluir-a-agua/

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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