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Tillandsias: fiz uma cortina de plantas aéreas!

Tillandsias: fiz uma cortina de plantas aéreas!

Tillandsias: aprenda agora a cultivar essas lindas plantas aéreas e a fazer uma cortina verde para enfeitar a sua casa ou apartamento!

Tillandsias: fiz uma cortina de plantas aéreas!

Planta que não precisa de substrato para sobreviver?

Pois é, existem plantas não precisam de substrato para sobreviver. Elas são conhecidas como air plants, ou plantas aéreas e também  por tillandsias, e são plantas da família das bromélias!

 

Família das Bromélias

As Air Plants, ou plantas aéreas, são um conjunto de espécies da família das bromélias, do gênero Tillandsia, que possui mais de 400 espécies e apresenta maior concentração nas Américas. Essas plantas aéreas parecem de outro mundo, já vi tilandsia crescendo até em fio de eletricidade!!!

 

Hóspedes que não fazem mal algum!

A grande maioria delas é epífita ou seja: cresce sobre as árvores sem “roubar” seus nutrientes. Não são parasitas. Se a árvore fosse um hotel, elas seriam hóspedes.

 

Na natureza

Quando estão na natureza, seu habitat natural é nos troncos e galhos das árvores, de onde absorvem a umidade e os nutrientes do ar. Elas se alimentam pelas folhas, pois suas raízes servem apenas para se fixar nos troncos e galhos das árvores. Algumas espécies podem crescer em rochas, telhados, fios, cabos de telefone, postes, grades e onde mais as sementes caírem e resolverem crescer.

 

Nada como voltar a ser criança!

Podemos brincar e deixar a imaginação correr solta na hora de decorar com essas plantas aéreas. Elas podem ser fixadas em troncos e pequenos galhos de árvores, placas de fibra de coco, de xaxim de palmeira, vasos de vidro, suportes de metal, vasos de cerâmica, entre outros recipientes. Podemos utilizar linhas, adesivos, barbantes e até cola quente para criar arranjos. No final do vídeo vou ensinar como montar uma cortina de tilandsia usando linha de pesca!

Lembre-se que o material escolhido deverá suportar o contato com água, pois a planta precisará ser regada.

 

Borboletinhas azuis

Uma tilandsia mais conhecida e que eu cultivo e adoro, é a tilandsia cyanea. Ela tem uma floração espetacular! Suas brácteas são cor-de-rosa e as florzinhas azuis arroxeadas, parecem borboletinhas que vão pousando da base até o topo da inflorescência. Veja mais sobre ela aqui.

 

AACA

Lembra do segredo de sucesso de cultivo que eu sempre falo? O tal do AAC? Pois é, as tilandsias precisam de um A a mais: atenção, amor e carinho e água! As Tillandsias vivem no ar, não de ar. Água é o seu alimento. Muitas espécies até são capazes de sobreviver a longos períodos de seca, mas esta não é uma regra geral. Elas são tão fáceis de cuidar, que podem acabar sendo fatalmente esquecidas.

 

rega

Elas devem ser regadas no mínimo 1 x por semana. Quando estiver quente e seco, aumente a rega e quando estiver frio e úmido, diminua. O ideal é sempre observar a sua planta para saber se ela precisa de mais ou menos água. Elas podem ser regadas de 2 formas: borrifando água ou dando um banho por imersão numa bacia ou tigela. Imagine que ela é uma criança que gosta de ficar brincando na banheira… quem nunca? E então deixe-a lá curtindo o banho por uns 20/30 min, depois agite-a suavemente para remover o excesso de água e coloque-a para secar num local iluminado e arejado.

Quando absorvem água, elas ganham um tom de verde mais vivo, suas folhas parecem mais rígidas.

 

hidrate já!

Se as folhas ficarem mais claras, enrugadas ou até enroladas, é sinal de que a planta está desidratando e precisando urgente de água.

 

LUMINOSIDADE

Essas plantas aéreas gostam de receber bastante luminosidade e algumas gostam até de sol direto. Se for cultivar dentro de casa, coloque-as perto de uma janela bem iluminada. Ou então deixe que elas recebam o solzinho do começo da manhã ou do fimzinho do dia. Lembre-se só algumas espécies gostam de sol direto.

 

VAIDOSA

Para que elas fiquem sempre bonitas, retire delicadamente ou pode as folhas secas da base e as inflorescências secas.

 

SÓ 1X NA VIDA!

Você sabia que as bromélias só florescem e frutificam uma vez na vida? Elas demoram um bom tempo para florir e é como se a floração fosse um último suspiro de vida. O auge da sua vida, e então ela sai de cena e deixa brotinhos ou sementinhas para que o ciclo da vida continue nos seus descendentes e ela possa descansar em paz. As flores das Tillandsias são impressionantes: algumas têm um colorido muito especial e podem durar meses, dependendo da espécie.

 

SEMENTES

Após a floração, surgem pequenas cápsulas onde ficam guardadas as sementes. Quando estão maduras, essas cápsulas se abrem soltando pequenas plumas. Daí o vento se encarrega de levar ssas plumas por aí, espalhando as sementes. Quando as sementes encontram uma casca de árvore, ou algum outro local propício, elas se fixam e começam um novo ciclo de vida.

 

REPRODUÇÃO

A reprodução das Tillandsias pode ser feita de duas formas: por sementes ou divisão de touceiras.

Na reprodução por sementes, é necessário criar um berçário com uma “cama” de musgo esfagno para acomodá-las com carinho. Espalhe as sementes nesse substrato e borrife com água logo em seguida. O esfagno é um ótimo substrato de enraizamento, pois consegue manter a umidade necessária sem encharcá-las.

Se quiser novas mudas por divisão de touceira, é só separar as mudinhas que aparecem ao lado da planta-mãe. Quando a nova mudinha atinge ⅓ (um terço) do tamanho da planta mãe, ela pode ser separada. Está pronta para o “desmame”.  É só puxá-la suavemente com as mãos e escolher um local para fixá-la.

 

Dicas úteis

Antes de fixar a nova mudinha, faça uma poda de limpeza para retirar suas folhas secas.

Para separar as mudas, use uma tesoura ou faca limpas e bem afiadas.

As Tillandsias verdes têm as folhas macias, gostam de umidade e precisam ficar mais protegidas do sol.

Já as Tillandsias prateadas, em tons de cinza, são espécies de áreas mais quentes e não necessitam de tanta umidade. Elas têm as folhas mais duras e precisam de maior exposição ao sol.

 

Se você prestar atenção vai encontrar tilandsias em árvores pelo seu caminho! Tenho certeza! Olha essa árvore que achei no caminho, quantas tilandsias!

 

E aí? O que você já tinha visto essas plantas? Já cultivou alguma delas? Conta para mim nos comentários abaixo.

 

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Transforme garrafas e potes em lindos arranjos florais – TV Gazeta

Transforme garrafas e potes em lindos arranjos florais – TV Gazeta

Você já reparou nas garrafas de bebidas, de azeite e vinagre, potes de vidro de geleia, mostarda, castanhas, palmito, etc. que costuma jogar fora ou separa para reciclar? Elas podem ser reutilizadas e se transformar em lindos arranjos florais! No vídeo eu ensino como criar esses arranjos e ainda mostro flores diferentes de verão:

Esse vídeo foi ao ar dia 24 de janeiro no programa Manhã Gazeta, apresentado pela Regiane Tápias dos Santos.

 

As plantas foram gentilmente cedidas pela Natus Verde: www.natusverde.com.br

R. Manuel Velasco, 168 – Vila Leopoldina tel: 3833-0831 e na av. Bolonha, 611 tel:3647-4980.

 

Para saber mais informações sobre as flores acesse: Flores de Verão

 

Para ver mais fotos das flores e dos bastidores do programa acesse o álbum no Flickr: Flores de Verão

 

Para assistir minhas outras participações na TV Gazeta clique: TV Gazeta

 

Gostou do post? Do site? Conecte-se com a natureza comentando, curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

 

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Conexão com a natureza

As flores do verão

As flores do verão

Aqui no Brasil somos muito privilegiados! Temos flores o ano inteiro! E é claro que no verão também! Confira agora as flores que estavam no programa Manhã Gazeta, dia 24 de janeiro de 2012:

Curcuma alismatifolia (curcuma ou açafrão-da-cochinchina)

Essa linda e exótica planta é herbácea, ereta, rizomatosa e pouco entouceirada. É originária da Cochinchina e atinge de 40 a 60cm de altura. Tanto sua folhagem como seus florescimentos são muito decorativos. Suas folhas são marcadas por nervuras paralelas, lisas, de cor verde azulada com uma faixa arroxeada ao longo da nervura central.

O que achamos que é a flor, na verdade são as brácteas (folhas modificadas) rósea-lilas, que protegem as pequenas flores de cor lilás, formadas durante os meses do verão.

As flores são muito utilizadas como flor de corte. No jardim fica ótimo formando maciços em canteiros a pleno sol ou a meia-sombra, bem estercados e irrigados com frequência. Não gosta de geadas. Multiplica-se por rizomas, separados no inverno e plantados na primavera.

 

Globba winittii (globa-roxa)

Essa planta também é herbácea, rizomatosa, perene, ereta e de florescimento decorativo. É originária da Tailândia e atinge de 60cm a 1m de altura. Suas folhas são dispostas em duas séries ao longo das hastes e são pilosas na face de baixo. No inverno elas desaparecem.

Suas inflorescências são pendentes ou recurvadas, envolvidas por brácteas longitudinais rosa-arroxeadas. As flores são pequeninas e aparecem solitárias ou em grupos, de cor amarela. São formadas no fim do verão.

Pode ser cultivada em vasos mantidos em locais protegidos ou em canteiros ou bordaduras a meia-sombra, com solo rico em matéria orgânica e mantido sempre úmido. Não tolera geadas, apesar de sobreviver ao inverno através dos rizomas. Multiplica-se por divisão da planta adulta, cada divisão com o respectivo rizoma, no fim do inverno e começo da primavera.

 

Tillandsia cyanea (tilândsia-azul ou tilândsia)

Mais uma planta herbácea, perene, epífita, rizomatosa e de florescimento muito ornamental. Essa é das Américas, originária do Equador e atinge de 20 a 25cm de altura. Suas folhas formam um desenho de rosa na base, chamado de roseta basal. São lineares, acanaladas e marrom-arroxeadas na base.

Mais uma flor que não é flor! Sua inflorescência é ereta, fica acima da folhagem, e tem a forma de uma espiga achatada ou um remo. É larga, com brácteas róseas dispostas em leque característico e flores numerosas sucessivas azul-violetas, formadas na primavera-outono.

Deve ser cultivada em vasos preenchidos com fibra de coco e húmus e mantidos em local protegido, com tolerância para lugares abertos, evitando o sol direto. Multiplica-se por sementes postas para germinação em local protegido, bem como por divisão da planta quando aparecem brotações laterais.

 

Ixora chinensis (ixora, ixora-chinesa, ixora-vermelha)

Esse arbusto tem a textura lenhosa é ereto, muito ramificado e de ramagem densa e reclinada. É originário da China e Malásia e atinge de 1 a 2m de altura, com florescimento muito vistoso. Suas folhas são simples, coriáceas e curtas.

Inflorescências umbeladas terminais, com flores numerosas, vermelhas, vermelho-alaranjadas, róseas ou amarelas, muito visitadas por beija-flores. Formam-se durante quase o ano todo, mas principalmente no verão. Há uma variedade anã (mini-ixora ou ixora anã) de flores vermelhas e amarelas muito utilizadas para forração de canteiros.

É cultivada de maneira isolada e em grupos formando conjuntos ou renques, a pleno sol, em canteiros com boa fertilidade e irrigados periodicamente. É sensível a geadas sendo indicada apenas para as regiões tropicais e subtropicais. Multiplica-se por estacas.

 

Hemerocallis flava (lírio, lírio-de-são-josé, lírio-de-um-dia)

Planta herbácea, rizomatosa, perene e acaule. É originária da Europa e da Ásia e atinge de 40 a 60cm de altura.

Suas inflorescências são eretas, com poucas flores de cor amarela de vários tons, alaranjados, marrons e rosa, simples ou dobradas, formadas durante grande parte do ano, mas principalmente no verão.

Essa planta é muito utilizada como bordadura de canteiros ou formando conjuntos isolados, sempre a pleno sol, com terra rica em matéria orgânica. É tolerante ao frio. Multiplica-se facilmente pela divisão da touceira, colocada em recipiente individual em local protegido.

 

Eustoma grandiflorum (lisianto, genciana-do-prado)

Planta herbácea, bienal, de caule ereto e pouco ramificada. É originária dos Estados Unidos e atinge de 30 a 60cm de altura.

Suas flores são duráveis, grandes, em forma de sino, simples ou dobradas em diversas cores simples ou mistas (brancas, róseas, roxas, vermelhas, etc) e são formadas no final da primavera e no verão.

É cultivada como flor anual, em vasos mantidos em estufas. Muito utilizada como flor de corte. É tolerante a geada e gosta de clima ameno para um bom desenvolvimento. Multiplica-se por sementes, que deverão ser plantadas na primavera.

 

Aster trandescantii (áster, áster-arbustiva, monte-cassino)

Esse arbusto tem textura herbácea, é perene, muito ramificado e florífero. É originário da América do Norte e atinge de 80cm a 1m de altura. Suas folhas são pequenas e lineares.

As inflorescências são muito ramificadas e numerosas, com flores brancas com o centro amarelo, formadas no verão. É utilizado para bordadura ou para a formação de conjuntos isolados em canteiros a pleno sol com solo rico em matéria orgânica e com boa fertilidade. Deve ser irrigado periodicamente. É também muito utlizado como flor de corte e pra a composição de buquês.

Atenção: apesar de ser uma espécie perene, deve ser renovada anualmente para reativar a vegetação.

Pode ser multiplicada por sementes e também por estacas cortadas após o florescimento e deixadas enraizar em estufas.

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Pequeno dicionário dos termos utilizados acima:

Herbácea: planta que possui tecidos pouco consistentes.

Lenhosa: planta que possui tecidos espessos e endurecidos, que formam o lenho.

Perene: planta cujo ciclo de vida é indeterminado ou longo.

Anual: planta cujo ciclo de vida ocorre durante uma ou duas estações no ano.

Bienal: planta cujo ciclo de vida se estende por mais de quatro estações do ano.

Ereta: planta que cresce de forma erguida, devido ao caule ereto.

Acaule: que não possui caule.

Entouceirada: planta da mesma espécie constituída de diversos eixos, ou que crescem muito próximas a outras de mesma espécie, formando um conjunto espesso.

Coriácea: folha cuja textura é semelhante à do couro e se quebra facilmente.

Epífita: planta que vive sobre outro vegetal sem prejudicá-lo, usando-o apenas como suporte

Rizoma: caule subterrâneo dotado de reservas, com nós, gemas e escamas. Mais ou menos cilíndrico e cresce lateralmente formando touceira. As plantas rizomatosas podem ser perenes ou passar por um período de repouso. São multiplicadas arrancando-se a touceira e separando-a por partes. Quando passam pelo período de repouso acontece o desaparecimento temporário da parte aérea, voltando depois a brotar. Deve-se fazer a divisão dos rizomas no período de repouso, arrancando-as do solo.

Umbelada: inflorescência em forma de guarda-chuva

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Referências bibliográficas:

Lorenzi, Harri e Souza, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Vilaça, J. Plantas tropicais: guia prático par o novo paisagismo brasileiro. São Paulo, SP: Editora Nobel, 2005.

 

Crédito foto detalhe tillandsiahttp://marvingardensusa.com

Todas as outras fotos: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde paisagismo e decorações florais

 

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