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Como Cultivar Poinsétia (bico de papagaio)

Como Cultivar Poinsétia (bico de papagaio)

Saiba como cuidar e por que ela é considerada a Flor do Natal:

Veja mais sobre POINSÉTIA.

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Como Cultivar Poinsétia ou Bico de Papagaio – Canal Rural

Como Cultivar Poinsétia ou Bico de Papagaio – Canal Rural

Assista à minha participação no Especial de Natal do programa Arte Brasil do Rogério Chiaravalli no canal rural, onde explico por que o bico-de-papagaio é considerado a “flor” do Natal:

Esta participação foi ao ar dia 23 de dezembro de 2011.

Veja mais sobre BICO DE PAPAGAIO

Para saber mais sobre o programa Arte Brasil acesse: Programa Arte Brasil

As plantas foram gentilmente cedidas pelas meninas do “Flores na Varanda”, um espaço delicioso na Vila Romana, onde você pode tomar um café acompanhado de um bolo caseiro e ainda comprar flores!

Lá tem ainda delicioso brunch nos finais de semana, almoço com quiches e saladas e aos sábados música ao vivo! Entre no site do Flores na Varanda: www.floresnavaranda.com.br e descubra esse oasis em São Paulo!

O Flores na Varanda fica na rua Camilo, 455 na Vila Romana. Tel 3675-8486 e 3675-8485.

 

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Como Cultivar Bico de Papagaio

Como Cultivar Bico de Papagaio

O bico-de-papagaio, poinsétia ou Euphorbia pulcherrima, é nativo do México e cresce rapidamente nos climas quentes atingindo até 3m de altura em uma única temporada, formando um arbusto comprido, meio desajeitado, perene e lenhoso. Em lugares onde o inverno é mais rigoroso, suas folhas podem ser decíduas. Suas folhas são ásperas e medem de 10 a 20cm. É muito apreciado não pelas suas verdadeiras flores, que são minúsculas protuberâncias verde-amareladas na forma de cálices nas pontas dos galhos adultos, mas por suas grandes brácteas coloridas, que chegam a 30cm de largura e são formadas no inverno. As mais comuns são as de brácteas vermelhas, mas elas também podem ser rosadas, brancas e mescladas.

História: No México, os astecas consideravam o bico-de-papagaio como símbolo de pureza e chamavam-no de cuetlaxachitil e o utilizavam para a produção de tintas usadas em cosméticos ou tingimento de tecidos; com a seiva, produziam medicamentos contra a febre; as brácteas brancas são atualmente empregadas na produção de cremes depilatórios.

Do México ela foi levada para a Europa e no século XVII passou a ser usada como flor natalina, uma vez que ela floresce no inverno (época do Natal Europeu) e a forma das suas brácteas lembra a estrela de Belém.

O nome ponsétia é derivado de J.R. Poinsett (1779-1851), primeiro embaixador americano que serviu no México e que foi o responsável pela introdução e disseminação desta planta nos Estados Unidos. Em homenagem a ele essa planta passou a ser conhecida por poinsétia tanto nos Estados Unidos como na Europa. Os floricultores das Escandinávia e Estados Unidos foram os responsáveis pela criação de cultivares mais adaptados à decoração doméstica.

Aqui no Brasil, como o natal acontece no verão, os produtores que comercializam essas plantas forçam seu florescimento nesta época do ano manipulando fatores como noite artificial, temperatura e fertilizantes.

Utilização: Essas plantas são ótimas para a formação de renques, conjuntos ou plantadas isoladas, podendo ser podadas para formar uma ramagem mais compacta. Elas gostam de sol direto, noites longas e solo rico em matéria orgânica, úmido, bem drenado e ligeiramente ácido. Mas como são plantas tropicais que não gostam de geada. Multiplicam-se facilmente por estaquia, preparadas no final do inverno.

Em plantas mantidas no interior, as plantas de brácteas vermelhas mantêm-se como tal por umas 6 semanas enquanto que as com as brácteas brancas duram uns 2 meses.

Dica: se desejar muitas brácteas de tamanho médio, estimule o crescimento dos galhos cortando a ponta dos caules a cada dois meses até meados de fevereiro. Se quiser brácteas maiores, mas em menor quantidade, limite o número de caules. Na primavera de cada ano, pode as plantas a 15cm do solo para que nasça uma folhagem inteiramente nova.

Curiosidades: O gênero Euphorbia, com cerca de 2 mil espécies, recebeu este nome em homenagem a Euphorbus, médico grego do rei Juba II (52 a.C. a 23 d.C.) da Numíbia (hoje Argélia), que tratou uma doença do monarca com uma planta suculenta, denominada pelo rei de Euphorbia, nome depois mantido por Lineu.

As Euphorbias, são uma das poucas plantas que conseguem conservar por muito tempo suas flores em boas condições e o bico-de-papagaio é um belo exemplo disso.

Cuidado/atenção: seu látex (aquele leite) que sai do caule é tóxico! É importante tomar cuidado para que crianças não mastiguem partes desta planta, nem brinquem com seu látex. E se animais apresentarem sinais de mal-estar, é melhor procurar um veterinário.

 

Veja minha participação no programa Arte Brasil 

 

Referências bibliográficas:

Lorenzi, Harri e Souza, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Felippe, Gil. Venenosas: plantas que matam também curam/Gil Felippe; Maria Cecília Tomasi (aquarelas) – São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.

Smith, Jean Irwin. Árvores ornamentais na cidade de São Paulo. 1a edição – São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2000.

Enciclopédia de Plantas e Flores. São Paulo: Editora Abril Cultural, 1977.

Texto e fotos: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde paisagismo, decoração floral e design ambiental.

 

 

 

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