Conheça algumas plantas que gostam de muita água:

 

COPO DE LEITE

 

Essa planta herbácea robusta, que adora lugares muito úmidos, é originária da África. É perene e atinge de 60cm a 1m de altura. É muito florífera e sua folhagem é ornamental e brilhante.

Floresce na primavera-verão, sendo muito utilizada como flor de corte, podendo ser cultivada a pleno sol ou à meia sombra, acompanhando muros, muretas, paredes, margens de tanques e lagos ou formando conjuntos, que dão um lindo efeito paisagístico, em terra com muita matéria orgânica e umidade constante. É tolerante a baixas temperaturas e não prospera bem em climas quentes.
Multiplica-se pelas mudas formadas junto ao rizoma da planta-mãe, separadas após o florescimento.

 

JUNCO

 

O junco apresenta desenvolvimento vertical, criando um belo contraste de formas com as outras plantas.

Quando plantada isolada, em vasos dentro de espelhos d’água, têm sua beleza valorizada refletindo suas folhas na água. Ele possui folhas afiladas e cilíndricas, em forma de pequenas lanças de verde intenso.

O junco é planta marginal de crescimento rápido, contudo, se plantada juntamente com outras plantas ou em solo com pouca umidade, pode não se desenvolver satisfatoriamente.

 

Desenvolve-se a sol-pleno ou meia-sombra, não suportando geadas ou sol muito forte. Seu tamanho depende das condições locais, podendo ficar entre 30cm a 120cm de altura. Prefere substrato rico em matéria orgânica, sempre úmido ou submerso com coluna d’água entre 5 a 10cm. É planta resistente a pragas e não é exigente quanto ao pH da água.

 

Em lagos ornamentais, serve de refúgio aos alevinos. Neste caso, deve ser colocada uma camada de seixo-de-rio sobre o substrato para evitar que os peixes o revirem, deixando a água turva. Em lagos naturais, pode ser plantado na zona marginal. Sua propagação geralmente se dá por divisão de rizoma na primavera, mas pode ser por sementes.

 

Já os chamados móveis de junco, tão populares entre nós, não são feito com essa planta. São tecidos com os longos ramos de espécie de chorão (Salix).

 

MINI PAPIRUS

 

 

Planta aquática, ideal para espelhos d’água e lagos.

 

Também pode ser planta em vasos.

 

Gosta de clima quente e de sol.

 

Atinge uns 90cm de altura e a touceira tem uns 50cm de diâmetro.

 

É uma planta perene.

 

 

 

PAPIRUS

 

 

Quando estive em NY fiquei encantada com o papirus que está dentro do Metropolitan Museum of Art , o MET, na parte sobre o Egito. Olha que lindo!
Herbácea perene, ereta, entoucerada, aquática, nativa dos brejos do sudoeste do Brasil, de 1,5 a 2,5m de altura e 1m de diâmetro, com numeras hastes firmes, mais ou menos triangulares de medula macia, tendo na extremidade uma cabeceira de folhas finas e pendentes.

 

É uma planta de grande efeito ornamental quando plantada à beira de lagos, espelhos d’água e tanques, sempre a pleno sol, onde possam contar com umidade permanente. Pouco sensível a baixas temperaturas.

 

O famoso papiro usado no Egito antigo era feito com a polpa do caule de uma espécie de Cyperus, abundante no vale do rio Nilo.

 

A tiririca, a planta daninha mais disseminada e nociva em todo o mundo também é da família dos papiros. Seu nome científico é Cyperus rotundus L.

 

LÍRIO DA PAZ

Planta Herbácea, perene, entouceirada, atinge até 70cm de altura por 20cm de diâmetro, nativa da Venezuela. Cultivada em vasos, jardineiras e renques, ou formando conjuntos densos, sempre à meia sombra, em terra rica em matéria orgânica, mantida sempre umedecida ou dentro d’água. Planta tropical, que não gosta de frio.

 

Folhas em tufo, verde-brilhantes e marcadas pelas nervuras curvadas na face de cima, estreitas na base. Inflorecência em espádice branco, envolvido por espata carnosa lisa, livre, branca internamente e esverdeada do lado de fora, com perfume forte de narciso, formada na primavera-verão.

 

Existe uma outra espécie de lírio-da-paz, o Spathiphyllum wallisi Regel, que não gosta de tanta água como o de cima. Esta espécie também é mais baixa, atinge uns 30 a 40cm de altura, sua inflorescência é branca, sem perfume e com a idade ela torna-se verde. É muito utilizada como planta de interior em vasos.

 

 
 Spathiphyllum wallisi Regel (lírio-da-paz)

 

Há ainda um outro lírio-da-paz, o gigante, Spathiphyllum ortgiessi Regel “Sensation”, originário do México, com folhagem de grande efeito decorativo, que atinge de 90cm a 1,9m de altura. Cultivada principalmente em vasos grandes, para ambientes bem iluminados como terraços, ou plantadas isoladamente e em grupos, em canteiros a meia sombra, mantidos umedecidos. É sensível ao frio, não sendo indicada para terraços de apartamentos onde o vento é frio.

 

 
Spathiphyllum ortgiessi Regel “Sensation” (lírio-da-paz gigante)

 

FÓRMIO

 

 

Planta herbácea rizomatosa, acaule, perene, nativa da Nova Zelândia de 1,5m a 3m de altura e 70cm de diâmetro e muito resistente ao frio.

 

Suas folhagens são muito decorativas. As folhas são laminares, longas, verde escuras com margem avermelhada. Também podem ser vermelho-arroxeadas escuras, estriadas de verde, amarelo e branco e estriadas de verde, amarelo e vermelho. Inflorescência alta, vigorosa, com numerosas flores vermelho escuras, de importância ornamental secundária.

 

Pode ser cultivada em vasos, como planta isolada ou formando conjuntos, a pleno sol ou à meia-sombra. É tolerante a terrenos muito úmidos, prestando-se para plantio em beira de tanques e lagos.

 

 

 

Referências bibliográficas:

JOLY, Aylthon Brandão. Botânica: Introdução á taxonomia vegetal. 13ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2002.

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

LORENZI, Harri. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 3a edição. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2000.
VILAÇA, Juliana. Plantas Tropicais: Guia prático para o novo paisagismo brasileiro. São Paulo: editora Nobel, 2005.

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