Search results for Primavera na TV

Plantas com Bulbos

Plantas com Bulbos

O assunto hoje é plantas com bulbos. E o que são bulbos?

De acordo com o iDicionário Aulete:

Bulbo: Gema (2) subterrânea envolta em escamas carnudas, que armazena substâncias alimentícias para garantir a sobrevivência da planta (p.ex.: a cebola), e que, separada da planta em que se criou, pode dar origem a outra.

 

Então, as plantas com bulbos possuem como característica básica um mecanismo de reserva de alimentos, que fica normalmente localizado abaixo da superfície do solo. Nessa parte das plantas desenvolvem-se as gemas, responsáveis pelo aparecimento de novas gerações do vegetal. Há bulbos que se adaptam às mais diversas situações possíveis: suportam geadas, secas, o frio e o calor intenso e brotam novamente, após um período de descanso, quando as condições melhoram.

 

A capacidade que têm de acumular nutrientes garante o impulso inicial para o crescimento da planta na estação seguinte; e muitos deles reservam também alimentos para nutrir as folhas e flores. Por isso, bulbos podem florir até nas prateleiras, se você esquecer de plantá-los.

 

Os bulbos podem ter formas variadas, mas de maneira geral, são “gordinhos” na base e “afunilados” no topo:
Bulbos verdadeiros
Bulbo de amarílis com gema
Bulbo de jacinto em crescimento

Como os bulbos “fabricam” suas reservas de alimentos absorvendo energia solar pela fotossíntese, sua folhagem necessita de certos cuidados. Depois que as flores murcham, as folhas devem ter um período de crescimento e amadurecimento normais, a fim de que o bulbo subterrâneo acumule energia suficiente para suportar o período de descanso e possa, posteriormente alimentar a próxima geração.

 

Hipeastrum Hibridum (amarílis):

Hipeastrum Hibridum (amarílis)

O Amarílis, também é conhecido por açucena e por flor-da-imperatriz, é uma planta bulbosa que se adapta muito bem às nossas condições climáticas, pois é originária da América do Sul. Ele tem um rápido crescimento e floração de até um mês, após esse período o bulbo entra em período de dormência, perdendo todas as folhas e adquirindo uma aparência “sem-vida” florescendo novamente na primavera. Suas flores podem ser vermelhas, brancas ou mescladas.

Ela não precisa de muita água, regue uma vez a cada 5 dias, com uma xícara de água. A planta pode ficar em local com bastante luz, com algumas horas de sol direto. Se ela for colocada num local escuro, ela tende a crescer muito antes de florescer.Dica: após o florescimento e depois que suas folhas secarem, corte a haste até 1 cm acima do bulbo e plante-o no jardim ou em um vaso com terra nova. Na primavera florescerá novamente.

 

Se você quiser fazer a experiência de plantar o bulbo e acompanhar seu crescimento, pode comprar o bulbo diretamente na loja TOCA DO VERDE.

 

Plante o bulbo na terra, ou substrato bem drenado, deixando apenas o pescoço do bulbo fora da terra. Após o plantio molhe bem a terra e deixe o vaso em local quente e claro. A floração acontecerá em aproximadamente 4 semanas. Você verá algo assim:
1a fase: bulbo recém plantado
2a fase
3a fase
4a fase: florido, lindo!

Hyacinthus spp. (jacinto)

Hyacinthus spp. (jacinto)
O jacinto também é uma planta bulbosa e herbácea com uma belíssima floração na primavera. Suas folhas são espessas, brilhantes e longas e surgem em numero de quatro a seis. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores cerosas, simples ou dobradas, duráveis e muito perfumadas, de cor azul, rosa e branca. É originário da África, Europa mediterrânea e Ásia.

 

O jacinto gosta de locais mais frescos, longe da luz solar direta. Regue frequentemente evitando a acumulação de umidade.

O Alex do blog A febre das Plantas – Plantas de Interior tem umas fotos ótimas e mais explicações de todo o processo a ser feito com a planta após a floração.

Tulipa Gesneriana (tulipa)

Tulipa Gesneriana (tulipa)
As tulipas são originárias da Ásia Central e não da Holanda, como o senso comum leva a imaginar. Foram levadas para a Holanda em 1560 pelo botânico Conrad Von Gesner. Algumas referências defendem que as tulipas seriam originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e para a Pérsia.

 

O nome da flor foi inspirado na palavra “tulipan” que significa “turbante” (o formato da tulipa lembra um turbante). As flores podem ser vermelhas, roxas, pink, amarelas, brancas e atingem de 60 a 90cm de altura.

 

Aqui no Brasil é muito difícíl a tulipa produzir novos bulbos. Os bulbos que florescem aqui são importados da Holanda, climatizados e passam por um processo de adaptação ao nosso clima.

Dica: quando for comprar um tulipa, procure uma que esteja com o botão ainda fechado. Coloque-a num  local bem fresco, longe da luz solar direta e regue-a com um pouco de água todos os dias. Ou então pode colocar um cubo de gelo sobre a terra a cada dia, tomando cuidado para o gelo não tocar a planta e queima-la.

Você também pode colocá-la na geladeira a noite para que a flor se feche e dure mais.

Assista aqui o programa sobre bulbos que fiz na TV Gazeta:

Crédito das fotos:

Foto esquemática bulbos verdadeiros: Enciclopédia Plantas e Flores vol.1. São Paulo, SP: Editora Abril Cultural, anos 70.
Fotos esquemáticas bulbo com gema e bulbo em crescimento: Série Atlas Visuais – Plantas. 6a edição, 7a impressão. São Paulo, SP: Editora Ática, 2005.
Fotos das flores e das fases do amarílis: Terra Viva

 

Referências:
LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
Enciclopédia Plantas e Flores vol.1. São Paulo, SP: Editora Abril Cultural, anos 70.
Série Atlas Visuais – Plantas. 6a edição, 7a impressão. São Paulo, SP: Editora Ática, 2005.

 

Sites consultados:

Gostou do post? Do site? Conecte-se com a natureza comentando, curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

 

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Conexão com a natureza

Como Cultivar Trepadeiras

Como Cultivar Trepadeiras

Veja agora dicas de cultivo de trepadeiras:

Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores)
Essa trepadeira é uma das minha preferidas, tanto que tenho uma plantada em casa. Olha só que lindo ficou o meu portão! E pela manhã, quando meu marido abre a porta da entrada para buscar o jornal, ele sempre inspira fundo e comenta sobre o perfume do jardim! Ele já começa o dia de ótimo humor ;)!

 

 
Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores) sobre o portão de casa

 

O jasmim é uma trepadeira semi-lenhosa e muito florífera. Possui uma ramagem bem densa e ramificada e fica florido quase que o ano todo. Suas flores exalam um perfume suave e muito agradável. Graças às suas flores, sempre recebemos visitas de beija-flores! Adoro quando eles nos visitam!!! O jasmim deve ser cultivado a pleno sol e é ótimo para revestir pérgolas, cercas, grades e pórticos, por seu crescimento moderado.

 

 

Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores) – detalhe das flores

Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa)
Este arbusto de textura semi-lenhosa, é nativo do Brasil, atinge de 2 a 3 m de altura, possui ramos longos, folhagem e floração ornamentais. Existe também uma variação de folhas verdes com manchas amarelas. Suas flores são solitárias, amarelas com cálice vermelho, pendentes, e em forma de lanterna conforme sugere seu nome popular. As flores são formadas durante quase o ano todo e são muito visitadas por beija-flores. É uma planta que tolera o frio.

 

 Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa) – detalhe flor

 

Olha que efeito legal que ela deu nesta escada! Essa foto é do jardim da Escola Móbile que fizemos há alguns anos.A lanterninha pode ser cultivada como planta pendente em jardineiras ou conduzida como trepadeira ao longo de cercas, com a ramagem amparada.

Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa) – na escada da Escola Móbile

Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo)

Essa trepadeira originária da África Ocidental, semi-herbácea, de folhagem e florescimento muito decorativos. Suas folhas são ovaladas, verde-escuras e brilhantes, com nervuras profundas e bem marcadas. As inflorescências são ramificadas e produzem muitas flores de cálice branco inflado e corola expandida vermelha.

A lágrima-de-cristo precisa de suporte para ser conduzida, sendo indicada para revestir caramanchões e pergolados pois produz uma ótima sombra no verão e permite a passagem da luz do sol no inverno. Floresce na primavera e no verão atraindo mamangavas. Ela adora o sol, mas suporta bem meia-sombra.

 

Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo)

Clerodendron x speciosum (coração sangrento)
Esse arbusto escandente de textura semi-herbácea e de florescimento vistoso é o resultado da hibridação do Clerodendron splendens (clerodendro) com Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo) e por isso é muito parecido com o lágrima-de-cristo. O que muda é o formato e a cor de suas flores.

Clerodendron x speciosum (coração sangrento)

Bougainvillea spectabilis
(primavera)
Geralmente é conduzida como trepadeira, amparando-se os ramos pendentes em suportes. É indicado para revestir grades, cercas, muros e pórticos. Normalmente à pleno sol, mas até suporta uma meia-sombra iluminada.

 

A primavera é uma trepadeira lenhosa, espinhenta e de florescimento abundante e espetacular. É originária do Brasil. Suas flores pequenas são envolvidas por 3 brácteas vistosas, simples ou dobradas, e podem ser rosas, brancas, vinho, laranja ou ferrugem.

Bougainvillea spectabilis (primavera) – detalhe flor

Ela pode ser podada e conduzida com arbusto ou arvoreta, como cerca-viva e como trepadeira, enfeitando lindamente pérgolas e caramanchões de estrutura forte.
Bougainvillea spectabilis (primavera)
Bougainvillea spectabilis (primavera)
Adora o sol e solos férteis. Anualmente indica-se podas de formação e de manutenção, visando estimular o florescimento e renovar parte da folhagem.

 

Todas as trepadeiras acima precisam de apoio para serem conduzidas. Elas não grudam no muro. Você deve criar uma espécie de teia de aranha com cabo de varal (aquele de plástico que tem um cabinho de aço dentro) ou com arame galvanizado (para não enferrujar) como na foto abaixo:

E conforme os ramos forem crescendo, você deve ir enrolando-os no arame, até que ela cubra a parede toda e o arame fique “invisível”.

 

Você também pode optar por um tutor ou treliça de metal.

Olha que efeito legal essa treliça de metal como se fosse quadro. Lindo, né?

Usamos muito esse tipo de vaso de 1/2 parede com trepadeira.
Ou uma treliça de bambú…

Se você for plantar sua trepadeira em vaso, escolha um vaso bem alto, pois as trepadeiras possuem raízes profundas e precisam de bastante terra e espaço para crescerem e ficarem bonitas e sadias.

Esse vaso da Anni Verdi tem ainda um segredo… atrás dele tem uma gavetinha que serve para coletar a água que sobra da rega.

Genial, né?!

E para deixar seu vaso com cara jardim, você pode plantar por cima, para dar acabamento, uma forração como a grama preta anã

Ophiopogon japonicus (grama preta anã)

Ophiopogon japonicus (grama preta anã)

 

O clorofito

Chlorophytum comosum (clorofito)

detalhe de vaso com clorofito

ou a hera…
Hedera helix (hera)
Seu terraço ou jardim vai ficar lindo! Você valoriza aquele muro feio, esconde o vizinho chato e ainda traz cor e perfume para a sua casa. Use e abuse das trepadeiras! Boa sorte!

 

Para ver o programa que foi ao ar sobre trepadeiras acesse: Querida o muro sumiu na TV

Fonte: LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

 

Gostou do post? Do site?
Conecte-se com a natureza curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
Conexão com a natureza.

cultivo de plantas de interior

cultivo de plantas de interior

Veja aqui as dicas de cultivo das plantas que vivem bem em ambientes com pouca luminosidade e que foram apresentadas na TV:

Dorstenia bahiensis (Dorstênia)

Dorstenia bahiensis (Dorstênia)
A dorstênia é nativa das regiões tropicais da América do Sul, sendo a espécie Dorstenia brasiliensis de origem brasileira, como o próprio nome diz. Trata-se de uma pequena planta, medindo cerca de 20 cm de altura, que produz flores em formato de copo de coloração vermelho amarronzado.
Dorstenia bahiensis (Dorstênia) – detalhe da flor
Dorstenia bahiensis (Dorstênia) – detalhe da folha
Planta muito fácil de cultivar. Precisa de água 2 vezes por semana e 1 vez por mês de adubo. Não gosta de luminosidade direta, sendo excelente para ambientes internos com pouca luz.
Medinilla magnifica (Medinila)
Medinilla magnifica (Medinila)
 

Este arbusto semi-lenhoso, originário das Filipinas e Java, é considerado raro e exótico. Seu porte varia de 80cm a 2m de altura, sendo seu crescimento lento.
Medinilla magnifica (Medinila)
Suas flores são pendentes e longas, podendo atingir até 30cm de comprimento, aparecendo na primavera e no verão.
Medinilla magnifica (Medinila) – detalhe da flor em formação
Medinilla magnifica (Medinila) – detalhe da flor magnífica
Graças à sua flor exuberante, é também conhecida por uva-rosa. Gosta de solo com bastante matéria orgânica e mantido sempre úmido. Precisa de no mínimo 4 horas de luminosidade indireta por dia. Sendo ideal para varandas e salas bem próximas da janela que receba sol. Não gosta de sol direto, frio intenso nem de solo encharcado.


Dracaena godseffiana
(dracena confeti)

Dracaena godseffiana “Florida beauty”
Esse arbusto semi-lenhoso é originário da África e pode atingir entre 1m a 1,5m de altura e 1m de diâmetro. Sua ramagem é verde-brilhante, fina e dispersa.
Suas inflorescência são curtas, com flores pequenas, verde-amareladas, sem muito efeito ornamental, seguidas de frutos arredondados vermelhos e muito vistosos. Pode ser cultivada em vaso ou formando grupos em canteiros. Sem à meia-sombra., com terra fertilizada e irrigada periodicamente. Não gosta de frio.
Existem 3 tipos de dracenas confeti, a “Florida beauty” tem suas folhas cobertas por várias bolinhas amarelo-creme e brancas com se tivessem sido estouradas.

Dracaena godseffiana “Florida beauty”
Dracaena godseffiana “Florida beauty”
A Dracaena godseffiana “gold-dust”, que tem pontinhos amarelos que depois ficam brancos.
racaena godseffiana “Florida beauty”
Dracaena godseffiana “gold-dust”
E a Dracaena Godseffiana “milky-way”

 

Dracaena Sanderiana (Bambo da sorte ou Lucky bamboo)

Dracaena Sanderiana (Bambo da sorte ou Lucky bamboo)
Dracaena Sanderiana (Bambo da sorte ou Lucky bamboo)
 

Arbusto de textura semi-herbácea, de folhagem ornamental, originário da África, de 1 a 1,5m de altura.
Cultivado em vasos, jardineiras, bordaduras, como planta isolada ou formando conjuntos. Tanto a pleno sol como a meia-sombra, com folhagem permanente, proporcionando efeito de massa.
Pode também ser cultivado em vaso com água, em interiores com pouca luminosidade. Trocar a água 1x por semana.

Para assistir ao programa que foi ao ar: Mineiras Chilenas na TV

Para assistir minhas outras participações na TV: TV Gazeta

As plantas são do Mercado Verde.

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri et SOUZA, Hermes Moreia de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª edição. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2001.

GRAF, Alfred Byrd. Tropica: Color Cyclopedia of Exotic Plants and trees. Roehrs Company. 1st Edition, 1978.

 

Gostou do post? Do site?
Conecte-se com a natureza curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
Conexão com a natureza.