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Como Fazer Mini jardins de suculentas e terrários – TV Gazeta

Como Fazer Mini jardins de suculentas e terrários – TV Gazeta

As suculentas são plantas fascinantes. Com suas formas, texturas e cores variadas são verdadeiras esculturas vivas e formam lindos arranjos, muito decorativos. É um prazer para os olhos olhar a beleza através de suas formas geométricas, únicas na natureza.

Suculentas – fotos: Nô Figueiredo

Elas são plantas fáceis de cuidar, que não precisam de água com muita frequência, só de luz solar. Ter um mini jardim de suculentas é uma maneira muito legal de ser contato com a natureza, mesmo que você more em um apartamento e não tenha varanda. Esse contato com a natureza é importante, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, onde estamos cercados por cimento e concreto por todo lado, pois o verde acalma os sentidos. Faz com que nos lembremos de que também fazemos parte da natureza. As plantas ainda ajudam a melhorar a qualidade do ar, produzindo oxigênio.

As suculentas são plantas de crescimento lento, então um mini jardim de suculentas pode durar 2 a 3 anos no mesmo pote. Depois desse tempo é necessário renovar o substrato, transplantar as plantas que cresceram demais para outros recipientes e substituir as plantas por outras menores, caso você queira continuar usando o mesmo recipiente. Para fazer esses mini jardins de suculentas é importante usar recipientes abertos, pois as suculentas são plantas que não gostam de muita umidade no ar. Muitas vezes esses mini jardins de suculentas são chamados de terrários, mas um terrário de verdade é uma forma de cultivar plantas em um ambiente fechado onde é possível simular seu ambiente natural, oferecendo às plantas condições favoráveis para que se desenvolvam. No terrário podemos observar o desenvolvimento dos vegetais e sua manutenção em um sistema auto-suficiente. É como uma miniatura do planeta Terra, uma composição entre seres vivos e não vivos, onde podemos observar, de forma simplificada, o equilíbrio da natureza através dos ciclos da água e do ar.

 

Assista ao vídeo com a minha participação no programa Revista da Cidade da TV Gazeta onde ensino a montar um mini jardim de suculentas:

 

 

E como esses terrários funcionam?

As plantas são os únicos seres vivos que produzem seu próprio alimento utilizando a luz, a água, os sais minerais encontrados no solo e o gás carbônico presente no ar. Esse processo chama-se fotossíntese e através dele a planta produz a glicose, que sua fonte de energia, e libera oxigênio na atmosfera. Na respiração ocorre o inverso. Utilizando a energia que é metabolizada as plantas captam o oxigênio liberado na fotossíntese  e liberam o gás carbônico para a atmosfera. Assim as plantas são capazes de sobreviver num recipiente fechado.

 

Se é fechado, e a água? Como funciona?

Quando há um aumento de temperatura, a água utilizada na rega do terrário evapora e junta-se à água resultante da transpiração das plantas, formando o vapor d’água. Esse vapor condensa-se nas paredes e na tampa do terrário e como uma chuva volta para o solo irrigando as plantas. As crianças adoram observar esse ciclo da água!

 

Quer montar um terrário?

Você vai precisar de:

1 recipiente de vidro, plástico, acrílico ou qualquer outro recipiente transparente (de preferência de boca larga)

1 tampa ou plástico filme

pedriscos ou pedrinhas

areia e carvão vegetal

musgo seco

Plantas de pequeno porte

água 

Substrato básico: 1/3 de areia, 1/3 de terra de jardim e 1/3 de composto orgânico

 

Que plantas colocar num terrário?

As melhores plantas para terrário são fitônias, piléias, samambaias, heras, avencas, peperômias, singônio, filodendros, lírio-da-paz, tradescantia, marantas, etc.

Na hora de escolher as plantas, busque informações sobre as condições ambientais específicas de cada espécie escolhida para o terrário.

É importante lembrar que o terrário é uma simulação de um ambiente natural, então leve em consideração o tipo de solo, a necessidade de luz e os fatores de umidade que cada espécie de planta encontra em seu habitat natural.

Busque colocar plantas que gostem de ambientes parecidos.

O porte da espécie também é um fato que deve ser considerado, pois deverá ser compatível com o recipiente onde o terrário será montado.

  

Passo a passo:

  • Lave o recipiente com água e sabão. Enxugue e passe um pano com álcool. É importante que ele esteja bem limpo para evitar a proliferação de fungos e bactérias.


  • Montagem das camadas: Coloque no fundo do recipiente uma camada de pedrisco, depois uma camada de areia com um pouco de carvão vegetal triturado e por cima o substrato.

 

  • Essas camadas representam, de forma simplificada, as condições favoráveis que as plantas precisam para se desenvolver com saúde.

 

  • Os pedriscos e a areia farão a drenagem da água, o carvão irá absorver os gases gerados evitando o mau cheiro e o substrato servirá de base fixadora e fornecerá os nutrientes necessários para as plantas.

 

  • Como o dedo ou com uma vareta de bambú faça pequenos buracos para plantar cada uma das mudinhas.

 

  • Se seu recipiente permitir e você desejar, faça pequenos morrotes, coloque pedrinhas e bichinhos ou outros objetos pequenos para decorar seu terrário.

 

  • Com a ajuda de um borrifador regue bem o substrato e aproveite para limpar as paredes internas do seu recipiente. Mas tome cuidado para não encharcar o substrato.

 

  • Agora é só cobrir com o filme plástico ou tampa. Ele deve ficar totalmente fechado.

 

 

Onde colocar devo colocar o terrário?

Escolha um local que receba luz, mas não o exponha à luz direta do sol, pois o ambiente pode aquecer demais e prejudicar as plantas.

 

Precisa regar?

Uma vez que você regou e tampou o recipiente, o ciclo da água deverá ocorrer naturalmente lá dentro.

Caso perceba que seu terrário está encharcado, abra a tampa por algumas horas para que um pouco da água evapore. Depois volte a fechá-lo.

Se por outro lado você observar que seu terrário está seco demais, você pode abrir, regar um pouco e tornar a fechá-lo.

Uma outra idéia é colocar um copinho dentro do terrário, de forma que ele fique enterrado e sua borda fique no nível do substrato. Ele funcionará como um laguinho.

 

E se aparecerem pragas e doenças? O que eu faço?

Não se deve aplicar nenhum remédio fitossanitário dentro do terrário pois o ambiente entrará em desequilíbrio, pois será introduzindo um elemento estranho, que não pertence ao ambiente natural.

No caso de plantas doentes ou infestadas por parasitas, se for possível, retire manualmente as folhas afetadas ou limpe-as cuidadosamente com um pano macio e úmido. Se os parasitas ou doenças insistirem em permanecer, retire as plantas afetadas e trate-as fora do terrário.

Caso seja necessário a aplicação de algum remédio, tipo óleo de neem, aguarde 3 a 4 semanas para recolocá-las no terrário. Se os parasitas ou doenças insistirem em aparecer, substitua a planta, de preferência por uma de outra espécie, pois essa espécie provavelmente não se adaptou ao terrário.

 

É necessário adubar? Podar?

Como as plantas estão confinadas num espaço restrito, não é necessário adubar com frequência.

Caso as folhas cresçam demais, pode-as utilizando ferramentas pequenas.

 

Como é a manutenção de um terrário?

De tempos em tempos abra seu terrário e descompacte o substrato e retire as folhas mortas. Isso influencia no aparecimento de fungos, causando o desequilíbrio do sistema.

 

Mini jardins de suculentas

 

Veja mais sobre CACTOS E SUCULENTAS.

 

Veja FOTOS DOS BASTIDORES DA GRAVAÇÃO DO PROGRAMA

 

 

Gostou? Então mão à obra! Digo mãos à terra!

 

Referência:

Oficina: Terrário: Um Pedacinho de Natureza ministrado pela bióloga Lourdes e pela Juliana Ferrari da Escola Municipal de Jardinagem de São Paulo

 


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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Conexão com a natureza

Cultivo de Cactos e Suculentas

Cultivo de Cactos e Suculentas

Sabia que todo cacto é uma suculenta, mas nem toda suculenta é cacto?

As suculentas em geral conseguem sobreviver à falta de água e luz. São plantas capazes de armazenas umidade no tecido carnudo de seus caules, folhas e raízes e que desenvolveram sistemas de redução de perda de água.

A principal diferença entre suculentas e cactos é que os cactos possuem aréolas, que são pequenos círculos salientes de onde nascem rebentos, espinhos e flores.

Os espinhos servem para proteger os cactos de serem comidos por animais, promover sombra do sol intenso e impedir a circulação de ar pela epiderme da planta evitando a perda de água.

O substrato ideal é composto de: 2 medidas de areia / 1 medida de terra / 1/2 medida de humus de minhoca

E o vaso deverá ter um bom sistema de drenagem para evitar o apodrecimento das raízes, por isso coloque no fundo do vaso argila expandida e manta de bidim.

Para dar acabamento no vaso, é importante cobrir a terra com pedrisco para ajudar a conservar a umidade da terra, evitando que a superfície seque; eliminar as ervas daninhas e impedir o nascimento de musgos; reduzir a erosão do solo e evitar que respingue água nas plantas durante a rega.

Regas: Os cactus devem ser regados de 10 em 10 ou de 15 em 15 dias durante o verão e primavera. Evite regar em excesso para que as raízes não apodreçam. Durante a fase de dormência, no inverno, eles necessitam de muito pouca água.

Limpeza: as plantas com espinhos podem se encher de pó, principalmente na cidade de São Paulo. Além de ficarem feias, essa camada de pó e poluição impede a planta de fazer fotossíntese, o que acaba por prejudicar seu desenvolvimento. Com um pincel macio e bastante cuidado, você pode limpar as pequenas concavidades da sua planta. Pode também usar um secador de cabelos na posição FRIO, mantendo-o a uma distância de uns15 a 20cm da planta.

Depois da floração, quando as flores ficarem murchas, arranque-as delicadamente com os dedos para manter a beleza e a saúde de sua planta.

Folhas e ramos secos ou danificados são uma porta de entrada para doenças e infecções. Portanto é necessário remover essas partes estragadas para manter a sua planta em boas condições.

Doenças: os cactus cultivados em condições deficientes de temperatura e umidade, ou que tenham raízes frágeis, podem ser atacados por ferrugem. O fungo penetra na pele e ataca os tecidos da planta, que amolece e acaba por ficar negro. Se isso acontecer aos seus cactus, corte os caules saudáveis para usar como estacas e destrua o resto. Se a ferrugem atacar plantas cultivadas no exterior, aplique sulfato de cobre.

Referência bibliográfica:

HEWITT, Terry. 101 sugestões de cactos e plantas suculentas. Portugal: Livraria Civilização Editora, 1996.

 

Para assistir ao programa sobre cactos que foi ao ar no quadro Dicas de Jardinagem do programa Arte Brasil de Rogério Chiaravalli no canal rural com mais informações e imagens sobre cactos acesse:

 

Para mais info sobre CACTOS E SUCULENTAS.

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
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