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Para que Serve e Como Podar suas plantas!

Para que Serve e Como Podar suas plantas!

No vídeo dessa semana eu ensino tudo sobre a poda de plantas. Para que serve, qual é a melhor época e por que as fases da lua influenciam a poda:

 

Qual é a melhor época para a poda das plantas?

A melhor época para a poda é durante o repouso vegetal, também conhecido como fase de dormência, que para a maior parte das plantas ocorre durante o inverno.

 

Nessa época de dormência a planta interrompe seu crescimento e desenvolvimento, não frutifica, nem floresce. Então é o período ideal para se realizar podas de limpeza e manutenção, eliminando galhos secos, doentes e mal formados das plantas que estiverem em dormência, ou seja, as que não estiverem florindo.

 

E para que serve a poda?

A poda serve para controlar o crescimento das plantas. Essa técnica é utilizada para manter o gramado com uma determinada altura, direcionar o crescimento de trepadeiras, dar forma e fazer cercas vivas em arbustos, compatibilizar a planta à área e aumentar a produção das árvores.

 

E a lua influencia?

Os povos antigos regiam suas atividades de acordo com as fases da lua e hoje em dia está acontecendo um resgate desses conhecimentos ancestrais que leva em consideração as fases da lua, pois é sabido que os líquidos da terra sofrem influência da lua, tanto as marés, como o ciclo menstrual feminino e a seiva das plantas.

Cada ciclo lunar, que dura 7 dias, altera o fluxo da seiva nas plantas:

Na lua crescente: a seiva vegetal começa a subir e se concentra no caule e galhos, favorecendo o crescimento das plantas. Se o gramado for aparado nesta fase, crescerá mais.

É um ótimo período para plantio de cereais, frutas e flores e colheitas de verduras. E também para fazer transplantes, enxertos e fertilizações químicas.

Durante a lua minguante: a seiva das plantas é atraída para a parte de baixo, favorecendo o crescimento das raízes. O gramado aparado nesta fase crescerá mais lentamente. É ideal para plantar espécies que crescem de baixo da terra, como a batata e cenoura. É um

Ótimo período para fazer fertilizações orgânicas, podas e cortes de bambu e madeiras para construção.

Na lua cheia: a seiva é atraída cima e se concentra na copa, galhos, frutos e flores. É o momento perfeito para colher frutos pois eles estarão mais suculentos. É também um ótimo período para a colheita de ervas medicinal, se a parte curativa da planta for caule, folhas, frutos e flores e para o plantio de espécies em geral, por meio de sementes.

Durante a lua nova: é desaconselhado o plantio de mudas ou sementes, pois a seiva atinge seu pico máximo de retrocesso. É o período ideal para colher plantas medicinais cujas partes curativas forem raiz, rizomas e tubérculos (parte subterrânea da planta). Na lua nova as plantas ficam mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças.

 

Portanto, o ideal é fazer a poda na lua minguante e/ou na lua nova, época em que a poda não provocará muito desgaste à planta, já que a seiva estará sendo direcionada para as raízes. Depois da lua nova até a crescente os ramos e as folhas se encontram cheios de seiva, o que resultará numa perda exagerada de nutrientes.

 

  • Os arbustos que florescem na primavera e verão como o hibisco podem ser podados no inverno para serem estimulados a florirem mais.

 

  • É melhor aguardar o final do inverno para realizar podas drásticas em roseiras e hortênsias para florirem mais abundantemente na primavera e verão.

 

  • Espere acabar a floração das azaléias para realizar podas.

 

  • Para estimular a produção de frutos, pode drasticamente no inverno a sua parreira.

 

  • As trepadeiras de frutas como maracujá e chuchu podem ser podadas para eliminar galhos secos e os que se arrastam pelo chão nos meses do inverno.

 

 

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Beijos floridos de gratidão,
Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
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O que é adubação e para que serve?

O que é adubação e para que serve?

Agora vamos às dicas para manter sempre lindas as suas plantas:

 

Como nós, as plantas precisam de água, luz e  alimento. O alimento das plantas é composto pelos minerais, que podem ser adquiridos na terra preparada e adubada. Só que depois de um tempo, principalmente se a planta está num vaso, os nutrientes da terra daquele vaso acabam e então é necessário repor através da adubação. Uma planta bem alimentada é uma planta sadia, forte e bonita, com muito menos chance de sofrer o ataque de pragas e doenças.

 

Adubo orgânico ou inorgânicos, qual é a diferença?

 

Bom, o orgânico ou natural é composto de matéria de origem vegetal ou animal. São substâncias que precisam ser decompostas pelas bactérias do solo para então serem assimiladas pelas plantas. Sua atuação é mais lenta, mas duradoura. Além disso eles ajudam a melhorar a textura da terra deixando-a mais porosa, beneficiando a oxigenação das raízes.

 

Já os inorgânicos são obtidos a partir da extração mineral ou de derivados do petróleo. Sua atuação é imediata. Assim que são aplicados já podem ser absorvidos pela planta, não precisam ser decompostos pelas bactérias do solo. Em contrapartida, muitos nutrientes são desperdiçados, pois muitas vezes a planta não consegue absorver todo o nutriente e a sobra é perdida com o tempo e carregada pela a água.

 

Quais são os nutrientes que a planta precisa e para que servem?

 

Os nutrientes mais importantes são chamados de macronutrientes: o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K), por isso os adubos inorgânicos ou sintéticos são chamados de NPK.

 

O nitrogênio, o N da fórmula, é muito importante para o crescimento e desenvolvimento das raízes, caules e folhas. A maior parte do nitrogênio a planta absorve no começo da vida e ele fica armazenado em seus tecidos de crescimento. Quando ele está em maior quantidade na fórmula ele é recomendado para estimular a brotação e o enfolhamento. Ótimos para folhagens em geral e para gramados. Sua falta na fase inicial retarda o crescimento e consequentemente a produção. Geralmente a sua falta deixa a folha com a cor verde pálida ou verde amarelada e o excesso produz abundante folhagem de coloração verde-escura.

 

O P, o fósforo, é muito importante na formação da clorofila e ainda aumenta o desenvolvimento radicular proporcionando à planta maior capacidade de absorver os elementos férteis do solo. O fósforo também age diretamente na qualidade dos frutos e maturação das sementes. Se você quer estimular o surgimento de raízes (após um transplante por exemplo), o aumento das floradas, das frutificação e produção de sementes, você deve reforçar adubos onde o fósforo sobressai. Em regiões onde ocorrem geadas ele é muito importante para aumentar a resistência das plantas ao frio e ajuda a apressar a maturação dos frutos. A deficiência desse elemento pode ser percebida pela coloração arroxeada das folhas.

 

O K, o potássio, contribui na formação de tubérculos, rizomas, fortalece os tecidos vegetais e ainda aumenta a resistência contra a seca. Sem ele a planta não se desenvolve e fica atrofiada e mais sujeita ao ataque de pragas e doenças.

 

As fórmulas mais comuns existentes à venda são:
  • NPK 4-14-8 (4 partes de nitrogênio, 14 partes de fósforo e 8 partes de potássio) para espécies que produzem flores e frutos. Ex. hibisco, azaléias, violetas, cítricos como a laranjeira, legumes, etc. Além disso, segundo a maioria dos fabricantes, esta formulação é ideal para ser aplicada no momento do plantio dos vegetais, no preparo do solo, pois o alto teor de fósforo proporciona uma melhor formação e desenvolvimento das raízes e estrutura das plantas.

 

  • NPK 10-10-10 (partes iguais dos 3 elementos) para espécies que não florescem e não produzem frutos, como as samambaias. Segundo os fabricantes, esta formulação também é ideal para ser aplicada em plantas já formadas, na forma de cobertura. Neste caso, pode ser usada em flores, folhagens, hortaliças e frutíferas.

 

  • NPK 15-15-20 (15 partes de nitrogênio, 15 partes de fósforo e 20 partes de potássio), rica em potássio, esta formulação é considerada bem prática, pois pode ser usada também no cultivo hidropônico, sendo indicada especialmente para hortas.

 

  • Também existem no mercado as fórmulas preparadas especialmente para determinadas espécies de plantas ornamentais. É o caso das violetas, orquídeas, rosas e samambaias. Neste caso, os fabricantes elaboram uma fórmula adequada às necessidades nutricionais de cada espécie.

 

  • Uma outra formulação especial já encontrada no mercado é o NPK granulado para gramados, que pode ser aplicado de uma forma bem rápida e prática, simplesmente espalhado sobre o gramado.

E os micronutrientes? Quais são e para que servem?

E os micronutrientes são: cálcio, magnésio, enxofre, boro, molibdênio, manganês, ferro, cobre e zinco. Servem para complementar a alimentação das plantas, mas em menor quantidade que os macronutrientes.

 

E como faço para conseguir todos esses nutrientes?

Um boa forma de se obter um excelente adubo orgânico é através de compostagem. Pode-se utilizar até composteiras prontas também conhecidas por MINHOCÁRIOS.
Ou então compre fertilizantes naturais:

 

Húmus de minhoca que você pode fazer em uma composteira ou então comprar pronto. Melhora a porosidade do solo, aumenta os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e manganês do solo, melhora o pH do solo e aumenta o número de microorganismos no solo.

 

A farinha de ossos é proveniente da moagem de ossos. Contém fósforo e cálcio.

 

A torta de algodão ou de mamona são ricas em nitrogênio e matéria orgânica.
Atenção: a torta de mamona é tóxica para bichos e crianças. Evite misturá-la à farinha de osso, porque os cachorros são atraídos pelo cheiro.

 

Adubação natural para planta que floresce e frutifica:

3 colheres de farinha de osso
1 colher de torta de algodão ou mamona
8 colheres de humus de minhoca

Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja como fazer no VÍDEO.

 

Adubação natural para folhagens em geral ou pós floração:

3 colheres de torta de algodão
1 colher de farinha de osso
8 colheres de humus de minhoca
Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja no VÍDEO como fazer.

A freqüência de adubação varia de acordo com a espécie cultivada. Algumas precisam mais outras menos, mas, de forma geral, a adubação pode ser feita a cada dois meses. Mas lembre-se: quanto à dosagem e forma de aplicação, siga rigorosamente as indicações do fabricante, que constam na embalagem do produto.

 

E se eu adubar demais, o que acontece?

Sintomas de excesso de adubação:

  • Crescimento exagerado das hastes, que ficam espichadas demais.
  • Na superfície do vaso pode se formar um limo esverdeado ou uma cobertura branca, e quando as folhas tocam esse local murcham, apodrecem e caem.
  • Também é possível que as pontas das folhas fiquem amarronzadas.
  • Assim que você notar o aparecimento desses sintomas, suspenda a adubação.

Atenção: o excesso de adubação inorgânica pode matar a planta.

 

E se aparecerem pragas e doenças, o que faço?

Inseticida caseiro – para o combate de pulgões, cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 1 colher (chá) de sabão caseiro + 1 litros de água. Preparo: utilize uma colher (chá) de sabão caseiro raspado e misture em 1 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Aplicação: essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador, principalmente no verão e primavera.Eu também gosto muito de usar o óleo de neem ou nim, que também é super natural. Veja na embalagem a quantidade que deve ser dissolvida em água e pulverize.

Dica: Sempre pulverize o inseticida ou o óleo de neem no fim da tarde. Para combater uma praga ou doença, faça 1 aplicação por semana durante 3 semanas.

Veja aqui mais dicas de INSETICIDAS CASEIROS.

 

Referências bibliográficas:

Coleção Minhas Plantas: jardinagem prática, combate às pragras, idéias e decoração, plantas medicinais. São Paulo: Editora Abril, 1980.

TUPIASSÚ, Assucena. Da planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. São Paulo: Nobel, 2008.

Internet:

Embrapa

Jardim de Flores

Crédito foto:

Brasil escola Uol

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Jardim Residencial – cantinho gostoso

Jardim Residencial – cantinho gostoso

Esse sobrado no Planalto Paulista não tinha verde e o quintal era bem sem graça. Os donos trabalham fora o dia todo e não queriam ter trabalho com o jardim. Além disso, têm um cachorro que adora comer plantas. A solução foi fazer um jardim mais alto, que o cachorro não alcançasse…

Os canteiros tem fundo infinito para as plantas poderem se desenvolver bem.

Como a sala de jantar dava para o muro lateral, fizemos uma charmosa parede verde com vasinhos de ripsalis.

Essas plantas se adaptam bem a meia sombra e gostam de pouca água. São super fáceis de manter sempre bonitas!

E depois de 2 anos, olha como os hibiscos cresceram!

Imagina deitar nessa rede e ficar lendo um livro bem gostoso? Bom demais, né?

Esse jardim foi feito em parceria com a paisagista Anna Luiza Moraes, minha mãe.

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