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As Famosas 7 Ervas de Proteção

As Famosas 7 Ervas de Proteção

As plantas são seres muito especiais que criam condições à existência de vida na Terra. Elas nos fornecem alimento, vestuário, oxigênio, remoção de gás carbônico e outras substâncias tóxicas do ar, medicamentos, energia, materiais de construção, etc. Além de tudo isso ainda embelezam, transmitem calma, vibrações positivas e protegem os ambientes.

Falando em proteção, existem algumas plantas que são famosas por seus poderes mágicos, como as 7 ervas de proteção: alecrim, arruda, comigo ninguém pode, espada de são Jorge, Guiné, manjericão e pimenta, que juntas protegem os ambientes e ajudam a transformar as energias negativas em positivas.

Descubra agora as propriedades mágicas e curativas de cada erva:

Alecrim, Espada de São Jorge e Manjericão: A espada simboliza a proteção e a força de São Jorge. O manjericão traz alegria e amor. E o alecrim nos aproxima do divino. As três juntas harmonizam o ambiente.

Arruda, Comigo-ninguém-pode, Guiné e Pimenta: Já essas quatro limpam as energias negativas do ambiente. É muito comum que a arruda e a pimenta sequem e morram quando colocadas em ambientes com muita energia negativa, pois elas atraem para si essas energias. A comigo-ninguém-pode consegue desmanchar magias e feitiços. Já a guiné transmuta as energias negativas em paz.

 

Alecrim

ALECRIM – Rosmarinus officinalis

Poderes: Essa deliciosa erva ajuda a elevar a vibração das pessoas e ambientes. É considerada também um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais e de concentração para o estudo e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e a vitalidade das pessoas.

Usos: O cheiro do alecrim mantém a pessoa alegre e refresca o ar.

O chá de alecrim é usado para ajudar a recuperar o ânimo, a vitalidade e a manter e mente alerta, além de ajudar a combater a depressão.

Um banho feito com uma infusão de alecrim é estimulante, revigorante e ainda traz proteção e purificação.

Dizem que para afastar maus sonhos e pensamentos é bom colocar um raminho de alecrim debaixo do travesseiro.

Cultivo: Originário da Europa, este arbusto perene e resistente pode atingir até 2m de altura e pode ser facilmente encontrado em solos pedregosos. Suas folhas são lineares, estreitas e opostas, de coloração verde na parte superior e esbranquiçada na inferior com pelos finos. Suas flores são azul-violeta e agrupadas em inflorescências axilares do tipo cacho e aparecem na primavera e no verão. Precisa de bastante sol ou muita luminosidade. Não gosta de clima muito frio nem de ventos fortes.

Veja no vídeo como cultivar alecrim e aprenda o segredo do seu chá.

ARRUDA – Ruta graveolen L.

Poderes: A arruda é um dos maiores termômetros do ambiente, pois quando plantada indica a qualidade da energia do local pela sua vitalidade. Ela não vai bem na presença de pessoas não realizadas ou frustradas. É umas das ervas mais poderosas para combater inveja e olho-gordo.

Na Antiguidade era costume usar ramos de arruda para aspergir água benta sobre as pessoas nas missas solenes. Era também usada para proteger contra bruxarias, purificar, prevenir contra doenças contagiosas e para propiciar o dom da premonição.

Nas essências florais a arruda facilita o aflorar do poder da vontade, para se construir uma vida harmoniosa, próspera e pacífica, exercendo a cada momento o livre arbítrio ao mesmo tempo em que protege o espaço físico, psíquico e espiritual do indivíduo.

ATENÇÃO: a arruda não é indicada para uso interno. É uma PLANTA ALTAMENTE TÓXICA tanto para as pessoas como para os animais. Muitas pessoas são sensíveis ao óleo contido em suas folhas e desenvolvem dermatites que variam entre pequenas bolhas e erupções muito dolorosas. Para prevenir, use luvas e mangas compridas para manusear a planta. Diz-se que a arruda pode interferir no crescimento de muitas plantas, particularmente dos vegetais da família das couves, da sálvia e do manjericão. Plante a arruda a pelo menos 3 metros de distância de qualquer uma dessas plantas.

Cultivo: A arruda é um subarbusto perene e resistente que forma touceira e pode atingir até 1,5m de altura. Possui folhas carnosas de coloração verde-azulada ou acinzentada, com flores miúdas de cor amarelo-esverdeadas que florescem no verão no topo da planta. É uma planta que gosta de muito sol e é suscetível à podridão das raízes em solos com fraca drenagem ou quando é regada em excesso.

Veja como fazer arranjo de flores usando a arruda nessa minha participação na Rede TV.

 

COMIGO-NINGUÉM-PODEDieffenbachia amoena (ou difenbáquia)

Poderes: Seu nome poderoso já revela seu poder! Ela afasta todas as energias negativas dos ambientes. Junto com espada de São Jorge quebra feitiços, magia e mau-olhado. Tudo isso sem perder o rebolado! É linda e enfeita qualquer ambiente! Com o tempo deverá ser transplantada para um vaso separado e maior, pois ela pode atingir até 1,2m de altura.

Cultivo: Originária da Colômbia e Costa Rica, essa planta herbácea perene, possui caule espesso, suculento e folhagem muito ornamental, com desenhos variados. Produz flores parecidas com as do copo-de-leite no verão. A comigo-ninguém-pode é cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou em jardineiras a sombra ou meia sombra, protegida do vento, com terra enriquecida de húmus e bem suprida de água.

ATENÇÃO: PLANTA MUITO TÓXICA! As crianças são atraídas pela exuberância das folhas e levam partes destas à boca. A mastigação, mesmo que de pequenos pedaços, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Nos casos mais graves, aparecem efeitos gastrointestinais, como náuseas e vômitos. O tratamento no caso de ingestão é apenas sintomático.

No caso de contato com os olhos, há necessidade de maiores cuidados, pois pode haver lesão na córnea, acompanhada de dor e fotofobia.

TOMAR CUIDADO COM CRIANÇAS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO.

Aprenda como cultivar comigo-ninguém-pode.

Espada de São Jorge

ESPADA DE SÃO JORGE – Sansevieria trifasciata var. laurentii

Poderes: O formato das suas folhas lembra a espada do famoso santo cristão, São Jorge, que enfrentava o mal e matou o dragão com sua arma poderosa. Dizem que a espada de São Jorge tem a capacidade de proteger, purificar e “cortar” com sua lâmina a inveja e o mau olhado, trazendo prosperidade.

Sua essência floral propicia uma proteção psíquica através do claro discernimento entre o bem e o mal, alinhando a mente com o Eu Espiritual, purificando-a de formas pensamentos negativas e miasmas que tendem a nublar o discernimento, permitindo assim a superação de estados negativos e confusões mentais.

Cultivo: Essa herbácea rizomatosa, perene e acaule, é originária da África e atinge de 70 a 90cm de altura. Suas folhas são espessas e podem ter margens creme-amareladas, podem ser curtas, ou apresentar manchas verde-claras transversais, ou então serem acinzentadas com manchas amarelas nas margens.

Suas inflorescências são longas, espigadas, e de importância ornamental secundária. Pode ser cultivada em vasos ou em grupos, formando bordaduras ou mesmo para compor maciços, que podem ser mantidos a pleno sol ou à meia sombra. Fica linda sozinha num vaso ou jardineira e é muito usada na frente da casa para proteger.

Sabia que ela foi introduzida no Brasil pelo mestre Burle Marx?

Aprenda como cultivar e fazer um lindo arranjo de espada de são jorge para enfeitar a sua casa ou escritório.

guinê

GUINÉ – Petiveria alliacea L.

Poderes: É conhecida por fazer uma forte limpeza energética no ambiente, bloqueando as energias negativas e evocando vibrações positivas e uma força renovadora importante nos processos de transformação. Fisicamente aumenta a resistência do corpo. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de bem-estar nos ambientes.

A essência floral da guiné através da reforma interior, facilita a transmutação do padrão de desequilíbrio na troca energética com o outro, ajuda a fechar o corpo e a se libertar das energias obsessoras que vibram nas frequências de abusos, violência, vampirização, dos masoquismo e sadismo, e ainda purifica a aura eliminado as toxinas energéticas e maus fluídos.

Cultivo: A guiné é uma herbácea própria de lugares úmidos, nativa da Amazônia, que atinge de 1 a 4m de altura. Possui folhas pontiagudas dispostas em ramos de modo alternado, flores pequenas de cor branca reunidas em forma de espiga. Possui forte cheiro de alho nas folhas e raízes. Gosta de pleno sol, solo rico em húmus e mantido úmido.

ATENÇÃO: PLANTA EXTREMAMENTE TÓXICA! Em algumas regiões ela possui o hábito persistente, podendo ser de difícil erradicação, tornando invasora.

Veja como proteger a sua casa em dias de festa a guiné.

Manjericão

MANJERICÃO – Oncium basilicum L.

Poderes: Erva muito saborosa, que tem a propriedade de acalmar a mente e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as tensões, afastamos os pensamentos negativos e a negatividade.

Usos: Seu chá funciona como um sedativo leve, anti-reumático, combate dores de cabeça e gastrite, ajuda a eliminar os gases do estômago e dos intestinos, aumenta a lactação.

Cultivo: O manjericão é uma planta herbácea, perene e originária da Ásia. Pode atingir até 50cm de altura. Sua folhas são inteiras e de formato ovalado. Suas flores são hermafroditas, de colocação lilás e agrupadas em inflorescências tipo espigas. Suas sementes também são saborosas e possuem uma coloração preto-azulada. Gosta de sol pleno, solo bem drenado e rico em matéria orgânica. Não gosta de clima muito frio. Pode ser propagado por estacas ou sementes.

Aprenda todas as dicas de cultivo de manjericão e como fazer um delicioso pesto de manjericão!

Pimenta

PIMENTA – Capsicum spp. 

Poderes: Forte e poderosa, a pimenta combate as energias pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca, tonificante e que atrai boas energias para o amor.

Cultivo: A pimenta é uma planta perene nos trópicos, gosta de sol pleno, solo bem drenado e rico em matéria orgânica.

As pimentas variam de tamanho, podem ser pequenas como ervilhas ou grandes como maçãs. As mais jovens são verdes, depois quando amadurecem podem ficar amarelas, cor de laranja ou vermelhas. Quando for colher a pimenta, corte o ramo com uma tesoura.

Pode ser multiplicada por estacas ou sementes.

Aprenda no vídeo como cultivar pimenta.

Sal grosso

SAL GROSSO

Não é uma erva, mas não pode faltar se você quiser mesmo proteger um ambiente. Ele retira do ambiente as energias negativas, absorvendo-as. Deve ser renovado sempre, para que a energia negativa não volte para o ambiente. Eu sempre deixo um pote com sal grosso na entrada de casa, atrás da porta, para absorver as energias negativas.

Também uso quando sinto que preciso de um banho para descarregar as energias negativas. Coloco um punhado de sal grosso no piso do chuveiro e piso enquanto tomo o banho. O sal atrai as energias negativas para fora do seu corpo. Tem gente que gosta de colocar um punhado numa jarra, diluir com água morna e jogar no corpo do pescoço para baixo. Só que após o banho de sal grosso, é importante sempre tomar um banho com alguma erva, para repor as energias, pois o sal descarrega a aura. Pode ser um banho com um chá (coado e morno) feito de alecrim ou sálvia.

 

 

Veja o vídeo onde falo sobre as 7 ervas de proteção!

 

 

Desejo muita proteção, luz e amor para você!

 

Referências:

Bibliografia:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

LORENZI, Harri e MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

LORENZI, Harri et al. – Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2003.

MATOS, Francisco José de Abreu et al. Plantas tóxicas: estudo de fitotoxilogia química de plantas brasileiras. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2011.

TORRES, Carlos. Ervas e Saúde. Guia orgânico completo: passo-a-passo para você cultivar em casa e usar na culinária, saúde e beleza 40 tipos de ervas. 1a edição São Paulo: Editora Ondas, 2002.

Horta e Temperos: Guia ilustrado para você ter sempre à mão verduras, legumes e temperos fresquinhos. Livros Abril de Plantas e Flores, 1971.

SMITH, Miranda. Manual prático de plantas e ervas aromáticas. Lisboa: Editora Estampa, 2003.

CORDEIRO, Denise Maria. Jardim Interior: o paraíso está perdido dentro de você. São Paulo: Pensamento, 2007.

GIMENES, Bruno J. Fitoenergética: a energia das plantas no equilíbrio da alma. 4a edição. Nova Petrópolis: Luz da Serra Editora, 2010.

Sites:

www.essenciasflorais.com.br

www.casaclaridade.com

www.fazendacitra.com.br

www.plantas-ornamentais.blogspot.com

http://blog.marciafernandes.com.br/?p=289

http://vidaeestilo.terra.com.br/horoscopo/esoterico/conheca-o-poder-e-a-protecao-das-sete-ervas,e0087e55a7b4d310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=19784

Agradecimento –  foto guiné:  Israel Adão Buzatti

foto sal grosso: http://www.refimosal.com.br/blog/2014/07/09/os-poderes-do-sal-grosso/

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Arranjos de Flores Tropicais

Arranjos de Flores Tropicais

Confira os arranjos que foram ao ar no Programa Manhã Gazeta no dia 23 de março de 2012 e mais informações sobre as flores tropicais:

Acho as helicônias a cara do Brasil e também que elas representam super bem as flores tropicais, por isso vou começar por elas:

Essa jarra linda eu ganhei de uma das minhas melhores amigas, a Pat, de presente de aniversário semana passada e aproveitei para compor esse arranjo com Heliconia psittacorum (helicônia-papagaio, tracoá, caetezinho, planta-papagaio), um arbusto rizomatoso, de textura herbácea, entoucerado, ereto, nativo do Brasil, de 1,5m a 2m de altura. As inflorescências são muito duráveis, curtas, sobre hastes longas, eretas, com brácteas em forma de barco, finas. As de base longas, vermelhas e amareladas, são formadas durante quase o ano todo. Podem ocorrer também espécies de brácteas róseas.

Pode ser cultivada como planta isolada, em grupos ou em renques, sempre a pleno sol. Adora terra fértil e deve ser irrigada periodicamente. É um pouco tolerante ao frio, podendo ser cultivada até no sul do Brasil. Multiplica-se por divisão de touceira, efetuada em qualquer época do ano.

Bastaram 3 hastes para criar esse efeito maravilhoso! (e um vaso firme, pois elas são pesadas…) A heliconia bihai L. “Lobster claw” (no vídeo eu confundi e falei red lobster) (caetê-vermelho, tracoá, pacová-brava, pássaro-de-fogo) também é um arbusto de textura herbácea, rizomatoso e entoucerado, que atinge de 2 a 2m de altura. É originário do Havai e do Brasil.

Essas flores na verdade são inflorescências. Suas flores são branca, pequenas e formadas na primavera-verão. Essa planta pode ser cultivada como planta isolada, em grupos ou em renques, tanto à meia-sombra como a pleno sol. Adora solo mantido umedecido e fértil. Multiplica-se por divisão de touceira, no fim do inverno e na primavera.

 

Esse arranjo também precisa de um vaso forte, firme. Essas lindas inflorescências da Heliconia rostrata (heliconia, caetê, bananeira-do-brejo, bananeira-ornamental, caeté) são formadas quase o ano todo. Esse arbusto rizomatoso, entouceirado e de textura herbácea, é originário da Amazônia peruana e brasileira e atinge de 2 a 3m de altura.

Pode ser cultivado a pleno sol ou a meia-sombra, como planta isolada formando touceira, em grupos eu renques, em terra fértil e irrigada a intervalos. É sensível a baixas temperaturas de inverno. Multiplica-se por divisão de touceira.

Usando essa jarra antiga que foi da minha querida avó Anilú, eu compus esse arranjo com alecrim, folhas de fórmio e Alpinia purpurata (alpínia, gengibre-vermelho): a inflorescência mais comum é a vermelha , mas achei essa rosa muito linda! A alpinia também é uma planta herbácea, rizomatosa e entouceirada, originária das Ilhas dos Mares do Sul. Ela atinge de 1,5 a 2m de altura. Essas inflorescências são terminais, espigadas, com numerosas flores brancas, pequenas, com brácteas em forma de barco, vermelhas ou rosas, vistosas e se formam quase o ano todo.

É cultivada como planta isolada, em grupos ou renques, em canteiros de terra fértil e mantidos umedecidos. É muito sensível ao frio, não sendo indicada para o sul do Brasil.

Multiplica-se facilmente por divisão de touceira ou pelas numerosas mudas que surgem nas brácteas da inflorescência após o florescimento.

E com alguns galhos de eucalipto e apenas 4 hastes de Etlingera elatior (bastão-do-imperador, gengibre-tochas, flor-da-redenção) eu compus esse arranjo.

O bastão-do-imperador também é uma planta herbácea, rizomatosa, ereta, entouceirada e robusta. Atinge de 2 a 4m de altura e é originária da Indonésia. Suas inflorescências são grandes, sustentadas por hastes grossas, de cerca de 1 a 1,5m de altura, de forma cônico-piramidal, com escamas verdes e brácteas vermelho-rosadas, cerosas, com flores também vermelhas com lábio amarelo. Ocorre uma variedade de inflorescência róseas.

Essa planta pode ser cultivada isoladamente, em grupos ou renques, preferindo locais úmidos, em solos férteis. Essa espécie é muito sensível ao frio, sendo indicada para cultivo nos trópicos. Multiplica-se por sementes e por divisão de touceira em qualquer época do ano.

Pena que a flor, uma Nelumbo nucifera (flor-de-lótus, lótus-da-índia, lótus-sagrado) ainda não abriu… E esse “chuveirinho” é o fruto, que tem sementes comestíveis.

A flor-de-lótus é uma planta herbácea aquática e emersa, de rizomas tuberosos. É originária da Índia, Japão, Filipinas e Austrália. Suas folhas são grandes, decíduas, com pecíolo longo, leitoso e espinhento. As flores são grandes, vistosas, cor-de-rosa ou brancas, perfumadas e são formadas durante o verão. É cultivada a pleno sol, em tanques e lagos onde os rizomas embutem-se no lodo. Durante o inverno a planta desaparece, permanecendo apenas os frutos.

No budismo a planta simboliza a vida eterna. É mais cultivada na região sul do país, onde o clima mais ameno a torna mais florífera. Multiplica-se por sementes e rizomas.

Com uns galhos de dracena e 3 hastes de Zingiber spectabile (gengibre-magnífico), consegui um arranjo de efeito!

Essa planta é uma herbácea rizomatosa, ereta, robusta e entouceirada. Originária da Malásia e atinge de 1,5 a 2m de altura, com hastes mais ou menos eretas, semelhantes a cana. Suas folhas são alongadas e aveludadas na face inferior.

As inflorescências são espigadas, cilíndricas, formadas no verão, sustentadas por hastes eretas de 40 a 50cm de comprimento, originadas diretamente do rizoma. São constituídas de brácteas que passam da cor amarela para vermelho com a idade, contendo flores branco-amareladas. O conjunto lembra um abacaxi (ananás).

Essa planta é cultivada isoladamente, em conjuntos ou renques, em canteiros de terra fértil, a meia-sombra, mantidos sempre úmidos. Ela não tolera o frio. Multiplica-se com facilidade por divisão de touceira em qualquer época do ano.

E para terminar, criei com alguns galhos de manjericão da horta e algumas hastes de Sanchezia nobilis (sanquésia) esse arranjo.

A sanquésia é um arbusto semi-lenhoso, grande (atinge de 3 a 4m de altura), originário do Equador. Suas folhas são essas grande nas pontas do vaso. São muito ornamentais. As inflorescências terminais são longas, com diversas flores de corola tubular amarela e brácteas vermelhas, formadas durante quase o ano todo.

É cultivada a pleno sol, como planta isolada, em conjuntos ou como renques podados a intervalos. As flores são muito visitadas por beija-flores. Não tolera as baixas temperaturas do inverno.

Multiplica-se facilmente por estacas, principalmente se cortadas logo após um intenso florescimento e deixadas enraizar em ambiente protegidos (estufas).

Para assistir ao programa onde apresentei esses arranjos acesse: Arranjos com flores tropicais

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

 

Se você quiser que eu crie arranjos de flores para enfeitar a sua casa ou evento, entre em contato comigo pelo falecom@nofigueiredo.com.br

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Arranjos de Ervas de Proteção

Arranjos de Ervas de Proteção

Confira os arranjos que estavam no programa Manhã Maior da Rede TV hoje, dia 6 de março de 2012, e as dicas de cada erva utilizada:

ALECRIM – Rosmarinus officinalis

Desde a  Antiguidade o alecrim é usado para combater as forças do mal. Na tradição católica era abençoado no Domingo de Ramos e enfeitava andores levados nas procissões na Semana Santa.

O chá de alecrim é usado para ajudar a recuperar o ânimo e a manter e mente alerta.

O cheiro do alecrim mantém a pessoa alegre e refresca o ar.

Um banho de alecrim é estimulante, revigorante e ainda traz proteção e purificação.

Na fitoenergética, o alecrim ajuda a acessar os registros akáshicos, libera os traumas, medos e outros aspectos negativos registrados no ser que estão adormecidos. Estimula a vontade de mudar e conhecer o novo, incentivando a sabedoria para viver e amar.

Originário da Europa, este arbusto perene e resistente pode atingir até 2m de altura e pode ser facilmente encontrado em solos pedregosos. Suas folhas são lineares, estreitas e opostas, de coloração verde na parte superior e esbranquiçada na inferior com pelos finos. Suas flores são azul-violetas e agrupadas em inflorescências axilares do tipo cacho e aparecem na primavera e no verão. Precisa de bastante sol ou muita luminosidade. Não gosta de clima muito frio nem de ventos fortes.


ARRUDA – Ruta graveolen L.

Na Antiguidade era costume usar ramos de arruda para aspergir água benta sobre as pessoas nas missas solenes. Era também usada para proteger contra bruxarias, purificar, prevenir contra doenças contagiosas e para propiciar o dom da premonição.

A arruda é um dos maiores termômetros do ambiente, pois quando plantada indica a qualidade da energia do local pela sua vitalidade. Ela não vai bem na presença de pessoas não realizadas ou frustradas.

Nas essências florais a arruda facilita o aflorar do poder da vontade, para se construir uma vida harmoniosa, próspera e pacífica, exercendo a cada momento o livre arbítrio ao mesmo tempo em que protege o espaço físico, psíquico e espiritual do indivíduo.

Atenção: a arruda não é indicada para uso interno. É uma planta altamente tóxica tanto para as pessoas como para os animais. Muitas pessoas são sensíveis ao óleo contido em suas folhas e desenvolvem dermatites que variam entre pequenas bolhas e erupções muito dolorosas. Para prevenir, use luvas e mangas compridas para manusear a planta. Diz-se que a arruda pode interferir no crescimento de muitas plantas, particularmente dos vegetais da família das couves, da sálvia e do manjericão. Plante a arruda a pelo menos 3 metros de distância de qualquer uma dessas plantas.

Sabia que a folha da arruda inspirou o desenho do naipe de paus nas cartas de baralho?

A arruda é um subarbusto perene e resistente que forma touceira e pode atingir até 1,5m de altura. Possui folhas carnosas de coloração verde-azulada ou acinzentada, com flores miúdas de cor amarelo-esverdeadas que florescem no verão no topo da planta. É uma planta que gosta de muito sol e é suscetível à podridão das raízes em solos com fraca drenagem ou quando é regada em excesso.

GUINÉ – Petiveria alliacea L.

É conhecida por fazer uma forte limpeza energética e evocar a força renovadora tão importante nos processos de transformação. Fisicamente aumenta a resistência do corpo.

A essência floral da guiné através da reforma interior, facilita a transmutação do padrão de desequilíbrio na troca energética com o outro, ajuda a fechar o corpo e a se libertar das energias obsessoras que vibram nas frequências de abusos, violência, vampirização, dos masoquismo e sadismo, e purifica a aura eliminado as toxinas energéticas e maus fluídos.

A guiné é uma herbácea própria de lugares úmidos, nativa da Amazônia, que atinge de 1 a 4m de altura. Possui folhas pontiagudas dispostas em ramos de modo alternado, flores pequenas de cor branca reunidas em forma de espiga. Possui forte cheiro de alho nas folhas e raízes. Gosta de pleno sol.

Atenção: planta extremamente tóxica! Em algumas regiões ela possui o hábito persistente, podendo ser de difícil erradicação, tornando invasora.

ESPADA DE SÃO JORGE – Sansevieria trifasciata var. laurentii

Seu nome vem da famosa espada do santo cristão, São Jorge, que enfrentava o mal e matou o dragão com sua arma poderosa.

A espada de São Jorge tem a capacidade de proteger, purificar e “cortar” com sua lâmina a inveja e o mau olhado.

Sua essência floral propicia uma proteção psíquica através do claro discernimento entre o bem e o mal, alinhando a mente com o Eu Espiritual, purificando-a de formas pensamentos negativas e miasmas que tendem a nublar o discernimento, permitindo assim a superação de estados negativos e confusões mentais.

Essa herbácea rizomatosa, perene e acaule, é originária da África e atinge de 70 a 90cm de altura. Suas folhas são espessas e podem ter margens creme-amareladas, podem ser curtas, ou apresentar manchas verde-claras transversais, ou então serem acinzentadas com manchas amarelas nas margens.

Suas inflorescências são longas, espigadas, e de importância ornamental secundária. Pode ser cultivada em vasos ou em grupos, formando bordaduras ou mesmo para compor maciços, que podem ser mantidos a pleno sol ou à meia sombra.

Sabia que ela foi introduzida no Brasil pelo mestre Burle Marx?

ABRE-CAMINHO (ou quebra-demanda) – Justicia Gendarusa

Este arbusto originário da África, atinge até 1,5m de altura e tem flores pequeninas cor de rosa claras.  Considerada como planta de proteção e muito usada para banhos e rituais de umbanda. Gosta de clima quente e úmido, solos férteis e bem drenados a pleno sol.

Também usada para abrir caminhos tanto na vida pessoal como na profissional.

EUCALIPTO PRATEADO – Eucaliptus cinerea

Essa árvore originária da Austrália, atinge de 7 a 15m de altura. Seu trono é ereto, mas geralmente tortuoso. Com casca espessa, fibrosa, sulcada e de cor marrom-acinzentada. Sua ramagem é muito utilizada em arranjos florais, pois apresenta folhas arredondas e de tom cinzento ou verde-azuladas na face de cima e fosca na face de baixo.

É considerada uma planta medicinal utilizada como descongestionante das vias respiratórias.

No banho ajuda a eliminar o cansaço. Encha uma banheira com água quente, jogue algumas folhas de eucalipto, acenda um vela para dar um clima e relaxe profundamente!

Na fitoterapia é utilizado para equilibrar as funções renais, trazer equilíbrio aos desejos e sensações sexuais, promovendo uma abertura da consciência sexual com paz e responsabilidade ao mesmo tempo em que cria a ideia de amor com liberdade de expressão, sem tabus e preconceitos. Estimula a retidão de caráter.

Das suas folhas é produzido o óleo essencial de eucalipto utilizados na indústria de perfumaria e desinfetante. Da Sua madeira é extraída a celulose para diversos finalidades, e também é usada na construção civil, para postes e mourões, fabricação de móveis, etc.

 

Para assistir ao programa da Rede TV acesse: “Xô Olho Gordo: Arranjos contra o mau olhado”

 

Para ver mais arranjos acesse o álbum: Ervas de proteção no Flickr

 

Veja fotos dos ARRANJOS DE FLORES FEITOS PELA NÔ FIGUEIREDO

 

Bibliografia:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

LORENZI, Harri e MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

LORENZI, Harri et al. – Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2003.

MATOS, Francisco José de Abreu et al. Plantas tóxicas: estudo de fitotoxilogia química de plantas brasileiras. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2011.

TORRES, Carlos. Ervas e Saúde. Guia orgânico completo: passo-a-passo para você cultivar em casa e usar na culinária, saúde e beleza 40 tipos de ervas. 1a edição São Paulo: Editora Ondas, 2002.

Horta e Temperos: Guia ilustrado para você ter sempre à mão verduras, legumes e temperos fresquinhos. Livros Abril de Plantas e Flores, 1971.

SMITH, Miranda. Manual prático de plantas e ervas aromáticas. Lisboa: Editora Estampa, 2003.

CORDEIRO, Denise Maria. Jardim Interior: o paraíso está perdido dentro de você. São Paulo: Pensamento, 2007.

GIMENES, Bruno J. Fitoenergética: a energia das plantas no equilíbrio da alma. 4a edição. Nova Petrópolis: Luz da Serra Editora, 2010.

Sites:

www.essenciasflorais.com.br

www.casaclaridade.com

www.fazendacitra.com.br

www.plantas-ornamentais.blogspot.com

 

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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As flores do verão

As flores do verão

Aqui no Brasil somos muito privilegiados! Temos flores o ano inteiro! E é claro que no verão também! Confira agora as flores que estavam no programa Manhã Gazeta, dia 24 de janeiro de 2012:

Curcuma alismatifolia (curcuma ou açafrão-da-cochinchina)

Essa linda e exótica planta é herbácea, ereta, rizomatosa e pouco entouceirada. É originária da Cochinchina e atinge de 40 a 60cm de altura. Tanto sua folhagem como seus florescimentos são muito decorativos. Suas folhas são marcadas por nervuras paralelas, lisas, de cor verde azulada com uma faixa arroxeada ao longo da nervura central.

O que achamos que é a flor, na verdade são as brácteas (folhas modificadas) rósea-lilas, que protegem as pequenas flores de cor lilás, formadas durante os meses do verão.

As flores são muito utilizadas como flor de corte. No jardim fica ótimo formando maciços em canteiros a pleno sol ou a meia-sombra, bem estercados e irrigados com frequência. Não gosta de geadas. Multiplica-se por rizomas, separados no inverno e plantados na primavera.

 

Globba winittii (globa-roxa)

Essa planta também é herbácea, rizomatosa, perene, ereta e de florescimento decorativo. É originária da Tailândia e atinge de 60cm a 1m de altura. Suas folhas são dispostas em duas séries ao longo das hastes e são pilosas na face de baixo. No inverno elas desaparecem.

Suas inflorescências são pendentes ou recurvadas, envolvidas por brácteas longitudinais rosa-arroxeadas. As flores são pequeninas e aparecem solitárias ou em grupos, de cor amarela. São formadas no fim do verão.

Pode ser cultivada em vasos mantidos em locais protegidos ou em canteiros ou bordaduras a meia-sombra, com solo rico em matéria orgânica e mantido sempre úmido. Não tolera geadas, apesar de sobreviver ao inverno através dos rizomas. Multiplica-se por divisão da planta adulta, cada divisão com o respectivo rizoma, no fim do inverno e começo da primavera.

 

Tillandsia cyanea (tilândsia-azul ou tilândsia)

Mais uma planta herbácea, perene, epífita, rizomatosa e de florescimento muito ornamental. Essa é das Américas, originária do Equador e atinge de 20 a 25cm de altura. Suas folhas formam um desenho de rosa na base, chamado de roseta basal. São lineares, acanaladas e marrom-arroxeadas na base.

Mais uma flor que não é flor! Sua inflorescência é ereta, fica acima da folhagem, e tem a forma de uma espiga achatada ou um remo. É larga, com brácteas róseas dispostas em leque característico e flores numerosas sucessivas azul-violetas, formadas na primavera-outono.

Deve ser cultivada em vasos preenchidos com fibra de coco e húmus e mantidos em local protegido, com tolerância para lugares abertos, evitando o sol direto. Multiplica-se por sementes postas para germinação em local protegido, bem como por divisão da planta quando aparecem brotações laterais.

 

Ixora chinensis (ixora, ixora-chinesa, ixora-vermelha)

Esse arbusto tem a textura lenhosa é ereto, muito ramificado e de ramagem densa e reclinada. É originário da China e Malásia e atinge de 1 a 2m de altura, com florescimento muito vistoso. Suas folhas são simples, coriáceas e curtas.

Inflorescências umbeladas terminais, com flores numerosas, vermelhas, vermelho-alaranjadas, róseas ou amarelas, muito visitadas por beija-flores. Formam-se durante quase o ano todo, mas principalmente no verão. Há uma variedade anã (mini-ixora ou ixora anã) de flores vermelhas e amarelas muito utilizadas para forração de canteiros.

É cultivada de maneira isolada e em grupos formando conjuntos ou renques, a pleno sol, em canteiros com boa fertilidade e irrigados periodicamente. É sensível a geadas sendo indicada apenas para as regiões tropicais e subtropicais. Multiplica-se por estacas.

 

Hemerocallis flava (lírio, lírio-de-são-josé, lírio-de-um-dia)

Planta herbácea, rizomatosa, perene e acaule. É originária da Europa e da Ásia e atinge de 40 a 60cm de altura.

Suas inflorescências são eretas, com poucas flores de cor amarela de vários tons, alaranjados, marrons e rosa, simples ou dobradas, formadas durante grande parte do ano, mas principalmente no verão.

Essa planta é muito utilizada como bordadura de canteiros ou formando conjuntos isolados, sempre a pleno sol, com terra rica em matéria orgânica. É tolerante ao frio. Multiplica-se facilmente pela divisão da touceira, colocada em recipiente individual em local protegido.

 

Eustoma grandiflorum (lisianto, genciana-do-prado)

Planta herbácea, bienal, de caule ereto e pouco ramificada. É originária dos Estados Unidos e atinge de 30 a 60cm de altura.

Suas flores são duráveis, grandes, em forma de sino, simples ou dobradas em diversas cores simples ou mistas (brancas, róseas, roxas, vermelhas, etc) e são formadas no final da primavera e no verão.

É cultivada como flor anual, em vasos mantidos em estufas. Muito utilizada como flor de corte. É tolerante a geada e gosta de clima ameno para um bom desenvolvimento. Multiplica-se por sementes, que deverão ser plantadas na primavera.

 

Aster trandescantii (áster, áster-arbustiva, monte-cassino)

Esse arbusto tem textura herbácea, é perene, muito ramificado e florífero. É originário da América do Norte e atinge de 80cm a 1m de altura. Suas folhas são pequenas e lineares.

As inflorescências são muito ramificadas e numerosas, com flores brancas com o centro amarelo, formadas no verão. É utilizado para bordadura ou para a formação de conjuntos isolados em canteiros a pleno sol com solo rico em matéria orgânica e com boa fertilidade. Deve ser irrigado periodicamente. É também muito utlizado como flor de corte e pra a composição de buquês.

Atenção: apesar de ser uma espécie perene, deve ser renovada anualmente para reativar a vegetação.

Pode ser multiplicada por sementes e também por estacas cortadas após o florescimento e deixadas enraizar em estufas.

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Pequeno dicionário dos termos utilizados acima:

Herbácea: planta que possui tecidos pouco consistentes.

Lenhosa: planta que possui tecidos espessos e endurecidos, que formam o lenho.

Perene: planta cujo ciclo de vida é indeterminado ou longo.

Anual: planta cujo ciclo de vida ocorre durante uma ou duas estações no ano.

Bienal: planta cujo ciclo de vida se estende por mais de quatro estações do ano.

Ereta: planta que cresce de forma erguida, devido ao caule ereto.

Acaule: que não possui caule.

Entouceirada: planta da mesma espécie constituída de diversos eixos, ou que crescem muito próximas a outras de mesma espécie, formando um conjunto espesso.

Coriácea: folha cuja textura é semelhante à do couro e se quebra facilmente.

Epífita: planta que vive sobre outro vegetal sem prejudicá-lo, usando-o apenas como suporte

Rizoma: caule subterrâneo dotado de reservas, com nós, gemas e escamas. Mais ou menos cilíndrico e cresce lateralmente formando touceira. As plantas rizomatosas podem ser perenes ou passar por um período de repouso. São multiplicadas arrancando-se a touceira e separando-a por partes. Quando passam pelo período de repouso acontece o desaparecimento temporário da parte aérea, voltando depois a brotar. Deve-se fazer a divisão dos rizomas no período de repouso, arrancando-as do solo.

Umbelada: inflorescência em forma de guarda-chuva

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Referências bibliográficas:

Lorenzi, Harri e Souza, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Vilaça, J. Plantas tropicais: guia prático par o novo paisagismo brasileiro. São Paulo, SP: Editora Nobel, 2005.

 

Crédito foto detalhe tillandsiahttp://marvingardensusa.com

Todas as outras fotos: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde paisagismo e decorações florais

 

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Cultivo e Identificação de Plantas Tóxicas

Cultivo e Identificação de Plantas Tóxicas

Aprenda a identificar e cultivar algumas plantas que são lindas e venenosas. É importante saber identificá-las para evitar acidentes.

As crianças pequenas muitas vezes são atraídas pela beleza das folhas e inflorescências da comigo-ninguém-pode (cujo nome popular que não precisa de maiores explicações), do antúrio e do caladium (ou tinhorão). Essas plantas são encontradas em muitos lares brasileiros, já que são plantas de meia sombra e fáceis de cultivar.

 

Veja agora as 3 plantas responsáveis pela maioria dos casos de intoxicação por plantas. A Dieffenbachia é a maior responsável por casos de intoxicação, seguida pelo Anthurium e Caladium. Acredita-se que os mecanismos de ação tóxica dessas plantas sejam semelhantes, por isso vou explicar apenas o da Dieffenbachia.

 

Dieffenbachia amoena (comigo-ninguém-pode ou difenbáquia)

Originária da Colômbia e Costa Rica, essa planta herbácea perene, que atinge de 20 a 50cm de altura, possui caule espesso, suculento e folhagem muito ornamental, com desenhos variados. Já sua flores, que são produzidas no verão e não possuem importância ornamental.
É cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou em jardineiras a sombra ou meia sombra, protegida do vento, com terra enriquecida de húmus e bem suprida de água.

Dieffenbachia amoena (comigo-ninguém-pode ou difenbáquia)

 

No caso de contato com os olhos, há necessidade de maiores cuidados, pois pode haver lesão na córnea, acompanhada de dor e fotofobia.

As crianças são atraídas pela exuberância das folhas e levam partes destas à boca. A mastigação, mesmo que de pequenos pedaços, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Nos casos mais graves, aparecem efeitos gastrointestinais, como náuseas e vômitos. O tratamento no caso de ingestão é apenas sintomático.

 

Anthurium andraeanum Linden (antúrio)

Essa planta semi-herbácea, ereta e perene, também é originária da Colômbia. Ela atinge de 30cm até 1m de altura e possui uma folhagem muito ornamental.

Anthurium andraeanum Linden (antúrio)

Suas flores são brancas, cremes ou esverdeadas, formadas na primavera e verão e ornadas por espatas sulcadas (que é o que a gente acha que é a flor, mas na verdade é uma bráctea para atração de polinizadores), em diversas cores: brancas, vermelhas brilhantes, cor-de-rosa, cor-de-salmão, vermelho-sanguínea, e novas cores estão surgindo de cruzamentos de espécies.
É cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou jardineiras, sempre a meia-sombra, em canteiros com terra vegetal. Quando muito alta deve ser rebaixada dividindo-a em estacas. Muito utilizada como flor de corte, proporcionando arranjos bonitos e muito duráveis. Não gosta de frio.

Caladium sp. (caladium, tinhorão)

O caladium é composto por um grande grupo de plantas bulbosas, eretas e acaules, entouceradas e originárias da América Tropical, principalmente do Brasil.
Suas folhas são lindas, variadamente coloridas em diferentes desenhos, obtidos geralmente por hibridação de diversas espécies.
Caladium sp. (caladium, tinhorão)
São cultivados em vasos, mas podem ser formadas jardineiras ou conjuntos sempre a meia-sombra ou pleno sol, em locais protegidos de ventos, ricos em matéria orgânica e muita umidade.
Produzem bulbos que passam por um período de repouso vegetativo durante o inverno, perdendo totalmente as folhas. Aproveita-se essa fase para arrancar os bulbos, dividi-los ou não, reformar a terra e plantá-los novamente no fim do inverno.

 

As plantas a seguir normalmente estão em calçadas, jardins e praças e acabam atraindo crianças um pouco maiores com seus frutos, flores e folhas.

Allamanda cathartica L. (alamanda)

Originária do litoral norte, nordeste e leste do Brasil, essa trepadeira lactescente e semi-lenhosa é bastante vigorosa e possui folhas brilhantes e espessas.
Allamanda cathartica L. (alamanda)
Apresenta inflorescências com flores amarelas em forma de funil, formadas durante quase o ano todo, principalmente na primavera-verão. Adora o sol e quando jovem precisa ser conduzida com amarrilho, em suportes, caramanchões, portais e cercas. Tolera um pouco o frio. Multiplica-se principalmente por estacas cortadas na primavera-verão.
A ingestão da alamanda provoca distúrbio gastrointestinal intenso, caracterizado por náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia.

 

Nerium oleander (espirradeira, oleandro)

Esse arbusto grande, que é quase uma arvoreta, lactescente, é originário do Mediterrâneo e pode atingir de 3 a 5m de altura. É muito ramificado e flolífero. Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas e formam-se na primavera-verão. Tanto suas folhas como suas flores são muito tóxicas.

Nerium oleander (espirradeira, oleandro)

Cultivado com grande freqüência em parques e jardins e utilizado na arborização de ruas, inclusive em regiões de clima frio e mesmo áridas.

 

Euphorbia milii Des Moul. (coroa-de-cristo)
Muito utilizado como cerca viva graças aos seus espinhos agressivos, este arbusto de textura suculenta e lactescente, originário de Madagascar, atinge de 50 a 80 cm de altura.
Suas inflorescências com flores dispostas duas a duas, pequenas com brácteas vermelhas, róseas, amarelas ou brancas, são formadas durante o ano todo.

Euphorbia milii Des Moul. (coroa-de-cristo)

Os casos mais freqüentes de intoxicação pela coroa-de-cristo estão associados ao contato do látex com a pele e com as mucosas. É comum ocorrerem incidentes com jardineiros durante a poda, tanto do contato do látex com a pele como o contato da mão suja de látex com os olhos. Em crianças, o contato ocorre freqüentemente durante as brincadeiras, ao tirar leite da planta para fazer “comidinha”.

A exposição da pele ao látex causa uma inflamação caracterizada por vermelhidão, inchaço, dor e necrose dos tecidos. Quando partes da planta são ingeridas, desenvolve-se uma sensação de queimação nos lábios, na língua e na mucosa bucal, seguidas por dores intestinais, vômitos e diarréia. O contato com os olhos deve ser tratado imediatamente para evitar o desenvolvimento de conjuntivites, queratites e uveites, juntamente com inchaço das pálpebras e fechamento dos olhos devido ao edema. A demora na ajuda médica pode acarretar em complicações como úlcera corneal, perfuração da córnea e conseqüente cegueira.

 

Outras plantas tóxicas:
  • Euphorbia pulcherrima Willd. (bico-de-papagaio)
  • Ricinus communis L. (mamona)
  • Jatropha curcas L. (pinhão-papagaio)
  • Atropa belladona L. (beladona)
  • Nicotiana glauca Graham (couve-do-mato)
  • Brugmansia suaveolens (saia-branca)
  • Luffa operculata (buchinha)
  • Thevetia peruviana (chapéu-de-napoleão)
  • Lithraea molleoides (aroeira)
  • Scadoxus multiflorus (coroa-imperial)
  • Palicourea marcgravii (erva-de-rato)
  • Ficus pumila (unha-de-gato)
  • Murraya paniculata (murta-de-cheiro)
  • Polyscias fruticosa (árvore-da-felicidade fêmea)
  • Oxalis sp. (trevo)

 

Para mais informações sobre plantas tóxicas:
SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas 

 

Assista ao vídeo PLANTA TÓXICAS – TV GAZETA

 

 

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
OLIVEIRA, Rejane Barbosa de; GODOY, Silvana Aparecida Pires de; COSTA, Fernando Batista. Plantas tóxicas. Conhecimento e prevenção de acidentes. Ribeirão Preto, SP: Holos, 2003.

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