Search results for primavera

Plantas com Bulbos

Plantas com Bulbos

O assunto hoje é plantas com bulbos. E o que são bulbos?

De acordo com o iDicionário Aulete:

Bulbo: Gema (2) subterrânea envolta em escamas carnudas, que armazena substâncias alimentícias para garantir a sobrevivência da planta (p.ex.: a cebola), e que, separada da planta em que se criou, pode dar origem a outra.

 

Então, as plantas com bulbos possuem como característica básica um mecanismo de reserva de alimentos, que fica normalmente localizado abaixo da superfície do solo. Nessa parte das plantas desenvolvem-se as gemas, responsáveis pelo aparecimento de novas gerações do vegetal. Há bulbos que se adaptam às mais diversas situações possíveis: suportam geadas, secas, o frio e o calor intenso e brotam novamente, após um período de descanso, quando as condições melhoram.

 

A capacidade que têm de acumular nutrientes garante o impulso inicial para o crescimento da planta na estação seguinte; e muitos deles reservam também alimentos para nutrir as folhas e flores. Por isso, bulbos podem florir até nas prateleiras, se você esquecer de plantá-los.

 

Os bulbos podem ter formas variadas, mas de maneira geral, são “gordinhos” na base e “afunilados” no topo:
Bulbos verdadeiros
Bulbo de amarílis com gema
Bulbo de jacinto em crescimento

Como os bulbos “fabricam” suas reservas de alimentos absorvendo energia solar pela fotossíntese, sua folhagem necessita de certos cuidados. Depois que as flores murcham, as folhas devem ter um período de crescimento e amadurecimento normais, a fim de que o bulbo subterrâneo acumule energia suficiente para suportar o período de descanso e possa, posteriormente alimentar a próxima geração.

 

Hipeastrum Hibridum (amarílis):

Hipeastrum Hibridum (amarílis)

O Amarílis, também é conhecido por açucena e por flor-da-imperatriz, é uma planta bulbosa que se adapta muito bem às nossas condições climáticas, pois é originária da América do Sul. Ele tem um rápido crescimento e floração de até um mês, após esse período o bulbo entra em período de dormência, perdendo todas as folhas e adquirindo uma aparência “sem-vida” florescendo novamente na primavera. Suas flores podem ser vermelhas, brancas ou mescladas.

Ela não precisa de muita água, regue uma vez a cada 5 dias, com uma xícara de água. A planta pode ficar em local com bastante luz, com algumas horas de sol direto. Se ela for colocada num local escuro, ela tende a crescer muito antes de florescer.Dica: após o florescimento e depois que suas folhas secarem, corte a haste até 1 cm acima do bulbo e plante-o no jardim ou em um vaso com terra nova. Na primavera florescerá novamente.

 

Se você quiser fazer a experiência de plantar o bulbo e acompanhar seu crescimento, pode comprar o bulbo diretamente na loja TOCA DO VERDE.

 

Plante o bulbo na terra, ou substrato bem drenado, deixando apenas o pescoço do bulbo fora da terra. Após o plantio molhe bem a terra e deixe o vaso em local quente e claro. A floração acontecerá em aproximadamente 4 semanas. Você verá algo assim:
1a fase: bulbo recém plantado
2a fase
3a fase
4a fase: florido, lindo!

Hyacinthus spp. (jacinto)

Hyacinthus spp. (jacinto)
O jacinto também é uma planta bulbosa e herbácea com uma belíssima floração na primavera. Suas folhas são espessas, brilhantes e longas e surgem em numero de quatro a seis. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores cerosas, simples ou dobradas, duráveis e muito perfumadas, de cor azul, rosa e branca. É originário da África, Europa mediterrânea e Ásia.

 

O jacinto gosta de locais mais frescos, longe da luz solar direta. Regue frequentemente evitando a acumulação de umidade.

O Alex do blog A febre das Plantas – Plantas de Interior tem umas fotos ótimas e mais explicações de todo o processo a ser feito com a planta após a floração.

Tulipa Gesneriana (tulipa)

Tulipa Gesneriana (tulipa)
As tulipas são originárias da Ásia Central e não da Holanda, como o senso comum leva a imaginar. Foram levadas para a Holanda em 1560 pelo botânico Conrad Von Gesner. Algumas referências defendem que as tulipas seriam originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e para a Pérsia.

 

O nome da flor foi inspirado na palavra “tulipan” que significa “turbante” (o formato da tulipa lembra um turbante). As flores podem ser vermelhas, roxas, pink, amarelas, brancas e atingem de 60 a 90cm de altura.

 

Aqui no Brasil é muito difícíl a tulipa produzir novos bulbos. Os bulbos que florescem aqui são importados da Holanda, climatizados e passam por um processo de adaptação ao nosso clima.

Dica: quando for comprar um tulipa, procure uma que esteja com o botão ainda fechado. Coloque-a num  local bem fresco, longe da luz solar direta e regue-a com um pouco de água todos os dias. Ou então pode colocar um cubo de gelo sobre a terra a cada dia, tomando cuidado para o gelo não tocar a planta e queima-la.

Você também pode colocá-la na geladeira a noite para que a flor se feche e dure mais.

Assista aqui o programa sobre bulbos que fiz na TV Gazeta:

Crédito das fotos:

Foto esquemática bulbos verdadeiros: Enciclopédia Plantas e Flores vol.1. São Paulo, SP: Editora Abril Cultural, anos 70.
Fotos esquemáticas bulbo com gema e bulbo em crescimento: Série Atlas Visuais – Plantas. 6a edição, 7a impressão. São Paulo, SP: Editora Ática, 2005.
Fotos das flores e das fases do amarílis: Terra Viva

 

Referências:
LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
Enciclopédia Plantas e Flores vol.1. São Paulo, SP: Editora Abril Cultural, anos 70.
Série Atlas Visuais – Plantas. 6a edição, 7a impressão. São Paulo, SP: Editora Ática, 2005.

 

Sites consultados:

Gostou do post? Do site? Conecte-se com a natureza comentando, curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

 

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Conexão com a natureza

O que é adubação e para que serve?

O que é adubação e para que serve?

Agora vamos às dicas para manter sempre lindas as suas plantas:

 

Como nós, as plantas precisam de água, luz e  alimento. O alimento das plantas é composto pelos minerais, que podem ser adquiridos na terra preparada e adubada. Só que depois de um tempo, principalmente se a planta está num vaso, os nutrientes da terra daquele vaso acabam e então é necessário repor através da adubação. Uma planta bem alimentada é uma planta sadia, forte e bonita, com muito menos chance de sofrer o ataque de pragas e doenças.

 

Adubo orgânico ou inorgânicos, qual é a diferença?

 

Bom, o orgânico ou natural é composto de matéria de origem vegetal ou animal. São substâncias que precisam ser decompostas pelas bactérias do solo para então serem assimiladas pelas plantas. Sua atuação é mais lenta, mas duradoura. Além disso eles ajudam a melhorar a textura da terra deixando-a mais porosa, beneficiando a oxigenação das raízes.

 

Já os inorgânicos são obtidos a partir da extração mineral ou de derivados do petróleo. Sua atuação é imediata. Assim que são aplicados já podem ser absorvidos pela planta, não precisam ser decompostos pelas bactérias do solo. Em contrapartida, muitos nutrientes são desperdiçados, pois muitas vezes a planta não consegue absorver todo o nutriente e a sobra é perdida com o tempo e carregada pela a água.

 

Quais são os nutrientes que a planta precisa e para que servem?

 

Os nutrientes mais importantes são chamados de macronutrientes: o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K), por isso os adubos inorgânicos ou sintéticos são chamados de NPK.

 

O nitrogênio, o N da fórmula, é muito importante para o crescimento e desenvolvimento das raízes, caules e folhas. A maior parte do nitrogênio a planta absorve no começo da vida e ele fica armazenado em seus tecidos de crescimento. Quando ele está em maior quantidade na fórmula ele é recomendado para estimular a brotação e o enfolhamento. Ótimos para folhagens em geral e para gramados. Sua falta na fase inicial retarda o crescimento e consequentemente a produção. Geralmente a sua falta deixa a folha com a cor verde pálida ou verde amarelada e o excesso produz abundante folhagem de coloração verde-escura.

 

O P, o fósforo, é muito importante na formação da clorofila e ainda aumenta o desenvolvimento radicular proporcionando à planta maior capacidade de absorver os elementos férteis do solo. O fósforo também age diretamente na qualidade dos frutos e maturação das sementes. Se você quer estimular o surgimento de raízes (após um transplante por exemplo), o aumento das floradas, das frutificação e produção de sementes, você deve reforçar adubos onde o fósforo sobressai. Em regiões onde ocorrem geadas ele é muito importante para aumentar a resistência das plantas ao frio e ajuda a apressar a maturação dos frutos. A deficiência desse elemento pode ser percebida pela coloração arroxeada das folhas.

 

O K, o potássio, contribui na formação de tubérculos, rizomas, fortalece os tecidos vegetais e ainda aumenta a resistência contra a seca. Sem ele a planta não se desenvolve e fica atrofiada e mais sujeita ao ataque de pragas e doenças.

 

As fórmulas mais comuns existentes à venda são:
  • NPK 4-14-8 (4 partes de nitrogênio, 14 partes de fósforo e 8 partes de potássio) para espécies que produzem flores e frutos. Ex. hibisco, azaléias, violetas, cítricos como a laranjeira, legumes, etc. Além disso, segundo a maioria dos fabricantes, esta formulação é ideal para ser aplicada no momento do plantio dos vegetais, no preparo do solo, pois o alto teor de fósforo proporciona uma melhor formação e desenvolvimento das raízes e estrutura das plantas.

 

  • NPK 10-10-10 (partes iguais dos 3 elementos) para espécies que não florescem e não produzem frutos, como as samambaias. Segundo os fabricantes, esta formulação também é ideal para ser aplicada em plantas já formadas, na forma de cobertura. Neste caso, pode ser usada em flores, folhagens, hortaliças e frutíferas.

 

  • NPK 15-15-20 (15 partes de nitrogênio, 15 partes de fósforo e 20 partes de potássio), rica em potássio, esta formulação é considerada bem prática, pois pode ser usada também no cultivo hidropônico, sendo indicada especialmente para hortas.

 

  • Também existem no mercado as fórmulas preparadas especialmente para determinadas espécies de plantas ornamentais. É o caso das violetas, orquídeas, rosas e samambaias. Neste caso, os fabricantes elaboram uma fórmula adequada às necessidades nutricionais de cada espécie.

 

  • Uma outra formulação especial já encontrada no mercado é o NPK granulado para gramados, que pode ser aplicado de uma forma bem rápida e prática, simplesmente espalhado sobre o gramado.

E os micronutrientes? Quais são e para que servem?

E os micronutrientes são: cálcio, magnésio, enxofre, boro, molibdênio, manganês, ferro, cobre e zinco. Servem para complementar a alimentação das plantas, mas em menor quantidade que os macronutrientes.

 

E como faço para conseguir todos esses nutrientes?

Um boa forma de se obter um excelente adubo orgânico é através de compostagem. Pode-se utilizar até composteiras prontas também conhecidas por MINHOCÁRIOS.
Ou então compre fertilizantes naturais:

 

Húmus de minhoca que você pode fazer em uma composteira ou então comprar pronto. Melhora a porosidade do solo, aumenta os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e manganês do solo, melhora o pH do solo e aumenta o número de microorganismos no solo.

 

A farinha de ossos é proveniente da moagem de ossos. Contém fósforo e cálcio.

 

A torta de algodão ou de mamona são ricas em nitrogênio e matéria orgânica.
Atenção: a torta de mamona é tóxica para bichos e crianças. Evite misturá-la à farinha de osso, porque os cachorros são atraídos pelo cheiro.

 

Adubação natural para planta que floresce e frutifica:

3 colheres de farinha de osso
1 colher de torta de algodão ou mamona
8 colheres de humus de minhoca

Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja como fazer no VÍDEO.

 

Adubação natural para folhagens em geral ou pós floração:

3 colheres de torta de algodão
1 colher de farinha de osso
8 colheres de humus de minhoca
Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja no VÍDEO como fazer.

A freqüência de adubação varia de acordo com a espécie cultivada. Algumas precisam mais outras menos, mas, de forma geral, a adubação pode ser feita a cada dois meses. Mas lembre-se: quanto à dosagem e forma de aplicação, siga rigorosamente as indicações do fabricante, que constam na embalagem do produto.

 

E se eu adubar demais, o que acontece?

Sintomas de excesso de adubação:

  • Crescimento exagerado das hastes, que ficam espichadas demais.
  • Na superfície do vaso pode se formar um limo esverdeado ou uma cobertura branca, e quando as folhas tocam esse local murcham, apodrecem e caem.
  • Também é possível que as pontas das folhas fiquem amarronzadas.
  • Assim que você notar o aparecimento desses sintomas, suspenda a adubação.

Atenção: o excesso de adubação inorgânica pode matar a planta.

 

E se aparecerem pragas e doenças, o que faço?

Inseticida caseiro – para o combate de pulgões, cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 1 colher (chá) de sabão caseiro + 1 litros de água. Preparo: utilize uma colher (chá) de sabão caseiro raspado e misture em 1 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Aplicação: essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador, principalmente no verão e primavera.Eu também gosto muito de usar o óleo de neem ou nim, que também é super natural. Veja na embalagem a quantidade que deve ser dissolvida em água e pulverize.

Dica: Sempre pulverize o inseticida ou o óleo de neem no fim da tarde. Para combater uma praga ou doença, faça 1 aplicação por semana durante 3 semanas.

Veja aqui mais dicas de INSETICIDAS CASEIROS.

 

Referências bibliográficas:

Coleção Minhas Plantas: jardinagem prática, combate às pragras, idéias e decoração, plantas medicinais. São Paulo: Editora Abril, 1980.

TUPIASSÚ, Assucena. Da planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. São Paulo: Nobel, 2008.

Internet:

Embrapa

Jardim de Flores

Crédito foto:

Brasil escola Uol

 

Gostou do post? Do site? Conecte-se com a natureza comentando, curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

 

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Conexão com a natureza

Plantas que gostam de água

Plantas que gostam de água

Conheça algumas plantas que gostam de muita água:

 

COPO DE LEITE

 

Essa planta herbácea robusta, que adora lugares muito úmidos, é originária da África. É perene e atinge de 60cm a 1m de altura. É muito florífera e sua folhagem é ornamental e brilhante.

Floresce na primavera-verão, sendo muito utilizada como flor de corte, podendo ser cultivada a pleno sol ou à meia sombra, acompanhando muros, muretas, paredes, margens de tanques e lagos ou formando conjuntos, que dão um lindo efeito paisagístico, em terra com muita matéria orgânica e umidade constante. É tolerante a baixas temperaturas e não prospera bem em climas quentes.
Multiplica-se pelas mudas formadas junto ao rizoma da planta-mãe, separadas após o florescimento.

 

JUNCO

 

O junco apresenta desenvolvimento vertical, criando um belo contraste de formas com as outras plantas.

Quando plantada isolada, em vasos dentro de espelhos d’água, têm sua beleza valorizada refletindo suas folhas na água. Ele possui folhas afiladas e cilíndricas, em forma de pequenas lanças de verde intenso.

O junco é planta marginal de crescimento rápido, contudo, se plantada juntamente com outras plantas ou em solo com pouca umidade, pode não se desenvolver satisfatoriamente.

 

Desenvolve-se a sol-pleno ou meia-sombra, não suportando geadas ou sol muito forte. Seu tamanho depende das condições locais, podendo ficar entre 30cm a 120cm de altura. Prefere substrato rico em matéria orgânica, sempre úmido ou submerso com coluna d’água entre 5 a 10cm. É planta resistente a pragas e não é exigente quanto ao pH da água.

 

Em lagos ornamentais, serve de refúgio aos alevinos. Neste caso, deve ser colocada uma camada de seixo-de-rio sobre o substrato para evitar que os peixes o revirem, deixando a água turva. Em lagos naturais, pode ser plantado na zona marginal. Sua propagação geralmente se dá por divisão de rizoma na primavera, mas pode ser por sementes.

 

Já os chamados móveis de junco, tão populares entre nós, não são feito com essa planta. São tecidos com os longos ramos de espécie de chorão (Salix).

 

MINI PAPIRUS

 

 

Planta aquática, ideal para espelhos d’água e lagos.

 

Também pode ser planta em vasos.

 

Gosta de clima quente e de sol.

 

Atinge uns 90cm de altura e a touceira tem uns 50cm de diâmetro.

 

É uma planta perene.

 

 

 

PAPIRUS

 

 

Quando estive em NY fiquei encantada com o papirus que está dentro do Metropolitan Museum of Art , o MET, na parte sobre o Egito. Olha que lindo!
Herbácea perene, ereta, entoucerada, aquática, nativa dos brejos do sudoeste do Brasil, de 1,5 a 2,5m de altura e 1m de diâmetro, com numeras hastes firmes, mais ou menos triangulares de medula macia, tendo na extremidade uma cabeceira de folhas finas e pendentes.

 

É uma planta de grande efeito ornamental quando plantada à beira de lagos, espelhos d’água e tanques, sempre a pleno sol, onde possam contar com umidade permanente. Pouco sensível a baixas temperaturas.

 

O famoso papiro usado no Egito antigo era feito com a polpa do caule de uma espécie de Cyperus, abundante no vale do rio Nilo.

 

A tiririca, a planta daninha mais disseminada e nociva em todo o mundo também é da família dos papiros. Seu nome científico é Cyperus rotundus L.

 

LÍRIO DA PAZ

Planta Herbácea, perene, entouceirada, atinge até 70cm de altura por 20cm de diâmetro, nativa da Venezuela. Cultivada em vasos, jardineiras e renques, ou formando conjuntos densos, sempre à meia sombra, em terra rica em matéria orgânica, mantida sempre umedecida ou dentro d’água. Planta tropical, que não gosta de frio.

 

Folhas em tufo, verde-brilhantes e marcadas pelas nervuras curvadas na face de cima, estreitas na base. Inflorecência em espádice branco, envolvido por espata carnosa lisa, livre, branca internamente e esverdeada do lado de fora, com perfume forte de narciso, formada na primavera-verão.

 

Existe uma outra espécie de lírio-da-paz, o Spathiphyllum wallisi Regel, que não gosta de tanta água como o de cima. Esta espécie também é mais baixa, atinge uns 30 a 40cm de altura, sua inflorescência é branca, sem perfume e com a idade ela torna-se verde. É muito utilizada como planta de interior em vasos.

 

 
 Spathiphyllum wallisi Regel (lírio-da-paz)

 

Há ainda um outro lírio-da-paz, o gigante, Spathiphyllum ortgiessi Regel “Sensation”, originário do México, com folhagem de grande efeito decorativo, que atinge de 90cm a 1,9m de altura. Cultivada principalmente em vasos grandes, para ambientes bem iluminados como terraços, ou plantadas isoladamente e em grupos, em canteiros a meia sombra, mantidos umedecidos. É sensível ao frio, não sendo indicada para terraços de apartamentos onde o vento é frio.

 

 
Spathiphyllum ortgiessi Regel “Sensation” (lírio-da-paz gigante)

 

FÓRMIO

 

 

Planta herbácea rizomatosa, acaule, perene, nativa da Nova Zelândia de 1,5m a 3m de altura e 70cm de diâmetro e muito resistente ao frio.

 

Suas folhagens são muito decorativas. As folhas são laminares, longas, verde escuras com margem avermelhada. Também podem ser vermelho-arroxeadas escuras, estriadas de verde, amarelo e branco e estriadas de verde, amarelo e vermelho. Inflorescência alta, vigorosa, com numerosas flores vermelho escuras, de importância ornamental secundária.

 

Pode ser cultivada em vasos, como planta isolada ou formando conjuntos, a pleno sol ou à meia-sombra. É tolerante a terrenos muito úmidos, prestando-se para plantio em beira de tanques e lagos.

 

 

 

Referências bibliográficas:

JOLY, Aylthon Brandão. Botânica: Introdução á taxonomia vegetal. 13ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2002.

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

LORENZI, Harri. Plantas daninhas do Brasil: terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 3a edição. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2000.
VILAÇA, Juliana. Plantas Tropicais: Guia prático para o novo paisagismo brasileiro. São Paulo: editora Nobel, 2005.

Gostou do post? Do site?
Conecte-se com a natureza curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
Conexão com a natureza.

Como Cultivar Trepadeiras

Como Cultivar Trepadeiras

Veja agora dicas de cultivo de trepadeiras:

Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores)
Essa trepadeira é uma das minha preferidas, tanto que tenho uma plantada em casa. Olha só que lindo ficou o meu portão! E pela manhã, quando meu marido abre a porta da entrada para buscar o jornal, ele sempre inspira fundo e comenta sobre o perfume do jardim! Ele já começa o dia de ótimo humor ;)!

 

 
Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores) sobre o portão de casa

 

O jasmim é uma trepadeira semi-lenhosa e muito florífera. Possui uma ramagem bem densa e ramificada e fica florido quase que o ano todo. Suas flores exalam um perfume suave e muito agradável. Graças às suas flores, sempre recebemos visitas de beija-flores! Adoro quando eles nos visitam!!! O jasmim deve ser cultivado a pleno sol e é ótimo para revestir pérgolas, cercas, grades e pórticos, por seu crescimento moderado.

 

 

Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores) – detalhe das flores

Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa)
Este arbusto de textura semi-lenhosa, é nativo do Brasil, atinge de 2 a 3 m de altura, possui ramos longos, folhagem e floração ornamentais. Existe também uma variação de folhas verdes com manchas amarelas. Suas flores são solitárias, amarelas com cálice vermelho, pendentes, e em forma de lanterna conforme sugere seu nome popular. As flores são formadas durante quase o ano todo e são muito visitadas por beija-flores. É uma planta que tolera o frio.

 

 Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa) – detalhe flor

 

Olha que efeito legal que ela deu nesta escada! Essa foto é do jardim da Escola Móbile que fizemos há alguns anos.A lanterninha pode ser cultivada como planta pendente em jardineiras ou conduzida como trepadeira ao longo de cercas, com a ramagem amparada.

Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa) – na escada da Escola Móbile

Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo)

Essa trepadeira originária da África Ocidental, semi-herbácea, de folhagem e florescimento muito decorativos. Suas folhas são ovaladas, verde-escuras e brilhantes, com nervuras profundas e bem marcadas. As inflorescências são ramificadas e produzem muitas flores de cálice branco inflado e corola expandida vermelha.

A lágrima-de-cristo precisa de suporte para ser conduzida, sendo indicada para revestir caramanchões e pergolados pois produz uma ótima sombra no verão e permite a passagem da luz do sol no inverno. Floresce na primavera e no verão atraindo mamangavas. Ela adora o sol, mas suporta bem meia-sombra.

 

Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo)

Clerodendron x speciosum (coração sangrento)
Esse arbusto escandente de textura semi-herbácea e de florescimento vistoso é o resultado da hibridação do Clerodendron splendens (clerodendro) com Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo) e por isso é muito parecido com o lágrima-de-cristo. O que muda é o formato e a cor de suas flores.

Clerodendron x speciosum (coração sangrento)

Bougainvillea spectabilis
(primavera)
Geralmente é conduzida como trepadeira, amparando-se os ramos pendentes em suportes. É indicado para revestir grades, cercas, muros e pórticos. Normalmente à pleno sol, mas até suporta uma meia-sombra iluminada.

 

A primavera é uma trepadeira lenhosa, espinhenta e de florescimento abundante e espetacular. É originária do Brasil. Suas flores pequenas são envolvidas por 3 brácteas vistosas, simples ou dobradas, e podem ser rosas, brancas, vinho, laranja ou ferrugem.

Bougainvillea spectabilis (primavera) – detalhe flor

Ela pode ser podada e conduzida com arbusto ou arvoreta, como cerca-viva e como trepadeira, enfeitando lindamente pérgolas e caramanchões de estrutura forte.
Bougainvillea spectabilis (primavera)
Bougainvillea spectabilis (primavera)
Adora o sol e solos férteis. Anualmente indica-se podas de formação e de manutenção, visando estimular o florescimento e renovar parte da folhagem.

 

Todas as trepadeiras acima precisam de apoio para serem conduzidas. Elas não grudam no muro. Você deve criar uma espécie de teia de aranha com cabo de varal (aquele de plástico que tem um cabinho de aço dentro) ou com arame galvanizado (para não enferrujar) como na foto abaixo:

E conforme os ramos forem crescendo, você deve ir enrolando-os no arame, até que ela cubra a parede toda e o arame fique “invisível”.

 

Você também pode optar por um tutor ou treliça de metal.

Olha que efeito legal essa treliça de metal como se fosse quadro. Lindo, né?

Usamos muito esse tipo de vaso de 1/2 parede com trepadeira.
Ou uma treliça de bambú…

Se você for plantar sua trepadeira em vaso, escolha um vaso bem alto, pois as trepadeiras possuem raízes profundas e precisam de bastante terra e espaço para crescerem e ficarem bonitas e sadias.

Esse vaso da Anni Verdi tem ainda um segredo… atrás dele tem uma gavetinha que serve para coletar a água que sobra da rega.

Genial, né?!

E para deixar seu vaso com cara jardim, você pode plantar por cima, para dar acabamento, uma forração como a grama preta anã

Ophiopogon japonicus (grama preta anã)

Ophiopogon japonicus (grama preta anã)

 

O clorofito

Chlorophytum comosum (clorofito)

detalhe de vaso com clorofito

ou a hera…
Hedera helix (hera)
Seu terraço ou jardim vai ficar lindo! Você valoriza aquele muro feio, esconde o vizinho chato e ainda traz cor e perfume para a sua casa. Use e abuse das trepadeiras! Boa sorte!

 

Para ver o programa que foi ao ar sobre trepadeiras acesse: Querida o muro sumiu na TV

Fonte: LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

 

Gostou do post? Do site?
Conecte-se com a natureza curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
Conexão com a natureza.

cultivo de plantas de interior

cultivo de plantas de interior

Veja aqui as dicas de cultivo das plantas que vivem bem em ambientes com pouca luminosidade e que foram apresentadas na TV:

Dorstenia bahiensis (Dorstênia)

Dorstenia bahiensis (Dorstênia)
A dorstênia é nativa das regiões tropicais da América do Sul, sendo a espécie Dorstenia brasiliensis de origem brasileira, como o próprio nome diz. Trata-se de uma pequena planta, medindo cerca de 20 cm de altura, que produz flores em formato de copo de coloração vermelho amarronzado.
Dorstenia bahiensis (Dorstênia) – detalhe da flor
Dorstenia bahiensis (Dorstênia) – detalhe da folha
Planta muito fácil de cultivar. Precisa de água 2 vezes por semana e 1 vez por mês de adubo. Não gosta de luminosidade direta, sendo excelente para ambientes internos com pouca luz.
Medinilla magnifica (Medinila)
Medinilla magnifica (Medinila)
 

Este arbusto semi-lenhoso, originário das Filipinas e Java, é considerado raro e exótico. Seu porte varia de 80cm a 2m de altura, sendo seu crescimento lento.
Medinilla magnifica (Medinila)
Suas flores são pendentes e longas, podendo atingir até 30cm de comprimento, aparecendo na primavera e no verão.
Medinilla magnifica (Medinila) – detalhe da flor em formação
Medinilla magnifica (Medinila) – detalhe da flor magnífica
Graças à sua flor exuberante, é também conhecida por uva-rosa. Gosta de solo com bastante matéria orgânica e mantido sempre úmido. Precisa de no mínimo 4 horas de luminosidade indireta por dia. Sendo ideal para varandas e salas bem próximas da janela que receba sol. Não gosta de sol direto, frio intenso nem de solo encharcado.


Dracaena godseffiana
(dracena confeti)

Dracaena godseffiana “Florida beauty”
Esse arbusto semi-lenhoso é originário da África e pode atingir entre 1m a 1,5m de altura e 1m de diâmetro. Sua ramagem é verde-brilhante, fina e dispersa.
Suas inflorescência são curtas, com flores pequenas, verde-amareladas, sem muito efeito ornamental, seguidas de frutos arredondados vermelhos e muito vistosos. Pode ser cultivada em vaso ou formando grupos em canteiros. Sem à meia-sombra., com terra fertilizada e irrigada periodicamente. Não gosta de frio.
Existem 3 tipos de dracenas confeti, a “Florida beauty” tem suas folhas cobertas por várias bolinhas amarelo-creme e brancas com se tivessem sido estouradas.

Dracaena godseffiana “Florida beauty”
Dracaena godseffiana “Florida beauty”
A Dracaena godseffiana “gold-dust”, que tem pontinhos amarelos que depois ficam brancos.
racaena godseffiana “Florida beauty”
Dracaena godseffiana “gold-dust”
E a Dracaena Godseffiana “milky-way”

 

Dracaena Sanderiana (Bambo da sorte ou Lucky bamboo)

Dracaena Sanderiana (Bambo da sorte ou Lucky bamboo)
Dracaena Sanderiana (Bambo da sorte ou Lucky bamboo)
 

Arbusto de textura semi-herbácea, de folhagem ornamental, originário da África, de 1 a 1,5m de altura.
Cultivado em vasos, jardineiras, bordaduras, como planta isolada ou formando conjuntos. Tanto a pleno sol como a meia-sombra, com folhagem permanente, proporcionando efeito de massa.
Pode também ser cultivado em vaso com água, em interiores com pouca luminosidade. Trocar a água 1x por semana.

Para assistir ao programa que foi ao ar: Mineiras Chilenas na TV

Para assistir minhas outras participações na TV: TV Gazeta

As plantas são do Mercado Verde.

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri et SOUZA, Hermes Moreia de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª edição. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2001.

GRAF, Alfred Byrd. Tropica: Color Cyclopedia of Exotic Plants and trees. Roehrs Company. 1st Edition, 1978.

 

Gostou do post? Do site?
Conecte-se com a natureza curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
Conexão com a natureza.