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Arranjos de Flores Tropicais

Arranjos de Flores Tropicais

Confira os arranjos que foram ao ar no Programa Manhã Gazeta no dia 23 de março de 2012 e mais informações sobre as flores tropicais:

Acho as helicônias a cara do Brasil e também que elas representam super bem as flores tropicais, por isso vou começar por elas:

Essa jarra linda eu ganhei de uma das minhas melhores amigas, a Pat, de presente de aniversário semana passada e aproveitei para compor esse arranjo com Heliconia psittacorum (helicônia-papagaio, tracoá, caetezinho, planta-papagaio), um arbusto rizomatoso, de textura herbácea, entoucerado, ereto, nativo do Brasil, de 1,5m a 2m de altura. As inflorescências são muito duráveis, curtas, sobre hastes longas, eretas, com brácteas em forma de barco, finas. As de base longas, vermelhas e amareladas, são formadas durante quase o ano todo. Podem ocorrer também espécies de brácteas róseas.

Pode ser cultivada como planta isolada, em grupos ou em renques, sempre a pleno sol. Adora terra fértil e deve ser irrigada periodicamente. É um pouco tolerante ao frio, podendo ser cultivada até no sul do Brasil. Multiplica-se por divisão de touceira, efetuada em qualquer época do ano.

Bastaram 3 hastes para criar esse efeito maravilhoso! (e um vaso firme, pois elas são pesadas…) A heliconia bihai L. “Lobster claw” (no vídeo eu confundi e falei red lobster) (caetê-vermelho, tracoá, pacová-brava, pássaro-de-fogo) também é um arbusto de textura herbácea, rizomatoso e entoucerado, que atinge de 2 a 2m de altura. É originário do Havai e do Brasil.

Essas flores na verdade são inflorescências. Suas flores são branca, pequenas e formadas na primavera-verão. Essa planta pode ser cultivada como planta isolada, em grupos ou em renques, tanto à meia-sombra como a pleno sol. Adora solo mantido umedecido e fértil. Multiplica-se por divisão de touceira, no fim do inverno e na primavera.

 

Esse arranjo também precisa de um vaso forte, firme. Essas lindas inflorescências da Heliconia rostrata (heliconia, caetê, bananeira-do-brejo, bananeira-ornamental, caeté) são formadas quase o ano todo. Esse arbusto rizomatoso, entouceirado e de textura herbácea, é originário da Amazônia peruana e brasileira e atinge de 2 a 3m de altura.

Pode ser cultivado a pleno sol ou a meia-sombra, como planta isolada formando touceira, em grupos eu renques, em terra fértil e irrigada a intervalos. É sensível a baixas temperaturas de inverno. Multiplica-se por divisão de touceira.

Usando essa jarra antiga que foi da minha querida avó Anilú, eu compus esse arranjo com alecrim, folhas de fórmio e Alpinia purpurata (alpínia, gengibre-vermelho): a inflorescência mais comum é a vermelha , mas achei essa rosa muito linda! A alpinia também é uma planta herbácea, rizomatosa e entouceirada, originária das Ilhas dos Mares do Sul. Ela atinge de 1,5 a 2m de altura. Essas inflorescências são terminais, espigadas, com numerosas flores brancas, pequenas, com brácteas em forma de barco, vermelhas ou rosas, vistosas e se formam quase o ano todo.

É cultivada como planta isolada, em grupos ou renques, em canteiros de terra fértil e mantidos umedecidos. É muito sensível ao frio, não sendo indicada para o sul do Brasil.

Multiplica-se facilmente por divisão de touceira ou pelas numerosas mudas que surgem nas brácteas da inflorescência após o florescimento.

E com alguns galhos de eucalipto e apenas 4 hastes de Etlingera elatior (bastão-do-imperador, gengibre-tochas, flor-da-redenção) eu compus esse arranjo.

O bastão-do-imperador também é uma planta herbácea, rizomatosa, ereta, entouceirada e robusta. Atinge de 2 a 4m de altura e é originária da Indonésia. Suas inflorescências são grandes, sustentadas por hastes grossas, de cerca de 1 a 1,5m de altura, de forma cônico-piramidal, com escamas verdes e brácteas vermelho-rosadas, cerosas, com flores também vermelhas com lábio amarelo. Ocorre uma variedade de inflorescência róseas.

Essa planta pode ser cultivada isoladamente, em grupos ou renques, preferindo locais úmidos, em solos férteis. Essa espécie é muito sensível ao frio, sendo indicada para cultivo nos trópicos. Multiplica-se por sementes e por divisão de touceira em qualquer época do ano.

Pena que a flor, uma Nelumbo nucifera (flor-de-lótus, lótus-da-índia, lótus-sagrado) ainda não abriu… E esse “chuveirinho” é o fruto, que tem sementes comestíveis.

A flor-de-lótus é uma planta herbácea aquática e emersa, de rizomas tuberosos. É originária da Índia, Japão, Filipinas e Austrália. Suas folhas são grandes, decíduas, com pecíolo longo, leitoso e espinhento. As flores são grandes, vistosas, cor-de-rosa ou brancas, perfumadas e são formadas durante o verão. É cultivada a pleno sol, em tanques e lagos onde os rizomas embutem-se no lodo. Durante o inverno a planta desaparece, permanecendo apenas os frutos.

No budismo a planta simboliza a vida eterna. É mais cultivada na região sul do país, onde o clima mais ameno a torna mais florífera. Multiplica-se por sementes e rizomas.

Com uns galhos de dracena e 3 hastes de Zingiber spectabile (gengibre-magnífico), consegui um arranjo de efeito!

Essa planta é uma herbácea rizomatosa, ereta, robusta e entouceirada. Originária da Malásia e atinge de 1,5 a 2m de altura, com hastes mais ou menos eretas, semelhantes a cana. Suas folhas são alongadas e aveludadas na face inferior.

As inflorescências são espigadas, cilíndricas, formadas no verão, sustentadas por hastes eretas de 40 a 50cm de comprimento, originadas diretamente do rizoma. São constituídas de brácteas que passam da cor amarela para vermelho com a idade, contendo flores branco-amareladas. O conjunto lembra um abacaxi (ananás).

Essa planta é cultivada isoladamente, em conjuntos ou renques, em canteiros de terra fértil, a meia-sombra, mantidos sempre úmidos. Ela não tolera o frio. Multiplica-se com facilidade por divisão de touceira em qualquer época do ano.

E para terminar, criei com alguns galhos de manjericão da horta e algumas hastes de Sanchezia nobilis (sanquésia) esse arranjo.

A sanquésia é um arbusto semi-lenhoso, grande (atinge de 3 a 4m de altura), originário do Equador. Suas folhas são essas grande nas pontas do vaso. São muito ornamentais. As inflorescências terminais são longas, com diversas flores de corola tubular amarela e brácteas vermelhas, formadas durante quase o ano todo.

É cultivada a pleno sol, como planta isolada, em conjuntos ou como renques podados a intervalos. As flores são muito visitadas por beija-flores. Não tolera as baixas temperaturas do inverno.

Multiplica-se facilmente por estacas, principalmente se cortadas logo após um intenso florescimento e deixadas enraizar em ambiente protegidos (estufas).

Para assistir ao programa onde apresentei esses arranjos acesse: Arranjos com flores tropicais

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

 

Se você quiser que eu crie arranjos de flores para enfeitar a sua casa ou evento, entre em contato comigo pelo falecom@nofigueiredo.com.br

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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As flores do verão

As flores do verão

Aqui no Brasil somos muito privilegiados! Temos flores o ano inteiro! E é claro que no verão também! Confira agora as flores que estavam no programa Manhã Gazeta, dia 24 de janeiro de 2012:

Curcuma alismatifolia (curcuma ou açafrão-da-cochinchina)

Essa linda e exótica planta é herbácea, ereta, rizomatosa e pouco entouceirada. É originária da Cochinchina e atinge de 40 a 60cm de altura. Tanto sua folhagem como seus florescimentos são muito decorativos. Suas folhas são marcadas por nervuras paralelas, lisas, de cor verde azulada com uma faixa arroxeada ao longo da nervura central.

O que achamos que é a flor, na verdade são as brácteas (folhas modificadas) rósea-lilas, que protegem as pequenas flores de cor lilás, formadas durante os meses do verão.

As flores são muito utilizadas como flor de corte. No jardim fica ótimo formando maciços em canteiros a pleno sol ou a meia-sombra, bem estercados e irrigados com frequência. Não gosta de geadas. Multiplica-se por rizomas, separados no inverno e plantados na primavera.

 

Globba winittii (globa-roxa)

Essa planta também é herbácea, rizomatosa, perene, ereta e de florescimento decorativo. É originária da Tailândia e atinge de 60cm a 1m de altura. Suas folhas são dispostas em duas séries ao longo das hastes e são pilosas na face de baixo. No inverno elas desaparecem.

Suas inflorescências são pendentes ou recurvadas, envolvidas por brácteas longitudinais rosa-arroxeadas. As flores são pequeninas e aparecem solitárias ou em grupos, de cor amarela. São formadas no fim do verão.

Pode ser cultivada em vasos mantidos em locais protegidos ou em canteiros ou bordaduras a meia-sombra, com solo rico em matéria orgânica e mantido sempre úmido. Não tolera geadas, apesar de sobreviver ao inverno através dos rizomas. Multiplica-se por divisão da planta adulta, cada divisão com o respectivo rizoma, no fim do inverno e começo da primavera.

 

Tillandsia cyanea (tilândsia-azul ou tilândsia)

Mais uma planta herbácea, perene, epífita, rizomatosa e de florescimento muito ornamental. Essa é das Américas, originária do Equador e atinge de 20 a 25cm de altura. Suas folhas formam um desenho de rosa na base, chamado de roseta basal. São lineares, acanaladas e marrom-arroxeadas na base.

Mais uma flor que não é flor! Sua inflorescência é ereta, fica acima da folhagem, e tem a forma de uma espiga achatada ou um remo. É larga, com brácteas róseas dispostas em leque característico e flores numerosas sucessivas azul-violetas, formadas na primavera-outono.

Deve ser cultivada em vasos preenchidos com fibra de coco e húmus e mantidos em local protegido, com tolerância para lugares abertos, evitando o sol direto. Multiplica-se por sementes postas para germinação em local protegido, bem como por divisão da planta quando aparecem brotações laterais.

 

Ixora chinensis (ixora, ixora-chinesa, ixora-vermelha)

Esse arbusto tem a textura lenhosa é ereto, muito ramificado e de ramagem densa e reclinada. É originário da China e Malásia e atinge de 1 a 2m de altura, com florescimento muito vistoso. Suas folhas são simples, coriáceas e curtas.

Inflorescências umbeladas terminais, com flores numerosas, vermelhas, vermelho-alaranjadas, róseas ou amarelas, muito visitadas por beija-flores. Formam-se durante quase o ano todo, mas principalmente no verão. Há uma variedade anã (mini-ixora ou ixora anã) de flores vermelhas e amarelas muito utilizadas para forração de canteiros.

É cultivada de maneira isolada e em grupos formando conjuntos ou renques, a pleno sol, em canteiros com boa fertilidade e irrigados periodicamente. É sensível a geadas sendo indicada apenas para as regiões tropicais e subtropicais. Multiplica-se por estacas.

 

Hemerocallis flava (lírio, lírio-de-são-josé, lírio-de-um-dia)

Planta herbácea, rizomatosa, perene e acaule. É originária da Europa e da Ásia e atinge de 40 a 60cm de altura.

Suas inflorescências são eretas, com poucas flores de cor amarela de vários tons, alaranjados, marrons e rosa, simples ou dobradas, formadas durante grande parte do ano, mas principalmente no verão.

Essa planta é muito utilizada como bordadura de canteiros ou formando conjuntos isolados, sempre a pleno sol, com terra rica em matéria orgânica. É tolerante ao frio. Multiplica-se facilmente pela divisão da touceira, colocada em recipiente individual em local protegido.

 

Eustoma grandiflorum (lisianto, genciana-do-prado)

Planta herbácea, bienal, de caule ereto e pouco ramificada. É originária dos Estados Unidos e atinge de 30 a 60cm de altura.

Suas flores são duráveis, grandes, em forma de sino, simples ou dobradas em diversas cores simples ou mistas (brancas, róseas, roxas, vermelhas, etc) e são formadas no final da primavera e no verão.

É cultivada como flor anual, em vasos mantidos em estufas. Muito utilizada como flor de corte. É tolerante a geada e gosta de clima ameno para um bom desenvolvimento. Multiplica-se por sementes, que deverão ser plantadas na primavera.

 

Aster trandescantii (áster, áster-arbustiva, monte-cassino)

Esse arbusto tem textura herbácea, é perene, muito ramificado e florífero. É originário da América do Norte e atinge de 80cm a 1m de altura. Suas folhas são pequenas e lineares.

As inflorescências são muito ramificadas e numerosas, com flores brancas com o centro amarelo, formadas no verão. É utilizado para bordadura ou para a formação de conjuntos isolados em canteiros a pleno sol com solo rico em matéria orgânica e com boa fertilidade. Deve ser irrigado periodicamente. É também muito utlizado como flor de corte e pra a composição de buquês.

Atenção: apesar de ser uma espécie perene, deve ser renovada anualmente para reativar a vegetação.

Pode ser multiplicada por sementes e também por estacas cortadas após o florescimento e deixadas enraizar em estufas.

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Pequeno dicionário dos termos utilizados acima:

Herbácea: planta que possui tecidos pouco consistentes.

Lenhosa: planta que possui tecidos espessos e endurecidos, que formam o lenho.

Perene: planta cujo ciclo de vida é indeterminado ou longo.

Anual: planta cujo ciclo de vida ocorre durante uma ou duas estações no ano.

Bienal: planta cujo ciclo de vida se estende por mais de quatro estações do ano.

Ereta: planta que cresce de forma erguida, devido ao caule ereto.

Acaule: que não possui caule.

Entouceirada: planta da mesma espécie constituída de diversos eixos, ou que crescem muito próximas a outras de mesma espécie, formando um conjunto espesso.

Coriácea: folha cuja textura é semelhante à do couro e se quebra facilmente.

Epífita: planta que vive sobre outro vegetal sem prejudicá-lo, usando-o apenas como suporte

Rizoma: caule subterrâneo dotado de reservas, com nós, gemas e escamas. Mais ou menos cilíndrico e cresce lateralmente formando touceira. As plantas rizomatosas podem ser perenes ou passar por um período de repouso. São multiplicadas arrancando-se a touceira e separando-a por partes. Quando passam pelo período de repouso acontece o desaparecimento temporário da parte aérea, voltando depois a brotar. Deve-se fazer a divisão dos rizomas no período de repouso, arrancando-as do solo.

Umbelada: inflorescência em forma de guarda-chuva

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Referências bibliográficas:

Lorenzi, Harri e Souza, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Vilaça, J. Plantas tropicais: guia prático par o novo paisagismo brasileiro. São Paulo, SP: Editora Nobel, 2005.

 

Crédito foto detalhe tillandsiahttp://marvingardensusa.com

Todas as outras fotos: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde paisagismo e decorações florais

 

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Como Cultivar Trepadeiras

Como Cultivar Trepadeiras

Veja agora dicas de cultivo de trepadeiras:

Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores)
Essa trepadeira é uma das minha preferidas, tanto que tenho uma plantada em casa. Olha só que lindo ficou o meu portão! E pela manhã, quando meu marido abre a porta da entrada para buscar o jornal, ele sempre inspira fundo e comenta sobre o perfume do jardim! Ele já começa o dia de ótimo humor ;)!

 

 
Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores) sobre o portão de casa

 

O jasmim é uma trepadeira semi-lenhosa e muito florífera. Possui uma ramagem bem densa e ramificada e fica florido quase que o ano todo. Suas flores exalam um perfume suave e muito agradável. Graças às suas flores, sempre recebemos visitas de beija-flores! Adoro quando eles nos visitam!!! O jasmim deve ser cultivado a pleno sol e é ótimo para revestir pérgolas, cercas, grades e pórticos, por seu crescimento moderado.

 

 

Jasminum azoricum (jasmim-dos-açores) – detalhe das flores

Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa)
Este arbusto de textura semi-lenhosa, é nativo do Brasil, atinge de 2 a 3 m de altura, possui ramos longos, folhagem e floração ornamentais. Existe também uma variação de folhas verdes com manchas amarelas. Suas flores são solitárias, amarelas com cálice vermelho, pendentes, e em forma de lanterna conforme sugere seu nome popular. As flores são formadas durante quase o ano todo e são muito visitadas por beija-flores. É uma planta que tolera o frio.

 

 Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa) – detalhe flor

 

Olha que efeito legal que ela deu nesta escada! Essa foto é do jardim da Escola Móbile que fizemos há alguns anos.A lanterninha pode ser cultivada como planta pendente em jardineiras ou conduzida como trepadeira ao longo de cercas, com a ramagem amparada.

Abutilon magapotamicum (lanterna-chinesa) – na escada da Escola Móbile

Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo)

Essa trepadeira originária da África Ocidental, semi-herbácea, de folhagem e florescimento muito decorativos. Suas folhas são ovaladas, verde-escuras e brilhantes, com nervuras profundas e bem marcadas. As inflorescências são ramificadas e produzem muitas flores de cálice branco inflado e corola expandida vermelha.

A lágrima-de-cristo precisa de suporte para ser conduzida, sendo indicada para revestir caramanchões e pergolados pois produz uma ótima sombra no verão e permite a passagem da luz do sol no inverno. Floresce na primavera e no verão atraindo mamangavas. Ela adora o sol, mas suporta bem meia-sombra.

 

Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo)

Clerodendron x speciosum (coração sangrento)
Esse arbusto escandente de textura semi-herbácea e de florescimento vistoso é o resultado da hibridação do Clerodendron splendens (clerodendro) com Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo) e por isso é muito parecido com o lágrima-de-cristo. O que muda é o formato e a cor de suas flores.

Clerodendron x speciosum (coração sangrento)

Bougainvillea spectabilis
(primavera)
Geralmente é conduzida como trepadeira, amparando-se os ramos pendentes em suportes. É indicado para revestir grades, cercas, muros e pórticos. Normalmente à pleno sol, mas até suporta uma meia-sombra iluminada.

 

A primavera é uma trepadeira lenhosa, espinhenta e de florescimento abundante e espetacular. É originária do Brasil. Suas flores pequenas são envolvidas por 3 brácteas vistosas, simples ou dobradas, e podem ser rosas, brancas, vinho, laranja ou ferrugem.

Bougainvillea spectabilis (primavera) – detalhe flor

Ela pode ser podada e conduzida com arbusto ou arvoreta, como cerca-viva e como trepadeira, enfeitando lindamente pérgolas e caramanchões de estrutura forte.
Bougainvillea spectabilis (primavera)
Bougainvillea spectabilis (primavera)
Adora o sol e solos férteis. Anualmente indica-se podas de formação e de manutenção, visando estimular o florescimento e renovar parte da folhagem.

 

Todas as trepadeiras acima precisam de apoio para serem conduzidas. Elas não grudam no muro. Você deve criar uma espécie de teia de aranha com cabo de varal (aquele de plástico que tem um cabinho de aço dentro) ou com arame galvanizado (para não enferrujar) como na foto abaixo:

E conforme os ramos forem crescendo, você deve ir enrolando-os no arame, até que ela cubra a parede toda e o arame fique “invisível”.

 

Você também pode optar por um tutor ou treliça de metal.

Olha que efeito legal essa treliça de metal como se fosse quadro. Lindo, né?

Usamos muito esse tipo de vaso de 1/2 parede com trepadeira.
Ou uma treliça de bambú…

Se você for plantar sua trepadeira em vaso, escolha um vaso bem alto, pois as trepadeiras possuem raízes profundas e precisam de bastante terra e espaço para crescerem e ficarem bonitas e sadias.

Esse vaso da Anni Verdi tem ainda um segredo… atrás dele tem uma gavetinha que serve para coletar a água que sobra da rega.

Genial, né?!

E para deixar seu vaso com cara jardim, você pode plantar por cima, para dar acabamento, uma forração como a grama preta anã

Ophiopogon japonicus (grama preta anã)

Ophiopogon japonicus (grama preta anã)

 

O clorofito

Chlorophytum comosum (clorofito)

detalhe de vaso com clorofito

ou a hera…
Hedera helix (hera)
Seu terraço ou jardim vai ficar lindo! Você valoriza aquele muro feio, esconde o vizinho chato e ainda traz cor e perfume para a sua casa. Use e abuse das trepadeiras! Boa sorte!

 

Para ver o programa que foi ao ar sobre trepadeiras acesse: Querida o muro sumiu na TV

Fonte: LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

 

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