Adoro quando começo a ver as delicadas flores amarelas do ipê colorindo a cidade e criando tapetes sobre as calçadas!

Tabebuia chrysotricha (ipê amarelo) – foto: Nô Figueiredo

Sabia que a flor do ipê amarelo é considerada a flor nacional do Brasil?

Dizem que é por que além dele estar sempre florido no 7 de setembro, a árvore quando floresce fica desprovida de folhas, formando uma massa amarela que se destaca no verde das nossas matas… Igual à nossa bandeira!

O MAIS COMUM

Existem vários tipos de ipês amarelos. Aqui em São Paulo, o mais comum é a Tabebuia chrysotricha, que atinge de 4 a 10m de altura, cujo tronco varia de 30 a 40cm de diâmetro e floresce durante os meses de agosto e setembro. Segundo Lorenzi, é uma árvore extremamente ornamental, principalmente quando em flor; é a espécie de ipê-amarelo mais cultivada em praças e ruas de nossas cidades. Muito útil para arborização de ruas estreitas e sobre redes elétricas em virtude de seu pequeno porte.

Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida. No início da primavera, entretanto, ela cobre-se inteiramente com sua floração amarela, nos presenteado com um maravilhoso espetáculo! Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.

Tabebuia chrysotricha (ipê amarelo) – foto: Nô Figueiredo

Tabebuia chrysotricha (ipê amarelo) – foto: Nô Figueiredo

 

PARA ÁREAS DEGRADADAS

Há também a Tabebuia ochracea, cuja altura varia de 6 a 14m e apresenta o tronco mais tortuoso de 30 a 50cm de diâmetro. Segundo Lorenzi, seu florescimento exuberante é um belo espetáculo da natureza, que estimula seu emprego no paisagismo em geral; infelizmente seu uso na arborização urbana é bastante escasso até o momento. Como planta adaptada a terrenos secos, é útil para plantios em áreas degradas de preservação permanente.

DA REGIÃO NORTE

No norte do nosso país, a Tabebuia serratifolia, que varia de 8 a 20m de altura e tronco de 60 a 80cm de diâmetro, já vem sendo largamente utilizada nas cidades. Segundo Lorenzi, durante sobrevôo da floresta amazônica ela destaca-se por ser extremamente bela quando florida, sobressaindo do resto da vegetação.

TERRENOS BREJOSOS E ÁREAS CILIARES DEGRADADAS

Nos terrenos brejosos e reflorestamento de áreas ciliares degradadas, a Tabebuia umbrellata é presença indispensável. Com seus 10 a 15m de altura e tronco que varia de 40 a 50cm de diâmetro, é extremamente ornamental e perfeitamente adaptada tanta na mata primária quanto nas formações secundárias.

O MAIS ALTO DE TODOS

E o mais alto de todos os ipês amarelos, o Tabebuia vellosoi, com seus 15 a 25m de altura e 40 a 70cm de diâmetro de tronco, o escolhido por decreto federal como “árvore símbolo do país”, é mais apropriado para arborização de parques e praças.

VALORIZAÇÃO DO IPÊ

O reconhecimento do ipê não vem somente pela exuberância de sua beleza e pela grossura de sua casca, característica que deu origem ao nome – em tupi, ipê significa árvore cascuda. Resistente e durável, a madeira é valorizada para aproveitamento em obras de construção civil e naval. É utilizada como matéria-prima para produção de tacos para assoalho, dormentes, mourões, vigas, eixo de roda de carroçaria, parquê e peças de marcenaria e carpintaria. No entanto, devido à grande procura pelos madereiros, essa condição transformou-se em ameaça à planta.

Tabebuia chrysotricha (ipê amarelo) – foto: Nô Figueiredo

COMO PRESERVAR

Um meio de preservar a espécie tem sido o aproveitamento de seu plantio em praças e em outros lugares públicos, além de preencher margens de ruas e estradas. Com boa tolerância à poluição urbana, a árvore proporciona um bonito efeito decorativo nas cidades. Ainda é recomendada para reflorestamento e reposição de mata ciliar, desde que o terreno não esteja sujeito a inundações.

De tronco levemente tortuoso, com ramos grossos e irregulares e copa arredondada, o ipê pode atingir até 30 metros e altura. As regiões tropicais são o principal ambiente para o cultivo, mas a planta também conta com bom desenvolvimento em áreas de cerrado e caatinga.

COMO CULTIVAR:

INÍCIO – viveiros e lojas de produtos para jardinagem vendem mudas de ipê amarelo. É a opção mais indicada para quem quer cultivar poucas unidades e para os menos experientes em plantio de árvores. As mudas são originadas de sementes, que ficam seis meses em sacos plásticos até a emergência. Com 20 centímetros de altura, ela está pronta para ser cultivada no local definitivo. No entanto, para paisagismo há exemplares mais altos e com desenvolvimento mais vigoroso.

PLANTIO:

O ipê amarelo não deve ser plantado sob o sol diretamente, nem em áreas com geadas, apesar de tolerar temperaturas baixas. Recomenda-se associar seu cultivo com outras plantas, como jequitibá e cedro. Ambientes mais adequados para o plantio são locais baixos, com solos úmidos, profundos, boa drenagem e textura argilosa.

BERÇOS (ANTIGAS COVAS)

As medidas dependem do tamanho da muda. O mínimo indicado é 20 x 20 x 20 centímetros, porém as covas podem ser abertas 40 x 40 x 40 centímetros no caso de plantas mais altas. Deixe espaçamento de 3 x 3 metros entre linhas. Em alamedas, ou à margem do caminho de entrada da propriedade rural, a distância deve ser aumentada para 5 x 5 metros.

REPRODUÇÃO

O processo de reprodução inicia-se quando a árvore atinge três anos de idade. Como é uma espécie hermafrodita, o ipê amarelo necessita de um agente polinizador para se reproduzir. O vento e a abelha mamangava são os principais responsáveis pela dispersão do pólen das flores.

USO

Sem comprovação científica, o ipê da espécie Tabebuia alba é usado como remédio caseiro em algumas regiões do país, sobretudo no Nordeste. A entrecasca do caule serve para tratar gripes, resfriados e tem efeito diurético; a casca ajuda no combate à inflamações. Embora pouco difundido, até as flores podem ser consumidas cruas ou cozidas em saladas, caso a árvore não tenha sido tratada com agrotóxicos.

PODA

É necessário fazer podas no inverno. Faça de limpeza para evitar nós entre os galhos e o surgimento de brotos no tronco, cujo desenvolvimento concorre com o crescimento da planta. Aplicação de podas de condução é boa para manter a árvore com porte menor.

 

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. vol. 1. 4a edição. Nova odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

 

Sites consultados:

Revista Globo Rural

Jardim de Flores

 

Linda demais essa árvore, né? Sou apaixonada por ela!

 

 

Gostou do post? Do site? Conecte-se com a natureza curtindo e compartilhando meus posts e vídeos nas redes sociais! Eu te agradeço!

 

Beijos floridos de gratidão,
Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
Conexão com a natureza