Cada vez que eu vejo uma árvore florida na calçada eu fico emocionada!

 
Tabebuia chrysotricha (ipê amarelo): Olha só esse ipê amarelo, que lindo!
Imagine a luta diária que a árvore da calçada tem que travar por sua sobrevivência!
Suas raízes ficam compactadas num solo infértil e apertado e ainda precisam dividir esse espaço com os canos de água, gás e esgoto, com as fundações das casas e prédios e até da própria rua. As raízes ainda sofrem como o excesso das águas contaminadas das chuvas ou ficam ressecadas por falta de água. Em ambos os casos, a capacidade de fornecer nutrientes essenciais para o desenvolvimento da árvore fica seriamente prejudicado.
Seus troncos são entalhados pelos pára-choques dos automóveis, correntes de bicicletas e muita vezes pelas próprias grades instaladas para protegê-las do vandalismo.Olha só a situação desta raíz… Essa árvore nunca deveria ter sido plantada nessa calçada…
Seus galhos ficam presos num emaranhado de fios e cabos de eletricidade, telefone, tv a cabo e ainda são podados de qualquer jeito descaracterizando a forma de suas copas pelos ônibus e caminhões ou até mesmo pelo pessoal da prefeitura ou da Eletropaulo para que eles não atrapalhem a transmissão dos sinais… E esse tronco??? A árvore cresceu, esqueceram de tirar a grade de proteção e ela acabou incorporando a grade…

Suas folhas e cascas são tostadas pelo calor refletido pelo calçamento e pelos muros ou então condenados a uma sombraperpétua pelos edifícios adjacentes. E essa poda ridícula? Parece que abriram a árvore ao meio… Que dó… A árvore da calçada é uma heroína urbana, sua floração é um verdadeiro milagre da natureza!

Referência bibliografica:
SPIRN, Anne Whiston, 1947. O Jardim de Granito: A Natureza no Desenho da Cidade. Tradução de Paulo Renato Mesquita Pellegrino. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1995.

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Beijos floridos de gratidão,
Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
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