Plantas de Sol

Quer saber sobre plantas que gostam de sol? Aqui tem várias sugestões com dicas de cultivo

Como Cultivar Congéia

Como Cultivar Congéia

Você já reparou numa planta que parece uma nuvem cor-de-rosa? Um mar cor-de-rosa? Um algodão doce cor-de-rosa?

É a Congea tomentosa, conhecida popularmente por congéia ou côngea, trepadeira originária da Índia e Malásia, lenhosa, muito vigorosa, com folhas elíptico-ovaladas, ramagem numerosa e densa.

No final do inverno e na primavera, quando os ramos estão desprovidos de folhas, aparecem muitas flores de cor branca, pequenas e quase imperceptíveis. Seu charme está nas suas brácteas rosa-arroxeadas que formam uma massa densa, durável e espetacular.

Essa trepadeira é ótima para revestir caramanchões, grades e cercas, sempre à pleno sol.

Ela tolera podas de contenção, mas é sensível a geadas, sendo indicada apenas para cultivo nos trópicos e subtrópicos.

A multiplicação é feita por alporques ou estacas preparadas após o florescimento e deixadas enraizar em local protegido.

Linda demais, né? Fico imaginado como deve ser acordar e dar de cara com ela… imaginando quem mora naquela casa azul onde ela reveste a garagem… Acordar de manhã, abrir a janela e ver aquele mar cor-de-rosa… Impossível acordar de mau humor! 😉

 

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde
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Gerânios: dicas de cultivo e solução de problemas

Gerânios: dicas de cultivo e solução de problemas

Os gerânios são originários da África e prosperam melhor em locais com temperatura mais amena. Precisam de muita luz e água em abundância. Certifique-se que o vaso ou jardineira tenha uma boa drenagem para que a água não fique empoçada no fundo e apodreça as raízes. Não borrife água nas folhas, pois os gerânios gostam de atmosfera seca.

Suas floradas maravilhosas acontecem na primavera e verão. Depois da floração, pode os galhos pela metade para estimular o crescimento de novas flores. Se a sua planta estiver em vaso ou jardineira, replante-a a cada primavera ou verão. Multiplicam-se facilmente por estacas, principalmente se cortadas no período que antecede a primavera e postas a enraizar em local protegido (estufa).

Os gerânios são sensíveis e podem sofrer ataques de pragas e doenças. O que fazer:

  • Se seu gerânio tiver folhagem abundante, mas poucas flores?

Pode ser que você esteja adubando demais. Suspenda a adubação por um tempo e depois volte a adubar com adubo menos rico em nitrogênio.

  • Se a folhagem estiver retorcida e os brotos aparecerem ao nível do solo?

Provavelmente é algum doença provocada por bactérias. Infelizmente não tem cura. Destrua-a e não a utilize para tirar novas mudas.

  • Se os ramos forem muito longos e houver muita distância entre as folhas?

A luminosidade não está sendo suficiente. Mude a sua planta para um local mais iluminado, de preferência do lado de fora da casa onde ela poderá receber sol direto.

  • Se a base do caule estiver escura, apodrecida?

Provavelmente é alguma doença provocada por fungos, que está associada ao excesso de água e às temperaturas baixas. Infelizmente não tem cura. Destrua-a e não a utilize para tirar novas mudas.

  • Se insetinhos brancos voarem da planta quando ela é tocada?

Esses insetinhos são moscas brancas que podem comprometer a saúde da sua planta. Use óleo de neem ou algum outro inseticida. Atenção: aplique o óleo de neem ou inseticida sempre no final do dia.

  • Se as folhas mais baixas ficarem amareladas, com manchas marrons?

A planta está indicando que precisa de mais água. O solo deve estar excessivamente seco. Regue com mais regularidade e mantenha boas condições de ventilação.

  • Se aparecerem manchas arredondadas de cor amarelo-pálidas?

E depois de manchadas as folhas começarem a ficar retorcidas é sinal de que sua planta foi atacada por vírus. Infelizmente também não há cura para ela. Destrua-a.

  • Se a folhagem e os caules ficarem avermelhados?

Provavelmente é consequência de quedas acentuadas de temperatura durante a noite. O ideal é mudar o vaso para um local mais protegido e quente.

 

Assista ao programa sobre gerânios no quadro Dicas de Jardinagem no canal Rural:

 

Todas as fotos foram tiradas por mim, Nô Figueiredo, durante a gravação do programa Arte Brasil (canal Rural) dia 15 de março de 2012 no Paraíso das Plantas.

 

Referências bibliográfica:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
Minhas plantas: jardinagem prática, combate às pragas, idéias e decoração, plantas medicinais. São Paulo, SP: Editora Abril, 1980.

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Como Cultivar Gerânio – Canal Rural

Como Cultivar Gerânio – Canal Rural

Confira as dicas da paisagista Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde para o quadro Dicas de Jardinagem do programa Arte Brasil com Rogério Chiaravalli do canal Rural:

 

Este programa foi gravado no Paraíso das Plantas em 15 de março de 2012 e foi ao ar em 8 de junho de 2012.

Para mais dicas de cultivo de gerânios, acesse: Gerânios 

 

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Cultivo de Rosas

Cultivo de Rosas

As rosas adoram locais ensolarados e bem arejados. Para florescer bem e praticamente o ano todo, a roseira precisa de sol pleno, ou seja, pelo menos de 6 a 7 horas diárias de luz solar direta e que o local seja arejado, para evitar a o surgimento de fungos nas folhas e flores, especialmente em regiões chuvosas.

As roseiras desenvolvem-se bem em qualquer tipo de solo, mas preferem uma terra mais para argilosa e com boa drenagem. E elas adoram solo rico em húmus. Quanto ao pH, o índice ideal situa-se entre 6,5 e 7 (neutro). Em lojas de produtos para jardinagem, é possível adquirir kits para medir o pH do solo. Aprenda como MEDIR pH do SOLO.

Se for necessário fazer a correção do pH, adicione 150g de calcário dolomítico por m2 de canteiro para elevar em 1 ponto o índice de pH; e para diminuir em 1 ponto o pH adicione 150g de sulfato de ferro por m2.

 

COMO PLANTAR ROSAS

Uma semana antes de plantar as mudas, cave bem a terra até uns 40 cm de profundidade. Para cada m2 de canteiro, incorpore uma mistura de 15 Kg de esterco curtido de gado e 200g de farinha de ossos.

O espaçamento entre as mudas vai depender do tipo de roseira que for ser plantada:
· arbustivas: 1 metro entre as mudas
· trepadeiras: de 1 a 2 metros entre as mudas
· cercas-vivas: 50 a 80 cm entre as mudas
· híbridas-de-chá e sempre-floridas: 50 cm entre as mudas
· miniaturas: 20 a 30 cm entre as mudas
· rasteiras: 30 cm entre as mudas

O plantio de mudas “envasadas” (normalmente vendidas em sacos plásticos), pode ser feito em qualquer época do ano, mas é preferível evitar os meses mais quentes do ano. Já para o plantio com mudas chamadas de “raiz nua”, o período mais indicado vai da segunda metade do outono à primeira metade da primavera.

 

COMO REGAR ROSAS

Nos meses muito quentes, proteja as mudas recém plantadas, durante 15 ou 20 dias com ramos de folhagem. Regue-as diariamente, de preferência no fim da tarde, até o início da floração.

Depois, regue apenas nos dias quentes. Roseira não gosta muito de água. O solo deve estar ligeiramente úmido, mas não encharcado. Mantenha a terra do canteiro sempre fofa e livre de mato. Se tiver disponível grama seca cortada do jardim, faça uma cobertura do solo com ela. Ajudará a manter a terra úmida e solta. Importante: Logo que surgirem as primeiras folhas faça aplicações de fungicida, pois nesse período o ataque das doenças é mais severo.

 

 

PODA

PODA ANUAL:
Anualmente as roseiras deverão ser bem podadas, de preferência no inverno (Junho, Julho ou Agosto). Corte as hastes deixando de 4 a 5 gemas em cada uma. É através das gemas que a roseira brota novamente. Roseiras trepadeiras devem ser podadas no máximo de 1/3 da rama. Ex: Um galho de 3 m perde 1 m. Em seguida conduza a haste para a posição que desejar. Formações de hastes em arcos favorecem a brotação e aumentarão a floração.

PODA DE LIMPEZA:
Livre suas roseiras das flores murchas, durante todo ano, cortando-as com 3 a 4 folhas. Essa limpeza impede a formação de sementes garantindo maior quantidade de flores.

 

ADUBAÇÃO DE ROSAS

Deve-se fazer de 2 a 3 adubações anuais: a primeira logo após a poda anual (entre julho e agosto); a segunda entre novembro e dezembro e a terceira entre os meses de janeiro e fevereiro. A melhor adubação é a orgânica, baseada em esterco animal, composto orgânico, farinha de ossos e torta de mamona. As quantidades, para cada metro quadrado de canteiro, são as seguintes:

· 20 litros de esterco curtido ou 2 Kg de composto orgânico
· 200g de farinha de ossos
· 100g de torta de mamona
Espalhe a mistura em volta das plantas e incorpore-a ao solo.

COMO COLHER ROSAS

Em roseiras novas, corte as primeiras rosas com hastes bem curtas e as subseqüentes com hastes um pouco mais longas. Em plantas formadas, as hastes podem ser cortadas até 2/3 do comprimento do galho. Ex: de um galho de 90 cm corta-se uma haste de 60 cm.

 

Saiba mais sobre ROSAS

 

 

Site consultado: www.roselandia.com.br

Fotos: Nô Figueiredo

 

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Como Cultivar Poinsétia ou Bico de Papagaio – Canal Rural

Como Cultivar Poinsétia ou Bico de Papagaio – Canal Rural

Assista à minha participação no Especial de Natal do programa Arte Brasil do Rogério Chiaravalli no canal rural, onde explico por que o bico-de-papagaio é considerado a “flor” do Natal:

Esta participação foi ao ar dia 23 de dezembro de 2011.

Veja mais sobre BICO DE PAPAGAIO

Para saber mais sobre o programa Arte Brasil acesse: Programa Arte Brasil

As plantas foram gentilmente cedidas pelas meninas do “Flores na Varanda”, um espaço delicioso na Vila Romana, onde você pode tomar um café acompanhado de um bolo caseiro e ainda comprar flores!

Lá tem ainda delicioso brunch nos finais de semana, almoço com quiches e saladas e aos sábados música ao vivo! Entre no site do Flores na Varanda: www.floresnavaranda.com.br e descubra esse oasis em São Paulo!

O Flores na Varanda fica na rua Camilo, 455 na Vila Romana. Tel 3675-8486 e 3675-8485.

 

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Como Cultivar Bico de Papagaio

Como Cultivar Bico de Papagaio

O bico-de-papagaio, poinsétia ou Euphorbia pulcherrima, é nativo do México e cresce rapidamente nos climas quentes atingindo até 3m de altura em uma única temporada, formando um arbusto comprido, meio desajeitado, perene e lenhoso. Em lugares onde o inverno é mais rigoroso, suas folhas podem ser decíduas. Suas folhas são ásperas e medem de 10 a 20cm. É muito apreciado não pelas suas verdadeiras flores, que são minúsculas protuberâncias verde-amareladas na forma de cálices nas pontas dos galhos adultos, mas por suas grandes brácteas coloridas, que chegam a 30cm de largura e são formadas no inverno. As mais comuns são as de brácteas vermelhas, mas elas também podem ser rosadas, brancas e mescladas.

História: No México, os astecas consideravam o bico-de-papagaio como símbolo de pureza e chamavam-no de cuetlaxachitil e o utilizavam para a produção de tintas usadas em cosméticos ou tingimento de tecidos; com a seiva, produziam medicamentos contra a febre; as brácteas brancas são atualmente empregadas na produção de cremes depilatórios.

Do México ela foi levada para a Europa e no século XVII passou a ser usada como flor natalina, uma vez que ela floresce no inverno (época do Natal Europeu) e a forma das suas brácteas lembra a estrela de Belém.

O nome ponsétia é derivado de J.R. Poinsett (1779-1851), primeiro embaixador americano que serviu no México e que foi o responsável pela introdução e disseminação desta planta nos Estados Unidos. Em homenagem a ele essa planta passou a ser conhecida por poinsétia tanto nos Estados Unidos como na Europa. Os floricultores das Escandinávia e Estados Unidos foram os responsáveis pela criação de cultivares mais adaptados à decoração doméstica.

Aqui no Brasil, como o natal acontece no verão, os produtores que comercializam essas plantas forçam seu florescimento nesta época do ano manipulando fatores como noite artificial, temperatura e fertilizantes.

Utilização: Essas plantas são ótimas para a formação de renques, conjuntos ou plantadas isoladas, podendo ser podadas para formar uma ramagem mais compacta. Elas gostam de sol direto, noites longas e solo rico em matéria orgânica, úmido, bem drenado e ligeiramente ácido. Mas como são plantas tropicais que não gostam de geada. Multiplicam-se facilmente por estaquia, preparadas no final do inverno.

Em plantas mantidas no interior, as plantas de brácteas vermelhas mantêm-se como tal por umas 6 semanas enquanto que as com as brácteas brancas duram uns 2 meses.

Dica: se desejar muitas brácteas de tamanho médio, estimule o crescimento dos galhos cortando a ponta dos caules a cada dois meses até meados de fevereiro. Se quiser brácteas maiores, mas em menor quantidade, limite o número de caules. Na primavera de cada ano, pode as plantas a 15cm do solo para que nasça uma folhagem inteiramente nova.

Curiosidades: O gênero Euphorbia, com cerca de 2 mil espécies, recebeu este nome em homenagem a Euphorbus, médico grego do rei Juba II (52 a.C. a 23 d.C.) da Numíbia (hoje Argélia), que tratou uma doença do monarca com uma planta suculenta, denominada pelo rei de Euphorbia, nome depois mantido por Lineu.

As Euphorbias, são uma das poucas plantas que conseguem conservar por muito tempo suas flores em boas condições e o bico-de-papagaio é um belo exemplo disso.

Cuidado/atenção: seu látex (aquele leite) que sai do caule é tóxico! É importante tomar cuidado para que crianças não mastiguem partes desta planta, nem brinquem com seu látex. E se animais apresentarem sinais de mal-estar, é melhor procurar um veterinário.

 

Veja minha participação no programa Arte Brasil 

 

Referências bibliográficas:

Lorenzi, Harri e Souza, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição – Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Felippe, Gil. Venenosas: plantas que matam também curam/Gil Felippe; Maria Cecília Tomasi (aquarelas) – São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2009.

Smith, Jean Irwin. Árvores ornamentais na cidade de São Paulo. 1a edição – São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2000.

Enciclopédia de Plantas e Flores. São Paulo: Editora Abril Cultural, 1977.

Texto e fotos: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde paisagismo, decoração floral e design ambiental.

 

 

 

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