Plantas com Flor

Procurando plantas com flores? Aqui você encontra várias dicas de cultivo e sugestões de plantas com lindas flores

Dicas de Cultivo de Manacá da Serra anão

Dicas de Cultivo de Manacá da Serra anão

Você reparou como o nosso inverno é florido? Já parou para olhar esses arbustos que enfeitam as nossas ruas?

Tibouchina mutabilis “Nana” (manacá da serra anão) – foto: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

As flores são solitárias ou agrupadas na extremidade da ramagem e são mutáveis, de início brancas, depois rosa-claras e finalmente rosa-escuras e são formadas no inverno. A forma arbórea normal, ao contrário, floresce no verão.

Tibouchina mutabilis “Nana” (manacá da serra anão) – foto: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Tibouchina mutabilis “Nana” (manacá da serra anão) – foto: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Tibouchina mutabilis “Nana” (manacá da serra anão) – foto: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

 

Segundo o “mestre” Lorenzi o manacá-da-serra-anão é uma árvore de porte variável, muito ramificada, de florescimento vistoso de 2 a 4m de altura e nativa do Brasil (aqui estamos considerando apenas a forma arbustiva adquirida após a multiplicação vegetativa, que não ultrapassa os 3m de altura e floresce com menos de 50cm).

Tibouchina mutabilis “Nana” (manacá da serra anão) – foto: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

 

Pode ser cultivado isoladamente ou em grupos, formando conjuntos e renques.

A forma anã é multiplicada por alporques e também por multiplicação das estacas-ponteiro.

Tibouchina mutabilis “Nana” (manacá da serra anão) – foto: Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

Nos países frios, durante esse período de repouso vegetativo (o inverno) a maioria das árvores perde suas folhas e a paisagem fica muito triste. Parece que as árvores morreram… Ficam só os troncos pelados e os pinheiros cobertos de neve…

Aqui no Brasil somos muito abençoados. A maioria das árvores mantem suas folhas no inverno e algumas ainda nos presenteiam com maravilhosas floradas!

 

Admire os manacás do seu caminho… São presentes divinos e maravilhosos da Mãe Natureza!

 

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

 


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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Como Cultivar Ipê Rosa

Como Cultivar Ipê Rosa

Quando estiver andando ou dirigindo, olhe para cima e deleite seus olhos com essas árvores maravilhosas!

Ipê Rosa (Tabebuia heptaphylla) – foto: Nô Figueiredo

 
Ipê Rosa (Tabebuia heptaphylla) – foto: Nô Figueiredo
Ipê Rosa (Tabebuia heptaphylla) – foto: Nô Figueiredo

 

Os magníficos exemplares acima são os famosos ipês rosas conhecidos cientificamente como Tabebuia heptaphylla e são muito utilizados na arborização de ruas e avenidas. São indicados para praças e canteiros centrais, pois atingem de 10 a 20m de altura.

 

Além de lindos, sua madeira é duríssima, resistente e indefinidamente durável sob quaisquer condições.

 

E ainda são nativos brasileiros, obras primas da nossa mata atlântica!

 

São também muito utilizados para reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.

 

Referência Bibliográfica:
LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, vol. 1, 4ª edição

 

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Tulipas: dicas e curiosidades

Tulipas: dicas e curiosidades

Essas lindas plantas perenes e bulbíferas atingem entre 60 a 90cm de altura e podem ser amarelas, vermelhas, rosas, brancas, roxas… São cultivadas em maciços densos ou em bordaduras, sempre à pleno sol. Também são comercializadas em vasos.

Nô Figueiredo e as tulipas de Ottawa, Canadá*

Como são plantas originárias de regiões frias, que necessitam de um longo e rigoroso inverno para se renovar, aqui no Brasil são plantados apenas bulbos importados e já climatizados, pois no nosso clima elas não produzem novos bulbos.

 

DICAS:

Quando for comprar um tulipa, procure uma que esteja com os botões ainda fechados.

Coloque o vaso num  local bem fresco, longe da luz solar direta e regue-o com um pouco de água todos os dias. Pode colocar um cubo de gelo sobre a terra diariamente, tomando cuidado para o gelo não tocar a planta e queimá-la.

Eu gosto mesmo é de colocar o vaso dentro da geladeira à noite e retirá-lo pela manhã. As flores duram muito mais tempo! Mas precisa ter espaço na geladeira ou ser apaixonada por elas como eu, né? ;)

 

CURIOSIDADES:

Conta a lenda que um viajante holandês estava viajando pela Turquia quando viu tulipas crescendo no mato. Apontando para a planta, perguntou para um fazendeiro de turbante o nome da flor. Achando que o visitante estivesse admirando seu acessório de cabeça, o fazendeiro respondeu “tulipand” – turbante. O viajante anotou o nome e só mais tarde descobriu que a flor na verdade era chamada de laâle. Mas aí já era tarde… O nome tulipa já tinha caído na boca do povo!

 

As tulipas são originárias das montanhas Tien-Shan e Pamir-Alai na Ásia Central e depois se espalharam para a China e Mongólia. Mil anos antes dos holandeses descobrirem e se apaixonarem pelas tulipas, elas já enfeitavam os jardins turcos.

 

Hoje é considerada a flor da Holanda, tanto que elas ocupam mais de 10 mil hectares, representando um ramo que exporta 60% das flores de corte do mundo e cerca de 10 bilhões de bulbos por ano!

 

Os holandeses são tão alucinados com essas flores, que por volta de 1.637, período que foi chamado de A Febre das Tulipas, um bulbo era comercializado por 6.700 florins, o equivalente a uma casa com jardim num bom canal de Amsterdam, 50 vezes a renda anual média de um cidadão holandês!

 

Impossível ficar indiferente à beleza dessas jóias da natureza!

 

Veja mais sobre TULIPAS.

 

 

Referências bibliográficas:LORENZI, Harri et SOUZA, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª edição. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2001.

LAWS, Bill. 50 Plantas que Mudaram o Ruma da História. (tradução Ivo Korytowski). Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

 

* Essa foto foi tirada na época que morei no Canadá e fui visitar a capital, Ottawa, que possui lindos campos de tulipas de bulbos que foram presenteados pela família real holandesa como sinal de gratidão por ter sido bem recebida durante a 2a Guerra Mundial. E todos os anos ela envia outros 20 mil bulbos aos canadenses.

 

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Será que pousaram duas borboletas nessa flor?

Será que pousaram duas borboletas nessa flor?

Sou apaixonada por essa bromélia! Sim, ela é pink e azul. Não, eu não pintei a flor, ela é assim mesmo! Linda, né?

Tillandsia cyanea – foto: Nô Figueiredo

Ela é popularmente conhecida por tilândsia-azul ou tilândsia, e seu nome científico é Tillandsia cyanea. É uma planta herbácea, perene, epífita e rizomatosa, de florescimento muito ornamental, de 20 a 25cm de altura. Originária do Equador.

Essa parte pink é chamada de inflorescência. Ela é ereta, fica acima das folhagens e tem formato de espiga achatada ou remo. Suas brácteas róseas são dispostas em leque e as flores, azuis violetas, são numerosas, sucessivas e vão da base para o topo. São formadas na primavera e no outono. Quando acabarem as flores e a inflorescência pink secar, pode-a na base.

Tillandsia cyanea – foto: Nô Figueiredo

Ela pode ser cultivada em vasos ou canteiros, com substrato preenchido com fibra de xaxim ou coco e húmus de minhoca. Gosta de locais mais protegidos e não gosta de sol direto.

 

Para multiplicá-las pode se usar sementes, que devem ser postas para germinar em locais protegidos, bem como por divisão da planta quando forma divisões laterais.

 

Veja mais sobre TILÂNDSIA.

 

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri et SOUZA, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª edição. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2001.

 

 

 

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Trapoeraba ou santa luzia

Trapoeraba ou santa luzia

Quem me conhece sabe que sou meio maluca, pois ando na rua olhando para cima, para ver a copa das árvores. Para baixo, para ver ver as plantas rasteiras. E para frente, para ver os arbustos e não bater a cara num poste…

Hoje eu estava andando a pé quando reparei numa florzinha azul que nascia do lado de fora do canteiro de uma calçada. Estava na cara que ninguém tinha plantado ela lá de propósito. Só pode ter sido obra dos pássaros, do vento… Não resisti e parei para fotografar. Olha que gracinha!

Commelina erecta (trapoeraba, andaca ou santa-luzia) – foto: Nô Figueiredo

Fiquei encantada com ela. Assim que cheguei no meu escritório, catei o livro do Lorenzi e comecei a procurar mais informações sobre ela. Descobri que ela se chama: Commelina erecta, também conhecida como trapoeraba, andaca ou santa-luzia.

Essa planta é nativa da América Tropical, inclusive do nosso querido Brasil. É uma planta herbácea, perene (que nunca morre), semi-ereta, com caule suculento e glabro (sem pelos). Seu enraizamento se dá pelos nós em contato com o solo. Ela pode atingir de 30 a 50cm de altura e é muito decorativa. Tanto a folhagem como seu florescimento.

Commelina erecta (trapoeraba, andaca ou santa-luzia) – foto: Nô Figueiredo

Suas flores são solitárias ou em grupos de 2 ou 3, com pétalas azuis muito lindas que se abrem pela manhã durante os meses da primavera e verão.

Indicada para formação de conjuntos e renques a pleno sol ou a meia sombra, em solo rico de matéria orgânica e bem suprido de umidade.

Apesar de sua origem tropical suporta o frio moderado dos subtrópicos.

Sua multiplicação é muito fácil e pode ser por estaca ou sementes. Só tomar cuidado pois ela pode acabar se multiplicando tanto e tomar conta do jardim!

Da próxima vez que você andar pela rua, preste atenção nas plantas que estiverem no seu caminho. Tenho certeza de que você irá ficar surpreendido com as pérolas que existem nas calçadas!

 

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri et SOUZA, Hermes Moreira de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª edição. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2001.

 

 

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Dicas de Cultivo de Medinila magnífica

Dicas de Cultivo de Medinila magnífica

Uma planta que nos presenteia com uma floração tão linda só poderia ter recebido esse nome: Medinilla magnifica!

Popularmente é conhecida por medinila e  uva-rosa. Eu acho que deveria ser conhecida por Magnífica! E você?

Este arbusto semi-lenhoso, com ramos quadrangulares e florescimento vistoso é originário das Filipinas e de Java. É considerado raro e exótico e seu porte varia de 80cm a 2m de altura, sendo seu crescimento lento.

Suas inflorescências que parecem cachos de uvas, possuem hastes róseas, simples, longas, pendentes, com brácteas grandes, permanentes, róseas, muito vistosas, com numerosas flores também róseas, podem atingir até 30cm de comprimento, e aparecem na primavera e no verão.

 

Preferências:

Meia-sombra

Mínimo 4 horas de luminosidade indireta por dia

Solo com bastante matéria orgânica e mantido sempre úmido

Não gosta de sol direto, frio intenso nem de solo encharcado.

 

Indicada para varandas e dentro de casa em locais próximos a janelas que recebam bastante luz solar.

 

Multiplica-se facilmente por sementes ou estacas obtidas de matrizes vigorosas, postas a enraizar em estufas.

 

Essa planta eu ganhei do Teo do Mercado Verde em 2010 e dei para a minha sogra (pois na casa dela tem mais espaço para ela do que na minha), quando fiz uma participação na TV Gazeta falando sobre plantas que gostam de pouca luz. Veja o VÍDEO.

 

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri et SOUZA, Hermes Moreia de. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3ª edição. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2001.

 

 

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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