Plantas

Aqui estão todas as minhas dicas de cultivo de plantas

Cultivo e Identificação de Plantas Tóxicas

Cultivo e Identificação de Plantas Tóxicas

Aprenda a identificar e cultivar algumas plantas que são lindas e venenosas. É importante saber identificá-las para evitar acidentes.

As crianças pequenas muitas vezes são atraídas pela beleza das folhas e inflorescências da comigo-ninguém-pode (cujo nome popular que não precisa de maiores explicações), do antúrio e do caladium (ou tinhorão). Essas plantas são encontradas em muitos lares brasileiros, já que são plantas de meia sombra e fáceis de cultivar.

 

Veja agora as 3 plantas responsáveis pela maioria dos casos de intoxicação por plantas. A Dieffenbachia é a maior responsável por casos de intoxicação, seguida pelo Anthurium e Caladium. Acredita-se que os mecanismos de ação tóxica dessas plantas sejam semelhantes, por isso vou explicar apenas o da Dieffenbachia.

 

Dieffenbachia amoena (comigo-ninguém-pode ou difenbáquia)

Originária da Colômbia e Costa Rica, essa planta herbácea perene, que atinge de 20 a 50cm de altura, possui caule espesso, suculento e folhagem muito ornamental, com desenhos variados. Já sua flores, que são produzidas no verão e não possuem importância ornamental.
É cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou em jardineiras a sombra ou meia sombra, protegida do vento, com terra enriquecida de húmus e bem suprida de água.

Dieffenbachia amoena (comigo-ninguém-pode ou difenbáquia)

 

No caso de contato com os olhos, há necessidade de maiores cuidados, pois pode haver lesão na córnea, acompanhada de dor e fotofobia.

As crianças são atraídas pela exuberância das folhas e levam partes destas à boca. A mastigação, mesmo que de pequenos pedaços, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Nos casos mais graves, aparecem efeitos gastrointestinais, como náuseas e vômitos. O tratamento no caso de ingestão é apenas sintomático.

 

Anthurium andraeanum Linden (antúrio)

Essa planta semi-herbácea, ereta e perene, também é originária da Colômbia. Ela atinge de 30cm até 1m de altura e possui uma folhagem muito ornamental.

Anthurium andraeanum Linden (antúrio)

Suas flores são brancas, cremes ou esverdeadas, formadas na primavera e verão e ornadas por espatas sulcadas (que é o que a gente acha que é a flor, mas na verdade é uma bráctea para atração de polinizadores), em diversas cores: brancas, vermelhas brilhantes, cor-de-rosa, cor-de-salmão, vermelho-sanguínea, e novas cores estão surgindo de cruzamentos de espécies.
É cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou jardineiras, sempre a meia-sombra, em canteiros com terra vegetal. Quando muito alta deve ser rebaixada dividindo-a em estacas. Muito utilizada como flor de corte, proporcionando arranjos bonitos e muito duráveis. Não gosta de frio.

Caladium sp. (caladium, tinhorão)

O caladium é composto por um grande grupo de plantas bulbosas, eretas e acaules, entouceradas e originárias da América Tropical, principalmente do Brasil.
Suas folhas são lindas, variadamente coloridas em diferentes desenhos, obtidos geralmente por hibridação de diversas espécies.
Caladium sp. (caladium, tinhorão)
São cultivados em vasos, mas podem ser formadas jardineiras ou conjuntos sempre a meia-sombra ou pleno sol, em locais protegidos de ventos, ricos em matéria orgânica e muita umidade.
Produzem bulbos que passam por um período de repouso vegetativo durante o inverno, perdendo totalmente as folhas. Aproveita-se essa fase para arrancar os bulbos, dividi-los ou não, reformar a terra e plantá-los novamente no fim do inverno.

 

As plantas a seguir normalmente estão em calçadas, jardins e praças e acabam atraindo crianças um pouco maiores com seus frutos, flores e folhas.

Allamanda cathartica L. (alamanda)

Originária do litoral norte, nordeste e leste do Brasil, essa trepadeira lactescente e semi-lenhosa é bastante vigorosa e possui folhas brilhantes e espessas.
Allamanda cathartica L. (alamanda)
Apresenta inflorescências com flores amarelas em forma de funil, formadas durante quase o ano todo, principalmente na primavera-verão. Adora o sol e quando jovem precisa ser conduzida com amarrilho, em suportes, caramanchões, portais e cercas. Tolera um pouco o frio. Multiplica-se principalmente por estacas cortadas na primavera-verão.
A ingestão da alamanda provoca distúrbio gastrointestinal intenso, caracterizado por náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia.

 

Nerium oleander (espirradeira, oleandro)

Esse arbusto grande, que é quase uma arvoreta, lactescente, é originário do Mediterrâneo e pode atingir de 3 a 5m de altura. É muito ramificado e flolífero. Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas e formam-se na primavera-verão. Tanto suas folhas como suas flores são muito tóxicas.

Nerium oleander (espirradeira, oleandro)

Cultivado com grande freqüência em parques e jardins e utilizado na arborização de ruas, inclusive em regiões de clima frio e mesmo áridas.

 

Euphorbia milii Des Moul. (coroa-de-cristo)
Muito utilizado como cerca viva graças aos seus espinhos agressivos, este arbusto de textura suculenta e lactescente, originário de Madagascar, atinge de 50 a 80 cm de altura.
Suas inflorescências com flores dispostas duas a duas, pequenas com brácteas vermelhas, róseas, amarelas ou brancas, são formadas durante o ano todo.

Euphorbia milii Des Moul. (coroa-de-cristo)

Os casos mais freqüentes de intoxicação pela coroa-de-cristo estão associados ao contato do látex com a pele e com as mucosas. É comum ocorrerem incidentes com jardineiros durante a poda, tanto do contato do látex com a pele como o contato da mão suja de látex com os olhos. Em crianças, o contato ocorre freqüentemente durante as brincadeiras, ao tirar leite da planta para fazer “comidinha”.

A exposição da pele ao látex causa uma inflamação caracterizada por vermelhidão, inchaço, dor e necrose dos tecidos. Quando partes da planta são ingeridas, desenvolve-se uma sensação de queimação nos lábios, na língua e na mucosa bucal, seguidas por dores intestinais, vômitos e diarréia. O contato com os olhos deve ser tratado imediatamente para evitar o desenvolvimento de conjuntivites, queratites e uveites, juntamente com inchaço das pálpebras e fechamento dos olhos devido ao edema. A demora na ajuda médica pode acarretar em complicações como úlcera corneal, perfuração da córnea e conseqüente cegueira.

 

Outras plantas tóxicas:
  • Euphorbia pulcherrima Willd. (bico-de-papagaio)
  • Ricinus communis L. (mamona)
  • Jatropha curcas L. (pinhão-papagaio)
  • Atropa belladona L. (beladona)
  • Nicotiana glauca Graham (couve-do-mato)
  • Brugmansia suaveolens (saia-branca)
  • Luffa operculata (buchinha)
  • Thevetia peruviana (chapéu-de-napoleão)
  • Lithraea molleoides (aroeira)
  • Scadoxus multiflorus (coroa-imperial)
  • Palicourea marcgravii (erva-de-rato)
  • Ficus pumila (unha-de-gato)
  • Murraya paniculata (murta-de-cheiro)
  • Polyscias fruticosa (árvore-da-felicidade fêmea)
  • Oxalis sp. (trevo)

 

Para mais informações sobre plantas tóxicas:
SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas 

 

Assista ao vídeo PLANTA TÓXICAS – TV GAZETA

 

 

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
OLIVEIRA, Rejane Barbosa de; GODOY, Silvana Aparecida Pires de; COSTA, Fernando Batista. Plantas tóxicas. Conhecimento e prevenção de acidentes. Ribeirão Preto, SP: Holos, 2003.

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Flamboiant e mini flamboiant: qual diferença entre eles?

Flamboiant e mini flamboiant: qual diferença entre eles?

Outro dia estava andando perto de casa quando notei as raízes de um flamboyant espremidas numa calçada…
detalhe raíz Delonix regia (flamboyant)

Essa calçada é até legal, tem uma área permeável, com grama dos dois lados, mas a coitada da raíz do flamboyant está espremida. Imagina que a copa desta árvore é redonda e meio achatada, como se fosse um LP antigo. As raízes vão até a ponta do disco e fazendo um desenho arredondado como a copa, para dar sustento à árvore. As raízes são como os pés da árvore. São a base da árvore. Agora, se elas tiveram que crescer “presas” numa forma retangular, a sustentação da árvore deve ficar seriamente comprometida… Se um dia der uma chuva forte, ou um vendaval, e a árvore cair, vão culpar a árvore, que caiu e destruiu alguma propriedade… Mas a culpa é de quem plantou essa árvore nessa calçada…

Além disso, a copa foi podada para passar a rede elétrica… E ficou descaracterizada…

 

O flamboyant ou Delonix regia, é uma árvore de grande porte, que atinge de 10 a 12m de altura, tem um tronco volumoso, espesso, raízes grandes e tabulares. Sua copa é enorme e esparramada, como um guarda-chuva.
É uma árvore maravilhosa e quando florida é um espetáculo! Fica linda em espaços grandes como parques e até em praças, como na foto de Araguari, MG:
Delonix regia (flamboyant)
Essa foto me fez lembrar do flamboyant maravilhoso que tinha na fazenda onde passava as férias de infância. Eu me acomodava nas raízes e ficava horas sentada lendo e desfrutando da sombra deliciosa que ele oferecia. Que saudades daquele tempo…
detalhe flor flamboyant

Plantá-lo numa calçada é encrenca na certa! O Flamboyant não é indicado para plantio em ruas e avenidas tanto pelas suas raízes, que são aéreas e saem para fora do chão, como pelo formato de sua copa.

 

Andando um pouquinho mais vi essa outra calçada com uma sequencia de versões miniatura do flamboyant, o flamboianzinho ou flamboyant-de-jardim. Olha que graça!
Caesalpinia pulcherrima (flamboyantzinho)

Caesalpinia pulcherrima (flamboyantzinho)
detalhe da flor do flamboianzinho

O flamboianzinho também pode ter flores amarelas:

Caesalpinia pulcherrima (flamboyantzinho)
detalhe da flor do flamboianzinho
Não é só no nome popular que essas duas árvores são parecidas. Elas são da mesma família Leguminosae, subfamília Caesalpinioideae. Sendo a Delonix regia originária de Madagascar e a Caesalpinia das Antilhas.

 

Caesalpinia pulcherrima (flamboianzinho) é uma planta muito florífera e ornamental, cultivada como arbusto florífero ou como árvore isolada em parques e jardins. Como seu tronco é espinhento, também é usada na formação de cercas vivas defensivas.

 

Então, se você gosta do flamboyant, mas tem uma calçada pequena, estreita, com fios de rede elétrica passando por cima, plante um flamboianzinho! Seu porte não passa dos 4m de altura e ainda te presenteia com flores formadas o ano todo, principalmente de setembro a fevereiro. Pode plantar sem dor de cabeça. Nem agora nem no futuro.

Referência Bibliográfica:
LORENZI, Harri et al. Árvores exóticas no Brasil: madeireiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2003.

Crédito fotos:
Delonix regia (flamboyant) –http://www.panoramio.com/photo/9134639
detalhe flor flamboyat – http://br.olhares.com/flor_de_flamboyant_foto1550022.html

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Plantas com bulbos – TV Gazeta

Plantas com bulbos – TV Gazeta

Assista agora à minha participação no programa Manhã Gazeta da Olga Bongiovanni, dando dicas de cultivo de plantas com bulbos:

Programa foi ao ar em 22 de abril de 2011.


As plantas foram gentilmente cedidas pela Natus Verde Plantas Ornamentais, que infelizmente não existe mais.

 

 

Saiba mais sobre PLANTAS COM BULBOS

 

Assistir minhas outras participações na TV Gazeta 

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Plantas com Bulbos

Plantas com Bulbos

O assunto hoje é plantas com bulbos. E o que são bulbos?

De acordo com o iDicionário Aulete:

Bulbo: Gema (2) subterrânea envolta em escamas carnudas, que armazena substâncias alimentícias para garantir a sobrevivência da planta (p.ex.: a cebola), e que, separada da planta em que se criou, pode dar origem a outra.

 

Então, as plantas com bulbos possuem como característica básica um mecanismo de reserva de alimentos, que fica normalmente localizado abaixo da superfície do solo. Nessa parte das plantas desenvolvem-se as gemas, responsáveis pelo aparecimento de novas gerações do vegetal. Há bulbos que se adaptam às mais diversas situações possíveis: suportam geadas, secas, o frio e o calor intenso e brotam novamente, após um período de descanso, quando as condições melhoram.

 

A capacidade que têm de acumular nutrientes garante o impulso inicial para o crescimento da planta na estação seguinte; e muitos deles reservam também alimentos para nutrir as folhas e flores. Por isso, bulbos podem florir até nas prateleiras, se você esquecer de plantá-los.

 

Os bulbos podem ter formas variadas, mas de maneira geral, são “gordinhos” na base e “afunilados” no topo:
Bulbos verdadeiros
Bulbo de amarílis com gema
Bulbo de jacinto em crescimento

Como os bulbos “fabricam” suas reservas de alimentos absorvendo energia solar pela fotossíntese, sua folhagem necessita de certos cuidados. Depois que as flores murcham, as folhas devem ter um período de crescimento e amadurecimento normais, a fim de que o bulbo subterrâneo acumule energia suficiente para suportar o período de descanso e possa, posteriormente alimentar a próxima geração.

 

Hipeastrum Hibridum (amarílis):

Hipeastrum Hibridum (amarílis)

O Amarílis, também é conhecido por açucena e por flor-da-imperatriz, é uma planta bulbosa que se adapta muito bem às nossas condições climáticas, pois é originária da América do Sul. Ele tem um rápido crescimento e floração de até um mês, após esse período o bulbo entra em período de dormência, perdendo todas as folhas e adquirindo uma aparência “sem-vida” florescendo novamente na primavera. Suas flores podem ser vermelhas, brancas ou mescladas.

Ela não precisa de muita água, regue uma vez a cada 5 dias, com uma xícara de água. A planta pode ficar em local com bastante luz, com algumas horas de sol direto. Se ela for colocada num local escuro, ela tende a crescer muito antes de florescer.Dica: após o florescimento e depois que suas folhas secarem, corte a haste até 1 cm acima do bulbo e plante-o no jardim ou em um vaso com terra nova. Na primavera florescerá novamente.

 

Se você quiser fazer a experiência de plantar o bulbo e acompanhar seu crescimento, pode comprar o bulbo diretamente na loja TOCA DO VERDE.

 

Plante o bulbo na terra, ou substrato bem drenado, deixando apenas o pescoço do bulbo fora da terra. Após o plantio molhe bem a terra e deixe o vaso em local quente e claro. A floração acontecerá em aproximadamente 4 semanas. Você verá algo assim:
1a fase: bulbo recém plantado
2a fase
3a fase
4a fase: florido, lindo!

Hyacinthus spp. (jacinto)

Hyacinthus spp. (jacinto)
O jacinto também é uma planta bulbosa e herbácea com uma belíssima floração na primavera. Suas folhas são espessas, brilhantes e longas e surgem em numero de quatro a seis. A inflorescência é ereta e simples, de formato cilíndrico, com numerosas flores cerosas, simples ou dobradas, duráveis e muito perfumadas, de cor azul, rosa e branca. É originário da África, Europa mediterrânea e Ásia.

 

O jacinto gosta de locais mais frescos, longe da luz solar direta. Regue frequentemente evitando a acumulação de umidade.

O Alex do blog A febre das Plantas – Plantas de Interior tem umas fotos ótimas e mais explicações de todo o processo a ser feito com a planta após a floração.

Tulipa Gesneriana (tulipa)

Tulipa Gesneriana (tulipa)
As tulipas são originárias da Ásia Central e não da Holanda, como o senso comum leva a imaginar. Foram levadas para a Holanda em 1560 pelo botânico Conrad Von Gesner. Algumas referências defendem que as tulipas seriam originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e para a Pérsia.

 

O nome da flor foi inspirado na palavra “tulipan” que significa “turbante” (o formato da tulipa lembra um turbante). As flores podem ser vermelhas, roxas, pink, amarelas, brancas e atingem de 60 a 90cm de altura.

 

Aqui no Brasil é muito difícíl a tulipa produzir novos bulbos. Os bulbos que florescem aqui são importados da Holanda, climatizados e passam por um processo de adaptação ao nosso clima.

Dica: quando for comprar um tulipa, procure uma que esteja com o botão ainda fechado. Coloque-a num  local bem fresco, longe da luz solar direta e regue-a com um pouco de água todos os dias. Ou então pode colocar um cubo de gelo sobre a terra a cada dia, tomando cuidado para o gelo não tocar a planta e queima-la.

Você também pode colocá-la na geladeira a noite para que a flor se feche e dure mais.

Assista aqui o programa sobre bulbos que fiz na TV Gazeta:

Crédito das fotos:

Foto esquemática bulbos verdadeiros: Enciclopédia Plantas e Flores vol.1. São Paulo, SP: Editora Abril Cultural, anos 70.
Fotos esquemáticas bulbo com gema e bulbo em crescimento: Série Atlas Visuais – Plantas. 6a edição, 7a impressão. São Paulo, SP: Editora Ática, 2005.
Fotos das flores e das fases do amarílis: Terra Viva

 

Referências:
LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
Enciclopédia Plantas e Flores vol.1. São Paulo, SP: Editora Abril Cultural, anos 70.
Série Atlas Visuais – Plantas. 6a edição, 7a impressão. São Paulo, SP: Editora Ática, 2005.

 

Sites consultados:

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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aula de jardinagem: como cuidar de mudas e fazer inseticida caseiro – TV Gazeta

aula de jardinagem: como cuidar de mudas e fazer inseticida caseiro – TV Gazeta

Assista agora à minha participação no programa Manhã Gazeta da Olga Bongiovanni, a terceira aula de jardinagem onde ensino a cuidar das mudas das plantas e a fazer um inseticida caseiro:

 


Programa foi ao ar em 4 de março de 2011.

 

 

As plantas foram gentilmente cedidas pelo Shopping Garden

 

Para assistir minhas outras participações na TV Gazeta clique: TV Gazeta

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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O que é adubação e para que serve?

O que é adubação e para que serve?

Agora vamos às dicas para manter sempre lindas as suas plantas:

 

Como nós, as plantas precisam de água, luz e  alimento. O alimento das plantas é composto pelos minerais, que podem ser adquiridos na terra preparada e adubada. Só que depois de um tempo, principalmente se a planta está num vaso, os nutrientes da terra daquele vaso acabam e então é necessário repor através da adubação. Uma planta bem alimentada é uma planta sadia, forte e bonita, com muito menos chance de sofrer o ataque de pragas e doenças.

 

Adubo orgânico ou inorgânicos, qual é a diferença?

 

Bom, o orgânico ou natural é composto de matéria de origem vegetal ou animal. São substâncias que precisam ser decompostas pelas bactérias do solo para então serem assimiladas pelas plantas. Sua atuação é mais lenta, mas duradoura. Além disso eles ajudam a melhorar a textura da terra deixando-a mais porosa, beneficiando a oxigenação das raízes.

 

Já os inorgânicos são obtidos a partir da extração mineral ou de derivados do petróleo. Sua atuação é imediata. Assim que são aplicados já podem ser absorvidos pela planta, não precisam ser decompostos pelas bactérias do solo. Em contrapartida, muitos nutrientes são desperdiçados, pois muitas vezes a planta não consegue absorver todo o nutriente e a sobra é perdida com o tempo e carregada pela a água.

 

Quais são os nutrientes que a planta precisa e para que servem?

 

Os nutrientes mais importantes são chamados de macronutrientes: o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K), por isso os adubos inorgânicos ou sintéticos são chamados de NPK.

 

O nitrogênio, o N da fórmula, é muito importante para o crescimento e desenvolvimento das raízes, caules e folhas. A maior parte do nitrogênio a planta absorve no começo da vida e ele fica armazenado em seus tecidos de crescimento. Quando ele está em maior quantidade na fórmula ele é recomendado para estimular a brotação e o enfolhamento. Ótimos para folhagens em geral e para gramados. Sua falta na fase inicial retarda o crescimento e consequentemente a produção. Geralmente a sua falta deixa a folha com a cor verde pálida ou verde amarelada e o excesso produz abundante folhagem de coloração verde-escura.

 

O P, o fósforo, é muito importante na formação da clorofila e ainda aumenta o desenvolvimento radicular proporcionando à planta maior capacidade de absorver os elementos férteis do solo. O fósforo também age diretamente na qualidade dos frutos e maturação das sementes. Se você quer estimular o surgimento de raízes (após um transplante por exemplo), o aumento das floradas, das frutificação e produção de sementes, você deve reforçar adubos onde o fósforo sobressai. Em regiões onde ocorrem geadas ele é muito importante para aumentar a resistência das plantas ao frio e ajuda a apressar a maturação dos frutos. A deficiência desse elemento pode ser percebida pela coloração arroxeada das folhas.

 

O K, o potássio, contribui na formação de tubérculos, rizomas, fortalece os tecidos vegetais e ainda aumenta a resistência contra a seca. Sem ele a planta não se desenvolve e fica atrofiada e mais sujeita ao ataque de pragas e doenças.

 

As fórmulas mais comuns existentes à venda são:
  • NPK 4-14-8 (4 partes de nitrogênio, 14 partes de fósforo e 8 partes de potássio) para espécies que produzem flores e frutos. Ex. hibisco, azaléias, violetas, cítricos como a laranjeira, legumes, etc. Além disso, segundo a maioria dos fabricantes, esta formulação é ideal para ser aplicada no momento do plantio dos vegetais, no preparo do solo, pois o alto teor de fósforo proporciona uma melhor formação e desenvolvimento das raízes e estrutura das plantas.

 

  • NPK 10-10-10 (partes iguais dos 3 elementos) para espécies que não florescem e não produzem frutos, como as samambaias. Segundo os fabricantes, esta formulação também é ideal para ser aplicada em plantas já formadas, na forma de cobertura. Neste caso, pode ser usada em flores, folhagens, hortaliças e frutíferas.

 

  • NPK 15-15-20 (15 partes de nitrogênio, 15 partes de fósforo e 20 partes de potássio), rica em potássio, esta formulação é considerada bem prática, pois pode ser usada também no cultivo hidropônico, sendo indicada especialmente para hortas.

 

  • Também existem no mercado as fórmulas preparadas especialmente para determinadas espécies de plantas ornamentais. É o caso das violetas, orquídeas, rosas e samambaias. Neste caso, os fabricantes elaboram uma fórmula adequada às necessidades nutricionais de cada espécie.

 

  • Uma outra formulação especial já encontrada no mercado é o NPK granulado para gramados, que pode ser aplicado de uma forma bem rápida e prática, simplesmente espalhado sobre o gramado.

E os micronutrientes? Quais são e para que servem?

E os micronutrientes são: cálcio, magnésio, enxofre, boro, molibdênio, manganês, ferro, cobre e zinco. Servem para complementar a alimentação das plantas, mas em menor quantidade que os macronutrientes.

 

E como faço para conseguir todos esses nutrientes?

Um boa forma de se obter um excelente adubo orgânico é através de compostagem. Pode-se utilizar até composteiras prontas também conhecidas por MINHOCÁRIOS.
Ou então compre fertilizantes naturais:

 

Húmus de minhoca que você pode fazer em uma composteira ou então comprar pronto. Melhora a porosidade do solo, aumenta os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e manganês do solo, melhora o pH do solo e aumenta o número de microorganismos no solo.

 

A farinha de ossos é proveniente da moagem de ossos. Contém fósforo e cálcio.

 

A torta de algodão ou de mamona são ricas em nitrogênio e matéria orgânica.
Atenção: a torta de mamona é tóxica para bichos e crianças. Evite misturá-la à farinha de osso, porque os cachorros são atraídos pelo cheiro.

 

Adubação natural para planta que floresce e frutifica:

3 colheres de farinha de osso
1 colher de torta de algodão ou mamona
8 colheres de humus de minhoca

Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja como fazer no VÍDEO.

 

Adubação natural para folhagens em geral ou pós floração:

3 colheres de torta de algodão
1 colher de farinha de osso
8 colheres de humus de minhoca
Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja no VÍDEO como fazer.

A freqüência de adubação varia de acordo com a espécie cultivada. Algumas precisam mais outras menos, mas, de forma geral, a adubação pode ser feita a cada dois meses. Mas lembre-se: quanto à dosagem e forma de aplicação, siga rigorosamente as indicações do fabricante, que constam na embalagem do produto.

 

E se eu adubar demais, o que acontece?

Sintomas de excesso de adubação:

  • Crescimento exagerado das hastes, que ficam espichadas demais.
  • Na superfície do vaso pode se formar um limo esverdeado ou uma cobertura branca, e quando as folhas tocam esse local murcham, apodrecem e caem.
  • Também é possível que as pontas das folhas fiquem amarronzadas.
  • Assim que você notar o aparecimento desses sintomas, suspenda a adubação.

Atenção: o excesso de adubação inorgânica pode matar a planta.

 

E se aparecerem pragas e doenças, o que faço?

Inseticida caseiro – para o combate de pulgões, cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 1 colher (chá) de sabão caseiro + 1 litros de água. Preparo: utilize uma colher (chá) de sabão caseiro raspado e misture em 1 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Aplicação: essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador, principalmente no verão e primavera.Eu também gosto muito de usar o óleo de neem ou nim, que também é super natural. Veja na embalagem a quantidade que deve ser dissolvida em água e pulverize.

Dica: Sempre pulverize o inseticida ou o óleo de neem no fim da tarde. Para combater uma praga ou doença, faça 1 aplicação por semana durante 3 semanas.

Veja aqui mais dicas de INSETICIDAS CASEIROS.

 

Referências bibliográficas:

Coleção Minhas Plantas: jardinagem prática, combate às pragras, idéias e decoração, plantas medicinais. São Paulo: Editora Abril, 1980.

TUPIASSÚ, Assucena. Da planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. São Paulo: Nobel, 2008.

Internet:

Embrapa

Jardim de Flores

Crédito foto:

Brasil escola Uol

 

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