Adubação e Substratos

Aqui tem tudo sobre adubação e substratos para plantas

Como Fazer Substrato Básico para Plantas

Como Fazer Substrato Básico para Plantas

Nesse vídeo eu ensino como fazer o substrato básico que pode ser usado para a maioria das plantas:

 

 

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Como funciona o minhocário

Como funciona o minhocário

Entenda como funciona um minhocário. Sabia que um minhocário é composto de minhocas?! Principalmente as minhocas californianas.

O que as minhocas fazem?

As minhocas são as “cientistas do solo.” Ela são responsável por um monte de coisas que ajudam a tornar a terra boa o suficiente para crescer plantas saudáveis e nos fornecer alimentos.

As minhocas também ajudam a aumentar a quantidade de ar e água que fica no solo. Elas quebram a matéria orgânica, como folhas, aparas de grama, casca de frutas e verduras em nutrientes que as plantas podem usar. Quando elas comem, eles processam a matéria orgânica num tipo muito valioso de fertilizante. Elas também ajudam a “virar” o solo, trazendo a matéria orgânica de cima e misturando-a com o solo abaixo, ao mesmo tempo que deixam o solo mais aerado.

Minhoca não é cobra, apesar de serem parecidas visualmente. As minhocas certamente tem mais medo de você do que você delas. Elas não avançam, não mordem nem correm atrás de ninguém, portanto se você está com receio, tome coragem e encare. Não se preocupe que elas não fogem do minhocário para passear pela sua casa. Aliás, muitas vezes você mal as vê, porque quando levanta a tampa para abastecer, as minhocas que estão na superfície logo se escondem. Elas são fotofóbicas, ou seja, não gostam de luz, então se escondem rapidinho.

 

O QUE AS MINHOCAS COMEM?

Material úmido: restos de vegetais como talos não utilizados, cascas de frutas e legumes, filtro de café com a borra, saquinhos de chá, sobras de alimentos cozidos ou estragados (arroz, feijão, macarrão…), casca de ovo picada, podas de plantas do jardim, flores estragadas, etc.

Restos de alimentos como cascas e talos de verduras, legumes e frutas, que são uma excelente fonte de nitrogênio.

O pó do café, também conhecido como borra de café, é um excelente complemento nutricional para as minhocas e também inibe o aparecimento de formigas. Basta espalhar a borra por cima dos resíduos antes de colocar o material seco.

Material seco: folhas secas de árvores e plantas, grama cortada seca, guardanapos de papel usados, papel toalha, jornal, serragem, etc.

O que garante uma boa decomposição, sem gerar cheiro ruim nem atrair insetos, é o correto balanceamento entre o úmido (nitrogênio) e o seco (carbono).

O minhocário em equilíbrio (e isso é fácil conseguir seguindo a proporção abaixo) não atrai ratos, baratas, formigas nem moscas. Também não tem cheiro ruim NENHUM!

Importante: manter a proporção de 1 parte de material úmido para 2 de material seco

Todos os resíduos frescos possuem alta concentração de nitrogênio enquanto que os resíduos secos possuem alta concentração de carbono. Por isso, o equilíbrio ideal para a compostagem é usar 70% de resíduos ricos em carbono e apenas 30% de resíduos ricos em nitrogênio. E mexer sempre com o ancinho.

 

O QUE AS MINHOCAS NÃO COMEM?

Frutas cítricas como limão, laranja, tangerina e abacaxi, além de cascas e restos de cebola e alho. Esses resíduos modificam o PH do minhocário e prejudicam tanto as minhocas quanto a qualidade do composto.

  • Dica: deixar cascas de frutas como limão, laranja e abacaxi secarem por alguns dias antes de irem para o minhocário.

Tem gente que coloca alimentos processados (cozidos ou assados) na composteira (em pequenas quantidades até pode) mas eu não gosto de colocar. Esses alimentos foram temperados com sal, condimentos e conservantes químicos, ingredientes que fazem mal às minhocas.

Carnes, gorduras e laticínios também não devem ser colocados para compostagem. Além de apresentarem uma decomposição extremamente lenta, a possibilidade de atrair animais indesejáveis é muito grande.

Lembre-se dos 4 princípios sempre: VIDA – DIVERSIDADE – UMIDADE – AERAÇÃO:

·         VIDA – significa que além de minhocas haverá no minhocário pequenos insetos, bolor, fungo, baratinhas de jardim e microorganismos. Não deve ter formiga, barata de esgoto, rato e mosca.

·         DIVERSIDADE – disponibilize uma dieta variada às minhocas. Mas evite cítricos, gorduras e carnes.

·         UMIDADE – minhocas não gostam de ambientes encharcados nem secos demais.

·         AERAÇÃO – adicione sempre duas partes de lixo orgânico seco (folhas de jardim, papel…) para cada parte de lixo orgânico fresco (restos de cozinha). A camada de resíduo seco garantirá que o ar permaneça no sistema evitando mau cheiro. Outra maneira de aumentar o ar é misturar com o ancinho sempre que possível, quanto mais, melhor.

 

O QUE FAZER SE

Por algum motivo houver muitas larvas de moscas (boró) e outros pequenos bichinhos, provavelmente alguma mosquinha pousou na lixeira da cozinha ou no kit quando foi aberto para colocar o lixo. Ou ainda alguns ovinhos foram junto das folhas secas…

O melhor manejo é salpicar cinzas (peça para alguma pizzaria de dar um pouco de cinzas do forno a lenha, não usar cinzas de churrasqueira por que tem gordura da carne) por 12 dias de 3 em 3 dias para regular o pH do sistema.

Ou ainda aumentar a proporção de seco que vai no sistema misturando bem com o ancinho (garfinho).

Vai viajar?

Não se preocupe! As minhocas podem ficar até três meses sem receber comida. Elas diminuem sua atividade e ficam dentro do minhocário numa boa até você voltar.

As minhocas são inteligentes. Elas se reproduzem quando percebem que há muita oferta de comida. Se você encontrar pequenas bolinhas amareladas misturadas ao composto, são os ovos, as futuras minhoquinhas que irão nascer. E quando percebem que a população está grande demais para pouca comida e espaço, a reprodução é interrompida. Inteligente, não?

 

Tá, mas como é que funciona?

Essa ilustração da revista Mundo Estranho mostra super bem como tudo acontece:

Você só precisa colocar os restos de alimentos e folhas secas e revirar de tempos em tempos. O resto que faz são as minhocas!

As minhocas são as melhores amigas das plantas! Adoro as minhocas!!! 🙂

 

Veja mais sobre MINHOCÁRIOS

Compre um MINHOCÁRIO.

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Reciclagem de lixo orgânico e funcionamento de minhocário

Reciclagem de lixo orgânico e funcionamento de minhocário

Aprenda sobre a reciclagem de lixo orgânico e o funcionamento de um minhocário além de conhecer um cantinho da minha casa e da minha história nessa minha entrevista ao programa da UNIESP do Canal Universitário:

 

AS MINHOCAS

As minhocas são as “cientistas do solo.” Ela são responsável por um monte de coisas que ajudam a tornar a terra boa o suficiente para crescer plantas saudáveis e nos fornecer alimentos.

As minhocas também ajudam a aumentar a quantidade de ar e água que fica no solo. Elas quebram a matéria orgânica, como folhas e grama em nutrientes que as plantas podem usar. Quando elas comem, eles processam a matéria orgânica num tipo muito valioso de fertilizante. Elas também ajudam a “virar” o solo, trazendo a matéria orgânica de cima e misturando-a com o solo abaixo, ao mesmo tempo que deixam o solo mais aerado.

 

Medos:

Minhoca não é cobra, apesar de serem parecidas visualmente. As minhocas certamente tem mais medo de você do que você delas. Elas não avançam, não mordem nem correm atrás de ninguém, portanto se você está com receio, tome coragem e encare. Não se preocupe que elas não fogem do minhocário para passear pela sua casa. Aliás, muitas vezes você mal as vê, porque quando levanta a tampa para abastecer as minhocas que estão na superfície logo se escondem. Elas são fotofóbicas, não gostam de luz, então se escondem rapidinho.

O minhocário em equilíbrio (e isso é fácil conseguir seguindo a proporção abaixo) não atrai ratos, baratas, formigas nem moscas. Também não tem cheiro ruim NENHUM!

O que as minhocas comem:

Material úmido: restos de vegetais como talos não utilizados, cascas de frutas e legumes, filtro de café com a borra, saquinhos de chá, sobras de alimentos cozidos ou estragados (arroz, feijão, macarrão…), casca de ovo picada, podas de plantas do jardim, flores estragadas, etc.

Restos de alimentos como cascas e talos de verduras, legumes e frutas, que são uma excelente fonte de nitrogênio.

O pó do café, também conhecido como borra de café, é um excelente complemento nutricional para as minhocas e também inibe o aparecimento de formigas. Basta espalhar a borra por cima dos resíduos antes de colocar o material seco.

Material seco: folhas secas de árvores e plantas, grama cortada seca, guardanapos de papel usados, papel toalha, jornal, serragem, etc.

O que garante uma boa decomposição, sem gerar cheiro ruim nem atrair insetos, é o correto balanceamento entre o úmido (nitrogênio) e o seco (carbono).

Deve-se manter a proporção de: 1 parte de material úmido para 2 de material seco

Todos os resíduos frescos possuem alta concentração de nitrogênio enquanto que os resíduos secos possuem alta concentração de carbono. Por isso, o equilíbrio ideal para a compostagem é usar 70% de resíduos ricos em carbono e apenas 30% de resíduos ricos em nitrogênio. E mexer sempre com o ancinho.

O que as minhocas não comem:

Frutas cítricas como limão, laranja, tangerina e abacaxi, além de cascas e restos de cebola e alho. Esses resíduos modificam o PH do minhocário e prejudicam tanto as minhocas quanto a qualidade do composto.

Uma dica é deixar cascas de frutas como limão, laranja e abacaxi secarem por alguns dias antes de irem para o minhocário

Tem gente que coloca alimentos processados (cozidos ou assados) na composteira (em pequenas quantidades até pode) mas eu não gosto de colocar. Esses alimentos foram temperados com sal, condimentos e conservantes químicos, ingredientes que fazem mal às minhocas.

Carnes, gorduras e laticínios também não devem ser colocados para compostagem. Além de apresentarem uma decomposição extremamente lenta, a possibilidade de atrair animais indesejáveis é muito grande.

Lembre-se dos 4 princípios sempre: VIDA – DIVERSIDADE – UMIDADE – AERAÇÃO:

·         VIDA – significa que além de minhocas haverá no minhocário pequenos insetos, bolor, fungo, baratinhas de jardim e microorganismos. Não deve ter formiga, barata de esgoto, rato e mosca.

·         DIVERSIDADE – disponibilize uma dieta variada às minhocas. Mas evite cítricos, gorduras e carnes.

·         UMIDADE – minhocas não gostam de ambientes encharcados nem secos demais.

·         AERAÇÃO – adicione sempre duas partes de lixo orgânico seco (folhas de jardim, papel…) para cada parte de lixo orgânico fresco (restos de cozinha). A camada de resíduo seco garantirá que o ar permaneça no sistema evitando mau cheiro. Outra maneira de aumentar o ar é misturar com o ancinho sempre que possível, quanto mais, melhor.

 

O que fazer se:

Por algum motivo houver muitas larvas de moscas (boró) e outros pequenos bichinhos, provavelmente alguma mosquinha pousou na lixeira da cozinha ou no kit quando foi aberto para colocar o lixo. Ou ainda alguns ovinhos foram junto das folhas secas…

O melhor manejo é salpicar cinzas (peça para alguma pizzaria de dar um pouco de cinzas do forno a lenha, não usar cinzas de churrasqueira por que tem gordura da carne) por 12 dias de 3 em 3 dias para regular o ph do sistema.

Ou ainda aumentar a proporção de seco que vai no sistema misturando bem com o ancinho (garfinho).

 

Precisar viajar, não se preocupe! As minhocas podem ficar até três meses sem receber comida. Elas diminuem sua atividade e ficam dentro do minhocário numa boa até você voltar.

As minhocas são inteligentes. Elas se reproduzem quando percebem que há muita oferta de comida para poucos indivíduos. Você poderá encontrar pequenas bolinhas amareladas misturadas ao composto. São os ovos. E quando percebem que a população está grande demais para pouca comida e espaço, a reprodução é interrompida. Inteligente, não?

 

Veja mais sobre MINHOCÁRIOS 

 

Referência das imagens: Cronin, Doreen. Diário de uma Minhoca. Ilustração de Harry Bliss. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004.

 

As minhocas são as melhores amigas das plantas! Adoro as minhocas!!! 🙂

 

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Minhocas na caixola – Revista da Folha de São Paulo

Minhocas na caixola – Revista da Folha de São Paulo

Olha que legal, essa matéria Minhocas na Caixola que saiu na Revista São Paulo da Folha sobre compostagem com uma entrevista minha! Confira abaixo:

 

Paulistanos produzem adubo orgânico em vez de lixo com o uso de minhocários caseiros

por TETÉ MARTINHO

As minhocas são a base de um sistema doméstico de compostagem que transforma lixo orgânico em adubo -e começa a se tornar conhecido entre paulistanos.

Com três filhos, uma horta na laje e um bufê de “finger food” orgânica para manter, a chef Patricia Toldi, 43, é uma das pessoas que aderiram ao sistema -três caixas plásticas empilhadas com minhocas, onde restos de comida são processados (veja na pág. 28). “Além de contribuir para não agravar a questão do lixo, economizo em terra e adubo.”

No apartamento do jornalista Fabio Pannunzio, 51, o minhocário ajudou a reduzir a quase zero o consumo de sacos de lixo e a manter a flora da varanda vicejando. Mas, para implantar o sistema, ele teve de vencer resistências.”Minha mulher achava que seria atacada pelas minhocas”, ri.

MINHOCÁRIO

Manter lixo orgânico e minhocas em casa podem ser ideias repulsivas, mas as vantagens da compostagem vêm se sobrepondo a elas, acredita Claudio Spinola, da ONG Morada da Floresta. Há três anos, por insistência de amigos, ele começou a vender um minhocário que desenvolveu para uso próprio, a partir de uma matriz australiana. De lá para cá, a demanda só cresceu. Em 2011, 362 famílias de São Paulo adquiriram seu minhocário no site da ONG, um aumento de 40% em relação aos 258 vendidos em 2010.

Disponível em tamanhos que vão de P (para uma pessoa, R$ 170) a GG (quatro, R$ 278), a composteira vem com 250 minhocas e transforma até dois litros de resíduos orgânicos por dia em húmus de minhoca -um adubo seco, inodoro e rico em nutrientes- e chorume, um poderoso fertilizante líquido.

É a redução do lixo -e o benefício que isso representa para o ambiente- que interessa a quem compra o minhocário, diz Spinola. E pouco importa que representem um pingo no oceano de 18 mil toneladas de lixo produzidas em São Paulo por dia.

“Gosto da sensação de estar fazendo alguma coisa pelo ambiente”, confirma a paisagista Nô Figueiredo, 32, que usa em sua casa, na zona oeste, um modelo vendido pelo site Minhocasa. “Com ele, não desperdiço coisas que são aproveitáveis e faço meu próprio adubo, ainda por cima orgânico, que não polui o lençol freático como o químico.” 

Nô também teve de driblar o cônjuge para adotar o minhocário. “Meu marido tem um nariz insuportavelmente sensível e achava que a casa ficaria cheirando a lixo.” Mas nem ele foi capaz de detectar qualquer odor estranho perto das caixas, que ficam em uma área externa, sob uma pérgola. 

“O cheiro é zero”, atesta a professora de ioga Jessica Nunes, 31, que instalou seu minhocário na cozinha do apartamento onde vive. “O sistema é tampado, e a comida não chega a apodrecer, porque é consumida pelas minhocas.”

Versada em compostagem, que aprendeu no Instituto de Permacultura do Rio Grande do Sul, em Bagé, onde viveu com o marido, engenheiro ambiental, ela destina à compostagem “até cueca velha e meia furada”. E garante que tudo vira húmus e chorume, que usa para deixar “bombadões” os pés de café, manjericão e outros que plantou no canteiro da rua.

Cartilha no elevador

“A gente se acha muito avançado, mas não sabe nem organizar o próprio lixo”, afirma Nilson Bonadeu, 47. Criador de software, ele se dedica a uma forma particular de militância ambiental. Implantou a coleta seletiva em um dos prédios onde morou; em outro, criou cartilhas sobre reciclagem para pendurar no elevador.

Dono de um minhocário há um ano e meio, é entusiasta da ideia. “Todo condomínio deveria ter um”, sugere. “Aliás, a prefeitura deveria tarifar quem gera mais lixo e premiar quem reduz com descontos no IPTU.”

Para ver a matéria original no site da folha acesse: http://www1.folha.uol.com.br/revista/saopaulo/sp0710201210.htm

Veja outros posts sobre minhocários

 

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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Xaxim está proibido

Xaxim está proibido

Pois é, o xaxim está proibido. E não é frescura do governo não. Tanto sua extração como comercialização estão proibidos por que essa espécie está quase em extinção.

E por que é que ele está ameaçado de extinção?

O xaxim é extraído do tronco de uma planta da família das samambaias, chamada Dicksonia sellowiana, que é um arbusto semi-lenhoso, de tronco ereto, fibroso, espesso e nativo das matas do Brasil. Cultivado em meia-sombra ou na sombra, em terra fértil e sempre úmida. É muito resistente ao frio. Ela lembra uma palmeira, mas é uma samambaia! É uma das nossas maiores samambaias, tanto que também é conhecida por samambaiaçu, que quer dizer samambaia muito grande (o sufixo açu vem do tupi wa’su).

O problema é que o xaxim tem o crescimento muito lento (ele cresce de 5 a 8cm por ano). Então são necessários uns 50 anos para se obter um vaso de 40 a 50cm de diâmetro!

Ao comprar, usar ou vender vasos, placas, “palitos” e “pó″ feitos de xaxim, estimula-se um sério dano ambiental, além de se cometer um ato ilegal*.

A alternativa é usar a fibra de coco. Sabia que o coco tem uma capacidade de germinação excepcional? Imagine um coco que cai do coqueiro e rola em direção ao mar e sai boiando. Dentro dele há um embrião germinando enquanto suas raízes estão enraizadas na parte interna da casca do coco. E o coco vai flutuando pelos oceanos até chegar numa praia e germinar. A casca, fibrosa, funciona como um órgão de flutuação e proteção, um verdadeiro berçário para o embrião do coco na fase de germinação e desenvolvimento inicial. As fibras e os grânulos que compõem a casca, protegem o embrião do efeito corrosivo e salino da água do mar, ao mesmo tempo em que oferecem um meio de crescimento (substrato) poroso, que retém umidade, sem contudo ressecar ao sol ou encharcar enquanto flutua sobre a água. Uma verdadeira “célula de sobrevivência” criada pela natureza!

Além de ser usada como substrato, a fibra de coco serve também para a confecção de vasos, que devem ficar imersos em água antes de serem utilizados para que retenham melhor a umidade, e até para a confecção de solados de calçados, encostos e bancos de carros. E agora descobriram que a “carne” do corpo é capaz de remover da água quantidades significativas de poluentes como fármacos, pesticidas, corantes e, até, metais. Legal, né? É a natureza nos mostrando as soluções para os problemas que nós criamos… Viva a natureza!

*Para proteger essa espécie ameaçada de extinção, o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), criou a resolução n. 278 em 24/05/2011, que determina em seu Artigo 1 a proibição do corte e exploração da Dicksonia sellowiana , popularmente conhecida como Xaxim.

Referência bibliográfica:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.

Sites consultados:

http://www.cnpat.embrapa.br/home/portfolio/tecnologia.php?id=10

http://www.jardimdeflores.com.br/ECOLOGIA/A20xaxim.htm

http://www.amafibra.com.br/preservacao/

http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/artigos/meio-ambiente/a-salvacao-do-xaxim-o-coxim-344.asp

http://www.revistaanalytica.com.br/ed_anteriores/15/art04.pdf

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/blog-da-redacao/coco-pode-ser-usado-para-despoluir-a-agua/

 

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Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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O que é adubação e para que serve?

O que é adubação e para que serve?

Agora vamos às dicas para manter sempre lindas as suas plantas:

 

Como nós, as plantas precisam de água, luz e  alimento. O alimento das plantas é composto pelos minerais, que podem ser adquiridos na terra preparada e adubada. Só que depois de um tempo, principalmente se a planta está num vaso, os nutrientes da terra daquele vaso acabam e então é necessário repor através da adubação. Uma planta bem alimentada é uma planta sadia, forte e bonita, com muito menos chance de sofrer o ataque de pragas e doenças.

 

Adubo orgânico ou inorgânicos, qual é a diferença?

 

Bom, o orgânico ou natural é composto de matéria de origem vegetal ou animal. São substâncias que precisam ser decompostas pelas bactérias do solo para então serem assimiladas pelas plantas. Sua atuação é mais lenta, mas duradoura. Além disso eles ajudam a melhorar a textura da terra deixando-a mais porosa, beneficiando a oxigenação das raízes.

 

Já os inorgânicos são obtidos a partir da extração mineral ou de derivados do petróleo. Sua atuação é imediata. Assim que são aplicados já podem ser absorvidos pela planta, não precisam ser decompostos pelas bactérias do solo. Em contrapartida, muitos nutrientes são desperdiçados, pois muitas vezes a planta não consegue absorver todo o nutriente e a sobra é perdida com o tempo e carregada pela a água.

 

Quais são os nutrientes que a planta precisa e para que servem?

 

Os nutrientes mais importantes são chamados de macronutrientes: o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K), por isso os adubos inorgânicos ou sintéticos são chamados de NPK.

 

O nitrogênio, o N da fórmula, é muito importante para o crescimento e desenvolvimento das raízes, caules e folhas. A maior parte do nitrogênio a planta absorve no começo da vida e ele fica armazenado em seus tecidos de crescimento. Quando ele está em maior quantidade na fórmula ele é recomendado para estimular a brotação e o enfolhamento. Ótimos para folhagens em geral e para gramados. Sua falta na fase inicial retarda o crescimento e consequentemente a produção. Geralmente a sua falta deixa a folha com a cor verde pálida ou verde amarelada e o excesso produz abundante folhagem de coloração verde-escura.

 

O P, o fósforo, é muito importante na formação da clorofila e ainda aumenta o desenvolvimento radicular proporcionando à planta maior capacidade de absorver os elementos férteis do solo. O fósforo também age diretamente na qualidade dos frutos e maturação das sementes. Se você quer estimular o surgimento de raízes (após um transplante por exemplo), o aumento das floradas, das frutificação e produção de sementes, você deve reforçar adubos onde o fósforo sobressai. Em regiões onde ocorrem geadas ele é muito importante para aumentar a resistência das plantas ao frio e ajuda a apressar a maturação dos frutos. A deficiência desse elemento pode ser percebida pela coloração arroxeada das folhas.

 

O K, o potássio, contribui na formação de tubérculos, rizomas, fortalece os tecidos vegetais e ainda aumenta a resistência contra a seca. Sem ele a planta não se desenvolve e fica atrofiada e mais sujeita ao ataque de pragas e doenças.

 

As fórmulas mais comuns existentes à venda são:
  • NPK 4-14-8 (4 partes de nitrogênio, 14 partes de fósforo e 8 partes de potássio) para espécies que produzem flores e frutos. Ex. hibisco, azaléias, violetas, cítricos como a laranjeira, legumes, etc. Além disso, segundo a maioria dos fabricantes, esta formulação é ideal para ser aplicada no momento do plantio dos vegetais, no preparo do solo, pois o alto teor de fósforo proporciona uma melhor formação e desenvolvimento das raízes e estrutura das plantas.

 

  • NPK 10-10-10 (partes iguais dos 3 elementos) para espécies que não florescem e não produzem frutos, como as samambaias. Segundo os fabricantes, esta formulação também é ideal para ser aplicada em plantas já formadas, na forma de cobertura. Neste caso, pode ser usada em flores, folhagens, hortaliças e frutíferas.

 

  • NPK 15-15-20 (15 partes de nitrogênio, 15 partes de fósforo e 20 partes de potássio), rica em potássio, esta formulação é considerada bem prática, pois pode ser usada também no cultivo hidropônico, sendo indicada especialmente para hortas.

 

  • Também existem no mercado as fórmulas preparadas especialmente para determinadas espécies de plantas ornamentais. É o caso das violetas, orquídeas, rosas e samambaias. Neste caso, os fabricantes elaboram uma fórmula adequada às necessidades nutricionais de cada espécie.

 

  • Uma outra formulação especial já encontrada no mercado é o NPK granulado para gramados, que pode ser aplicado de uma forma bem rápida e prática, simplesmente espalhado sobre o gramado.

E os micronutrientes? Quais são e para que servem?

E os micronutrientes são: cálcio, magnésio, enxofre, boro, molibdênio, manganês, ferro, cobre e zinco. Servem para complementar a alimentação das plantas, mas em menor quantidade que os macronutrientes.

 

E como faço para conseguir todos esses nutrientes?

Um boa forma de se obter um excelente adubo orgânico é através de compostagem. Pode-se utilizar até composteiras prontas também conhecidas por MINHOCÁRIOS.
Ou então compre fertilizantes naturais:

 

Húmus de minhoca que você pode fazer em uma composteira ou então comprar pronto. Melhora a porosidade do solo, aumenta os teores de nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e manganês do solo, melhora o pH do solo e aumenta o número de microorganismos no solo.

 

A farinha de ossos é proveniente da moagem de ossos. Contém fósforo e cálcio.

 

A torta de algodão ou de mamona são ricas em nitrogênio e matéria orgânica.
Atenção: a torta de mamona é tóxica para bichos e crianças. Evite misturá-la à farinha de osso, porque os cachorros são atraídos pelo cheiro.

 

Adubação natural para planta que floresce e frutifica:

3 colheres de farinha de osso
1 colher de torta de algodão ou mamona
8 colheres de humus de minhoca

Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja como fazer no VÍDEO.

 

Adubação natural para folhagens em geral ou pós floração:

3 colheres de torta de algodão
1 colher de farinha de osso
8 colheres de humus de minhoca
Coloque uma colher da mistura na superfície do vaso e depois regue. Ideal é aplicar no final do dia.

 

Veja no VÍDEO como fazer.

A freqüência de adubação varia de acordo com a espécie cultivada. Algumas precisam mais outras menos, mas, de forma geral, a adubação pode ser feita a cada dois meses. Mas lembre-se: quanto à dosagem e forma de aplicação, siga rigorosamente as indicações do fabricante, que constam na embalagem do produto.

 

E se eu adubar demais, o que acontece?

Sintomas de excesso de adubação:

  • Crescimento exagerado das hastes, que ficam espichadas demais.
  • Na superfície do vaso pode se formar um limo esverdeado ou uma cobertura branca, e quando as folhas tocam esse local murcham, apodrecem e caem.
  • Também é possível que as pontas das folhas fiquem amarronzadas.
  • Assim que você notar o aparecimento desses sintomas, suspenda a adubação.

Atenção: o excesso de adubação inorgânica pode matar a planta.

 

E se aparecerem pragas e doenças, o que faço?

Inseticida caseiro – para o combate de pulgões, cochonilhas e lagartas. Ingredientes: 1 colher (chá) de sabão caseiro + 1 litros de água. Preparo: utilize uma colher (chá) de sabão caseiro raspado e misture em 1 litros de água agitando bem até dissolver o mesmo. Aplicação: essa calda deve ser aplicada sobre as plantas com o auxílio de pulverizador ou regador, principalmente no verão e primavera.Eu também gosto muito de usar o óleo de neem ou nim, que também é super natural. Veja na embalagem a quantidade que deve ser dissolvida em água e pulverize.

Dica: Sempre pulverize o inseticida ou o óleo de neem no fim da tarde. Para combater uma praga ou doença, faça 1 aplicação por semana durante 3 semanas.

Veja aqui mais dicas de INSETICIDAS CASEIROS.

 

Referências bibliográficas:

Coleção Minhas Plantas: jardinagem prática, combate às pragras, idéias e decoração, plantas medicinais. São Paulo: Editora Abril, 1980.

TUPIASSÚ, Assucena. Da planta ao jardim: um guia fundamental para jardineiros amadores e profissionais. São Paulo: Nobel, 2008.

Internet:

Embrapa

Jardim de Flores

Crédito foto:

Brasil escola Uol

 

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