Olha que legal, essa matéria Minhocas na Caixola que saiu na Revista São Paulo da Folha sobre compostagem com uma entrevista minha! Confira abaixo:

 

Paulistanos produzem adubo orgânico em vez de lixo com o uso de minhocários caseiros

por TETÉ MARTINHO

As minhocas são a base de um sistema doméstico de compostagem que transforma lixo orgânico em adubo -e começa a se tornar conhecido entre paulistanos.

Com três filhos, uma horta na laje e um bufê de “finger food” orgânica para manter, a chef Patricia Toldi, 43, é uma das pessoas que aderiram ao sistema -três caixas plásticas empilhadas com minhocas, onde restos de comida são processados (veja na pág. 28). “Além de contribuir para não agravar a questão do lixo, economizo em terra e adubo.”

No apartamento do jornalista Fabio Pannunzio, 51, o minhocário ajudou a reduzir a quase zero o consumo de sacos de lixo e a manter a flora da varanda vicejando. Mas, para implantar o sistema, ele teve de vencer resistências.”Minha mulher achava que seria atacada pelas minhocas”, ri.

MINHOCÁRIO

Manter lixo orgânico e minhocas em casa podem ser ideias repulsivas, mas as vantagens da compostagem vêm se sobrepondo a elas, acredita Claudio Spinola, da ONG Morada da Floresta. Há três anos, por insistência de amigos, ele começou a vender um minhocário que desenvolveu para uso próprio, a partir de uma matriz australiana. De lá para cá, a demanda só cresceu. Em 2011, 362 famílias de São Paulo adquiriram seu minhocário no site da ONG, um aumento de 40% em relação aos 258 vendidos em 2010.

Disponível em tamanhos que vão de P (para uma pessoa, R$ 170) a GG (quatro, R$ 278), a composteira vem com 250 minhocas e transforma até dois litros de resíduos orgânicos por dia em húmus de minhoca -um adubo seco, inodoro e rico em nutrientes- e chorume, um poderoso fertilizante líquido.

É a redução do lixo -e o benefício que isso representa para o ambiente- que interessa a quem compra o minhocário, diz Spinola. E pouco importa que representem um pingo no oceano de 18 mil toneladas de lixo produzidas em São Paulo por dia.

“Gosto da sensação de estar fazendo alguma coisa pelo ambiente”, confirma a paisagista Nô Figueiredo, 32, que usa em sua casa, na zona oeste, um modelo vendido pelo site Minhocasa. “Com ele, não desperdiço coisas que são aproveitáveis e faço meu próprio adubo, ainda por cima orgânico, que não polui o lençol freático como o químico.” 

Nô também teve de driblar o cônjuge para adotar o minhocário. “Meu marido tem um nariz insuportavelmente sensível e achava que a casa ficaria cheirando a lixo.” Mas nem ele foi capaz de detectar qualquer odor estranho perto das caixas, que ficam em uma área externa, sob uma pérgola. 

“O cheiro é zero”, atesta a professora de ioga Jessica Nunes, 31, que instalou seu minhocário na cozinha do apartamento onde vive. “O sistema é tampado, e a comida não chega a apodrecer, porque é consumida pelas minhocas.”

Versada em compostagem, que aprendeu no Instituto de Permacultura do Rio Grande do Sul, em Bagé, onde viveu com o marido, engenheiro ambiental, ela destina à compostagem “até cueca velha e meia furada”. E garante que tudo vira húmus e chorume, que usa para deixar “bombadões” os pés de café, manjericão e outros que plantou no canteiro da rua.

Cartilha no elevador

“A gente se acha muito avançado, mas não sabe nem organizar o próprio lixo”, afirma Nilson Bonadeu, 47. Criador de software, ele se dedica a uma forma particular de militância ambiental. Implantou a coleta seletiva em um dos prédios onde morou; em outro, criou cartilhas sobre reciclagem para pendurar no elevador.

Dono de um minhocário há um ano e meio, é entusiasta da ideia. “Todo condomínio deveria ter um”, sugere. “Aliás, a prefeitura deveria tarifar quem gera mais lixo e premiar quem reduz com descontos no IPTU.”

Para ver a matéria original no site da folha acesse: http://www1.folha.uol.com.br/revista/saopaulo/sp0710201210.htm

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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