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Aprenda a identificar e cultivar algumas plantas que são lindas e venenosas. É importante saber identificá-las para evitar acidentes.

As crianças pequenas muitas vezes são atraídas pela beleza das folhas e inflorescências da comigo-ninguém-pode (cujo nome popular que não precisa de maiores explicações), do antúrio e do caladium (ou tinhorão). Essas plantas são encontradas em muitos lares brasileiros, já que são plantas de meia sombra e fáceis de cultivar.

 

Veja agora as 3 plantas responsáveis pela maioria dos casos de intoxicação por plantas. A Dieffenbachia é a maior responsável por casos de intoxicação, seguida pelo Anthurium e Caladium. Acredita-se que os mecanismos de ação tóxica dessas plantas sejam semelhantes, por isso vou explicar apenas o da Dieffenbachia.

 

Dieffenbachia amoena (comigo-ninguém-pode ou difenbáquia)

Originária da Colômbia e Costa Rica, essa planta herbácea perene, que atinge de 20 a 50cm de altura, possui caule espesso, suculento e folhagem muito ornamental, com desenhos variados. Já sua flores, que são produzidas no verão e não possuem importância ornamental.
É cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou em jardineiras a sombra ou meia sombra, protegida do vento, com terra enriquecida de húmus e bem suprida de água.

Dieffenbachia amoena (comigo-ninguém-pode ou difenbáquia)

 

No caso de contato com os olhos, há necessidade de maiores cuidados, pois pode haver lesão na córnea, acompanhada de dor e fotofobia.

As crianças são atraídas pela exuberância das folhas e levam partes destas à boca. A mastigação, mesmo que de pequenos pedaços, causa uma intensa irritação das mucosas da boca, faringe e laringe. Os sintomas iniciam-se com salivação abundante, dores na boca, na língua e nos lábios. Nos casos mais graves, aparecem efeitos gastrointestinais, como náuseas e vômitos. O tratamento no caso de ingestão é apenas sintomático.

 

Anthurium andraeanum Linden (antúrio)

Essa planta semi-herbácea, ereta e perene, também é originária da Colômbia. Ela atinge de 30cm até 1m de altura e possui uma folhagem muito ornamental.

Anthurium andraeanum Linden (antúrio)

Suas flores são brancas, cremes ou esverdeadas, formadas na primavera e verão e ornadas por espatas sulcadas (que é o que a gente acha que é a flor, mas na verdade é uma bráctea para atração de polinizadores), em diversas cores: brancas, vermelhas brilhantes, cor-de-rosa, cor-de-salmão, vermelho-sanguínea, e novas cores estão surgindo de cruzamentos de espécies.
É cultivada em vasos, em conjuntos isolados ou jardineiras, sempre a meia-sombra, em canteiros com terra vegetal. Quando muito alta deve ser rebaixada dividindo-a em estacas. Muito utilizada como flor de corte, proporcionando arranjos bonitos e muito duráveis. Não gosta de frio.

Caladium sp. (caladium, tinhorão)

O caladium é composto por um grande grupo de plantas bulbosas, eretas e acaules, entouceradas e originárias da América Tropical, principalmente do Brasil.
Suas folhas são lindas, variadamente coloridas em diferentes desenhos, obtidos geralmente por hibridação de diversas espécies.
Caladium sp. (caladium, tinhorão)
São cultivados em vasos, mas podem ser formadas jardineiras ou conjuntos sempre a meia-sombra ou pleno sol, em locais protegidos de ventos, ricos em matéria orgânica e muita umidade.
Produzem bulbos que passam por um período de repouso vegetativo durante o inverno, perdendo totalmente as folhas. Aproveita-se essa fase para arrancar os bulbos, dividi-los ou não, reformar a terra e plantá-los novamente no fim do inverno.

 

As plantas a seguir normalmente estão em calçadas, jardins e praças e acabam atraindo crianças um pouco maiores com seus frutos, flores e folhas.

Allamanda cathartica L. (alamanda)

Originária do litoral norte, nordeste e leste do Brasil, essa trepadeira lactescente e semi-lenhosa é bastante vigorosa e possui folhas brilhantes e espessas.
Allamanda cathartica L. (alamanda)
Apresenta inflorescências com flores amarelas em forma de funil, formadas durante quase o ano todo, principalmente na primavera-verão. Adora o sol e quando jovem precisa ser conduzida com amarrilho, em suportes, caramanchões, portais e cercas. Tolera um pouco o frio. Multiplica-se principalmente por estacas cortadas na primavera-verão.
A ingestão da alamanda provoca distúrbio gastrointestinal intenso, caracterizado por náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia.

 

Nerium oleander (espirradeira, oleandro)

Esse arbusto grande, que é quase uma arvoreta, lactescente, é originário do Mediterrâneo e pode atingir de 3 a 5m de altura. É muito ramificado e flolífero. Suas flores podem ser brancas, róseas ou vermelhas e formam-se na primavera-verão. Tanto suas folhas como suas flores são muito tóxicas.

Nerium oleander (espirradeira, oleandro)

Cultivado com grande freqüência em parques e jardins e utilizado na arborização de ruas, inclusive em regiões de clima frio e mesmo áridas.

 

Euphorbia milii Des Moul. (coroa-de-cristo)
Muito utilizado como cerca viva graças aos seus espinhos agressivos, este arbusto de textura suculenta e lactescente, originário de Madagascar, atinge de 50 a 80 cm de altura.
Suas inflorescências com flores dispostas duas a duas, pequenas com brácteas vermelhas, róseas, amarelas ou brancas, são formadas durante o ano todo.

Euphorbia milii Des Moul. (coroa-de-cristo)

Os casos mais freqüentes de intoxicação pela coroa-de-cristo estão associados ao contato do látex com a pele e com as mucosas. É comum ocorrerem incidentes com jardineiros durante a poda, tanto do contato do látex com a pele como o contato da mão suja de látex com os olhos. Em crianças, o contato ocorre freqüentemente durante as brincadeiras, ao tirar leite da planta para fazer “comidinha”.

A exposição da pele ao látex causa uma inflamação caracterizada por vermelhidão, inchaço, dor e necrose dos tecidos. Quando partes da planta são ingeridas, desenvolve-se uma sensação de queimação nos lábios, na língua e na mucosa bucal, seguidas por dores intestinais, vômitos e diarréia. O contato com os olhos deve ser tratado imediatamente para evitar o desenvolvimento de conjuntivites, queratites e uveites, juntamente com inchaço das pálpebras e fechamento dos olhos devido ao edema. A demora na ajuda médica pode acarretar em complicações como úlcera corneal, perfuração da córnea e conseqüente cegueira.

 

Outras plantas tóxicas:
  • Euphorbia pulcherrima Willd. (bico-de-papagaio)
  • Ricinus communis L. (mamona)
  • Jatropha curcas L. (pinhão-papagaio)
  • Atropa belladona L. (beladona)
  • Nicotiana glauca Graham (couve-do-mato)
  • Brugmansia suaveolens (saia-branca)
  • Luffa operculata (buchinha)
  • Thevetia peruviana (chapéu-de-napoleão)
  • Lithraea molleoides (aroeira)
  • Scadoxus multiflorus (coroa-imperial)
  • Palicourea marcgravii (erva-de-rato)
  • Ficus pumila (unha-de-gato)
  • Murraya paniculata (murta-de-cheiro)
  • Polyscias fruticosa (árvore-da-felicidade fêmea)
  • Oxalis sp. (trevo)

 

Para mais informações sobre plantas tóxicas:
SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas 

 

 

 

Referências bibliográficas:

LORENZI, Harri. Plantas ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas e trepadeiras. 3a edição. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2001.
OLIVEIRA, Rejane Barbosa de; GODOY, Silvana Aparecida Pires de; COSTA, Fernando Batista. Plantas tóxicas. Conhecimento e prevenção de acidentes. Ribeirão Preto, SP: Holos, 2003.

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Beijos floridos de gratidão,

Nô Figueiredo – A Menina do Dedo Verde

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